Bolsonaro diz que democracia só existe quando as forças armadas permitem

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Bolsonaro durante cerimônia militar no Rio de Janeiro
Bolsonaro durante cerimônia militar no Rio de Janeiro


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Publicada em 08/03/2019 às 07:20:00

 

Das agências
O presidente Jair Bol-
sonaro protagoni-
zou mais uma fala absurda, nesta quinta-feira, quando fez um rápido discurso na cerimônia no 211º aniversário do Corpo de Fuzileiros Navais. Bolsonaro descreveu sua vitória nas eleições do ano passado como uma missão. "A missão será cumprida ao lado das pessoas de bem do nosso Brasil, daqueles que amam a pátria, daqueles que respeitam a família, daqueles que querem aproximação com países que têm ideologia semelhante à nossa, daqueles que amam a democracia. E isso, democracia e liberdade, só existe quando a sua respectiva Força Armada assim o quer", afirmou, segundo relata o jornalista Ítalo Nogueira.
Bolsonaro também pediu que os militares participem da reforma da Previdência, mas com proteções. "Entraremos numa nova Previdência em que entrarão os militares, mas não esqueceremos as especificidades de cada Força", afirmou. 
"Peço também o sacrifício porque entraremos, sim, na nova Previdência, que atingirá os militares. Mas não deixaremos de lado e não esqueceremos as especificidades do cargo de vocês. Temos um ministério firmado por pessoas comprometidas com o futuro do Brasil, que nos ajudam a conduzir essa grande nação", disse.
O governo quer aumentar o tempo de contribuição dos militares de 30 para 35 anos, assim como aumentar a alíquota única dos militares de 7,5% para 10,5%. A nova alíquota deve ser cobrada também no pagamento das pensões para dependentes de militares, benefício atualmente financiado exclusivamente pelo governo federal.
Um ponto relativo aos militares entrou na proposta de emenda à Constituição enviada no dia 20 de fevereiro ao Congresso. O governo quer que militares temporários - que ficam até oito anos nas Forças Armadas e não prosseguem na carreira militar - contribuam para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). De acordo com o governo, os temporários correspondem atualmente a 60% do contingente militar.
Amazônia - O presidente destacou ainda a intensa atuação das Forças Armadas na região amazônica. "Estive na Amazônia, fui recebido por 200 pessoas para conversar sobre essa área mais rica e tão deixada de lado, que é a nossa querida Amazônia brasileira. Vou conversar com o ministro da Defesa para ter uma retaguarda jurídica para que vocês possam bem exercer o seu trabalho, em especial nas missões extraordinárias", disse.
O Corpo de Fuzileiros Navais é uma força integrante da Marinha do Brasil e atua na segurança de instalações e em ações sociais em todo o território nacional.

O presidente Jair Bol- sonaro protagoni- zou mais uma fala absurda, nesta quinta-feira, quando fez um rápido discurso na cerimônia no 211º aniversário do Corpo de Fuzileiros Navais. Bolsonaro descreveu sua vitória nas eleições do ano passado como uma missão. "A missão será cumprida ao lado das pessoas de bem do nosso Brasil, daqueles que amam a pátria, daqueles que respeitam a família, daqueles que querem aproximação com países que têm ideologia semelhante à nossa, daqueles que amam a democracia. E isso, democracia e liberdade, só existe quando a sua respectiva Força Armada assim o quer", afirmou, segundo relata o jornalista Ítalo Nogueira.
Bolsonaro também pediu que os militares participem da reforma da Previdência, mas com proteções. "Entraremos numa nova Previdência em que entrarão os militares, mas não esqueceremos as especificidades de cada Força", afirmou. 
"Peço também o sacrifício porque entraremos, sim, na nova Previdência, que atingirá os militares. Mas não deixaremos de lado e não esqueceremos as especificidades do cargo de vocês. Temos um ministério firmado por pessoas comprometidas com o futuro do Brasil, que nos ajudam a conduzir essa grande nação", disse.
O governo quer aumentar o tempo de contribuição dos militares de 30 para 35 anos, assim como aumentar a alíquota única dos militares de 7,5% para 10,5%. A nova alíquota deve ser cobrada também no pagamento das pensões para dependentes de militares, benefício atualmente financiado exclusivamente pelo governo federal.
Um ponto relativo aos militares entrou na proposta de emenda à Constituição enviada no dia 20 de fevereiro ao Congresso. O governo quer que militares temporários - que ficam até oito anos nas Forças Armadas e não prosseguem na carreira militar - contribuam para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). De acordo com o governo, os temporários correspondem atualmente a 60% do contingente militar.

Amazônia - O presidente destacou ainda a intensa atuação das Forças Armadas na região amazônica. "Estive na Amazônia, fui recebido por 200 pessoas para conversar sobre essa área mais rica e tão deixada de lado, que é a nossa querida Amazônia brasileira. Vou conversar com o ministro da Defesa para ter uma retaguarda jurídica para que vocês possam bem exercer o seu trabalho, em especial nas missões extraordinárias", disse.
O Corpo de Fuzileiros Navais é uma força integrante da Marinha do Brasil e atua na segurança de instalações e em ações sociais em todo o território nacional.