Mulheres comandam 34% dos empreendimentos sergipanos

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Levantamento do Sebrae com base nos dados da PNAD Contínua do IBGE, de 2018, revela que em Sergipe 95,8 mil pessoas do sexo feminino são proprietárias de um negócio
Levantamento do Sebrae com base nos dados da PNAD Contínua do IBGE, de 2018, revela que em Sergipe 95,8 mil pessoas do sexo feminino são proprietárias de um negócio

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Publicada em 08/03/2019 às 07:38:00

 

Mesmo com todas 
as dificuldades 
para se dividir entre a administração de um negócio e as atribuições como chefes de família, as mulheres têm investido no empreendedorismo como alternativa de vida. Um levantamento feito pelo Sebrae com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2018, revela que em Sergipe 95,8 mil pessoas do sexo feminino são proprietárias de um negócio.
O número representa 34% do total de empreendedores do estado. Essas mulheres optam pela criação de um negócio motivadas principalmente pela necessidade de obter uma nova fonte de renda ou adquirir sua independência financeira. O estudo mostra que elas são mais jovens (43,8 anos contra 45,3 no caso dos homens), mais escolarizadas (42% possuem o ensino médio) e trabalham em média 30,8 horas no negócio.
Apesar disso, as mulheres continuam ganhando 22% menos que os empresários do sexo masculino. Em 2018, os donos de negócio tiveram um rendimento mensal médio de R$ 2.344, enquanto que o rendimento das mulheres ficou em R$ 1.831. A desvantagem para as empresárias também é significativa quando se trata de acesso a crédito e linhas de financiamento.
Elas acessam um valor médio de empréstimos de aproximadamente R$ 13 mil a menos que a média liberada aos homens. Apesar disso, elas pagam taxas de juros 3,5 pontos percentuais acima do sexo masculino.  Nesse aspecto, nem os índices de inadimplência mais baixos, verificados entre as pagadoras do sexo feminino, foram suficientes para gerar uma redução dos juros. Enquanto 3,7% das mulheres são inadimplentes, os homens apresentam um indicador de 4,2%.
"Infelizmente as mulheres enfrentam muito mais obstáculos que os homens na hora de empreender. Além da necessidade de administrar duplas ou até mesmo triplas jornadas, elas ainda precisam superar uma série de barreiras impostas pelo mercado. Diante desse cenário é cada vez mais urgente a criação de políticas públicas que ajudem a reduzir essa desigualdade e estimulem o empreendedorismo entre pessoas do sexo feminino", explica o superintendente do Sebrae em Sergipe, Paulo do Eirado.
Informalidade - Essas dificuldades têm levado muitas mulheres a atuar na informalidade. Cerca de 2/3 das proprietárias de um negócio trabalha sem CNPJ. Além disso, dentre as quase 96 mil empreendedoras sergipanas, 87% delas atua por conta própria.
Um caminho buscando por aquelas que decidem regularizar o empreendimento é a sua formalização como microempreendedor individual (MEI). Dos quase 49 mil MEI sergipanos, 48% são do sexo feminino. Elas atuam principalmente em atividades de beleza, moda e alimentação. Quanto ao local de funcionamento do negócio, 55,4% das microempreendedoras individuais estão sediadas em casa.

Mesmo com todas  as dificuldades  para se dividir entre a administração de um negócio e as atribuições como chefes de família, as mulheres têm investido no empreendedorismo como alternativa de vida. Um levantamento feito pelo Sebrae com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2018, revela que em Sergipe 95,8 mil pessoas do sexo feminino são proprietárias de um negócio.
O número representa 34% do total de empreendedores do estado. Essas mulheres optam pela criação de um negócio motivadas principalmente pela necessidade de obter uma nova fonte de renda ou adquirir sua independência financeira. O estudo mostra que elas são mais jovens (43,8 anos contra 45,3 no caso dos homens), mais escolarizadas (42% possuem o ensino médio) e trabalham em média 30,8 horas no negócio.
Apesar disso, as mulheres continuam ganhando 22% menos que os empresários do sexo masculino. Em 2018, os donos de negócio tiveram um rendimento mensal médio de R$ 2.344, enquanto que o rendimento das mulheres ficou em R$ 1.831. A desvantagem para as empresárias também é significativa quando se trata de acesso a crédito e linhas de financiamento.
Elas acessam um valor médio de empréstimos de aproximadamente R$ 13 mil a menos que a média liberada aos homens. Apesar disso, elas pagam taxas de juros 3,5 pontos percentuais acima do sexo masculino.  Nesse aspecto, nem os índices de inadimplência mais baixos, verificados entre as pagadoras do sexo feminino, foram suficientes para gerar uma redução dos juros. Enquanto 3,7% das mulheres são inadimplentes, os homens apresentam um indicador de 4,2%.
"Infelizmente as mulheres enfrentam muito mais obstáculos que os homens na hora de empreender. Além da necessidade de administrar duplas ou até mesmo triplas jornadas, elas ainda precisam superar uma série de barreiras impostas pelo mercado. Diante desse cenário é cada vez mais urgente a criação de políticas públicas que ajudem a reduzir essa desigualdade e estimulem o empreendedorismo entre pessoas do sexo feminino", explica o superintendente do Sebrae em Sergipe, Paulo do Eirado.
Informalidade - Essas dificuldades têm levado muitas mulheres a atuar na informalidade. Cerca de 2/3 das proprietárias de um negócio trabalha sem CNPJ. Além disso, dentre as quase 96 mil empreendedoras sergipanas, 87% delas atua por conta própria.
Um caminho buscando por aquelas que decidem regularizar o empreendimento é a sua formalização como microempreendedor individual (MEI). Dos quase 49 mil MEI sergipanos, 48% são do sexo feminino. Elas atuam principalmente em atividades de beleza, moda e alimentação. Quanto ao local de funcionamento do negócio, 55,4% das microempreendedoras individuais estão sediadas em casa.