Desigualdade persiste

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Publicada em 09/03/2019 às 05:55:00

 

A desigualdade salarial entre 
homens e mulheres não é uma 
lenda, como muitos acreditam, amparados exclusivamente na experiência estritamente pessoal. Estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística demonstra, sem sombra de dúvidas: Em geral, os homens ganham mais.
Mesmo com uma ligeira queda, a desigualdade salarial entre homens e mulheres persiste. No Brasil, em pleno século XXI, as trabalhadoras ainda ganham, em média, 20,5% menos que os homens. Fala-se aqui de rendimentos provenientes do exercício das mesmas funções. Há casos em que a diferença salarial é menor, como entre os profissionais do ensino fundamental. Na agricultura e no comércio, entretanto, a disparidade salta aos olhos e alcança uma diferença de quase 36%.
A desigualdade salarial entre homens e mulheres é um fato absurdo em si mesmo, mas ainda sinaliza a deterioração do mercado formal de trabalho. Hoje, as mulheres respondem por 43,8% dos 93 milhões de brasileiros ocupados. Considerado o contexto de 12 milhões de desempregados, a diferença de poucos percentuais representa um verdadeiro abismo. Mesmo com salários menores, elas não conseguem trabalho. As oportunidades são muito raras.
Não está fácil pra ninguém. Os especialistas são unânimes ao afirmar que somente o crescimento econômico tem o potencial de gerar oportunidades de emprego. Com a economia estacionada, somente o desalento e a subutilização da força de trabalho prosperam. Para as mulheres, no entanto, obrigadas a ganhar menos para fazer mais, enfrentando jornada dupla, a situação é mais difícil ainda.

A desigualdade salarial entre  homens e mulheres não é uma  lenda, como muitos acreditam, amparados exclusivamente na experiência estritamente pessoal. Estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística demonstra, sem sombra de dúvidas: Em geral, os homens ganham mais.
Mesmo com uma ligeira queda, a desigualdade salarial entre homens e mulheres persiste. No Brasil, em pleno século XXI, as trabalhadoras ainda ganham, em média, 20,5% menos que os homens. Fala-se aqui de rendimentos provenientes do exercício das mesmas funções. Há casos em que a diferença salarial é menor, como entre os profissionais do ensino fundamental. Na agricultura e no comércio, entretanto, a disparidade salta aos olhos e alcança uma diferença de quase 36%.
A desigualdade salarial entre homens e mulheres é um fato absurdo em si mesmo, mas ainda sinaliza a deterioração do mercado formal de trabalho. Hoje, as mulheres respondem por 43,8% dos 93 milhões de brasileiros ocupados. Considerado o contexto de 12 milhões de desempregados, a diferença de poucos percentuais representa um verdadeiro abismo. Mesmo com salários menores, elas não conseguem trabalho. As oportunidades são muito raras.
Não está fácil pra ninguém. Os especialistas são unânimes ao afirmar que somente o crescimento econômico tem o potencial de gerar oportunidades de emprego. Com a economia estacionada, somente o desalento e a subutilização da força de trabalho prosperam. Para as mulheres, no entanto, obrigadas a ganhar menos para fazer mais, enfrentando jornada dupla, a situação é mais difícil ainda.