Sem resultados, Ademário Alves deixa a Secretaria da Fazenda

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Ademário Alves deixa o comando da Fazenda sem obter resultados esperados
Ademário Alves deixa o comando da Fazenda sem obter resultados esperados

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Publicada em 09/03/2019 às 06:18:00

 

Gilvan Manoel
O governador Belivaldo 
Chagas anunciou on
tem à noite, pela rede social Twitter, a saída do bancário Ademário Alves de Jesus do comando da Secretaria de Estado da Fazenda. Ele será substituído pelo gestor público de carreira Marcos Vinícius Nascimento, que ocupava a superintendência executiva da Sefaz.
Ademário Alves vai permanecer no Estado, agora como superintendente executivo da Secretaria geral de Governo (antiga Casa Civil). Belivaldo disse que Ademário "cumpriu com dedicação e comprometimento sua missão à frente da Secretaria da Fazenda, que ajudaram no cumprimento das metas fiscais do governo no exercício de 2018.
Os rumores sobre a saída de Ademário Alves começaram em meados de fevereiro e ficaram mais intensos durante o Carnaval. O próprio secretário estaria descontente com o desempenho obtido na Secretaria da fazenda.
Sergipano, Ademário Alves de Jesus assumiu no dia 10 de abril de 2018, logo depois de Belivaldo se transformar em governador efetivo após a desincompatibilização de Jackson Barreto para disputar  vaga no Senado. No dia da posse, Belivaldo foi só elogios. "Fomos buscar um sergipano que está fazendo uma carreira brilhante no Banco do Nordeste. Ele gerenciava a terceira maior agência de todo o BNB, a maior de Pernambuco, com captação de recursos da ordem de R$ 4 bilhões. Tem experiência na área de finanças e, portanto, é alguém que se propõe a ajudar. Foi uma escolha eminentemente técnica. O que eu espero do secretário é que ele dialogue bem com a sociedade, com todos que fazem a Secretaria da Fazenda e que melhoremos a arrecadação. Vamos fazer a nossa parte a respeito da redução de despesas", garantiu no dia da cerimônia de posse.
Discurso otimista - Na mesma data, o novo gestor da Fazenda fez um discurso otimista: "Trabalho desde os 10 anos e tenho orgulho de dizer que o maior patrimônio que estou construindo é a minha biografia, pautada em ética, trabalho e respeito às pessoas. Há cerca de um mês, tive a oportunidade de conhecer o agora governador Belivaldo Chagas e confesso que fiquei positivamente impressionado com a pessoa pública que ali estava, demonstrando conhecimento profundo dos principais desafios do Estado e uma vontade latente de fazer cada vez mais e melhor pelo povo sergipano. Nossa energia estará sempre focada na busca de soluções, soluções estruturantes, deixando de lado as medidas simplistas e de curto prazo. Buscaremos ações que melhorem a produtividade e se revertam em desenvolvimento econômico social e que sejam sustentáveis a médio e longo prazos".
No início deste ano, em entrevista ao blog JL Política, de Jozailto Lima, Ademário Alves disse que o sucesso da parceria dele com o gestor Belivaldo Chagas começa por uma atitude de extremo rigor, e a muito basilar neste momento dificultoso: a do estancamento das liberdades de que cada secretaria e cada órgão do Estado gastasse ao léu, sem saber de suas reais capacidades de pagar o comprado ou o contratado. Sem dar justificativa ao Governo por seus atos e gastos.
 "Acho que a principal medida, e a mais difícil, que adotamos foi a de inverter a lógica dos pagamentos do Estado, porque antes cada órgão e Secretaria tinham autonomia para gastar. Muitas vezes independentemente do que estava dentro do orçamento das pastas. Então muitos órgãos e secretarias acabavam tendo uma despesa além e hoje cada Secretaria só pode autorizar qualquer despesa depois de passar por um colegiado, o do Craf - composto por representantes da Sefaz, Secretaria de Planejamento, Procuradoria-Geral, Secretaria de Governo e o governador", disse o então secretário.
Ademário Alves deixou o cargo com a folha de pagamento em atraso e os fornecedores sem receber há mais de quatro meses.

Gilvan Manoel

O governador Belivaldo  Chagas anunciou on tem à noite, pela rede social Twitter, a saída do bancário Ademário Alves de Jesus do comando da Secretaria de Estado da Fazenda. Ele será substituído pelo gestor público de carreira Marcos Vinícius Nascimento, que ocupava a superintendência executiva da Sefaz.
Ademário Alves vai permanecer no Estado, agora como superintendente executivo da Secretaria geral de Governo (antiga Casa Civil). Belivaldo disse que Ademário "cumpriu com dedicação e comprometimento sua missão à frente da Secretaria da Fazenda, que ajudaram no cumprimento das metas fiscais do governo no exercício de 2018.
Os rumores sobre a saída de Ademário Alves começaram em meados de fevereiro e ficaram mais intensos durante o Carnaval. O próprio secretário estaria descontente com o desempenho obtido na Secretaria da fazenda.
Sergipano, Ademário Alves de Jesus assumiu no dia 10 de abril de 2018, logo depois de Belivaldo se transformar em governador efetivo após a desincompatibilização de Jackson Barreto para disputar  vaga no Senado. No dia da posse, Belivaldo foi só elogios. "Fomos buscar um sergipano que está fazendo uma carreira brilhante no Banco do Nordeste. Ele gerenciava a terceira maior agência de todo o BNB, a maior de Pernambuco, com captação de recursos da ordem de R$ 4 bilhões. Tem experiência na área de finanças e, portanto, é alguém que se propõe a ajudar. Foi uma escolha eminentemente técnica. O que eu espero do secretário é que ele dialogue bem com a sociedade, com todos que fazem a Secretaria da Fazenda e que melhoremos a arrecadação. Vamos fazer a nossa parte a respeito da redução de despesas", garantiu no dia da cerimônia de posse.

Discurso otimista - Na mesma data, o novo gestor da Fazenda fez um discurso otimista: "Trabalho desde os 10 anos e tenho orgulho de dizer que o maior patrimônio que estou construindo é a minha biografia, pautada em ética, trabalho e respeito às pessoas. Há cerca de um mês, tive a oportunidade de conhecer o agora governador Belivaldo Chagas e confesso que fiquei positivamente impressionado com a pessoa pública que ali estava, demonstrando conhecimento profundo dos principais desafios do Estado e uma vontade latente de fazer cada vez mais e melhor pelo povo sergipano. Nossa energia estará sempre focada na busca de soluções, soluções estruturantes, deixando de lado as medidas simplistas e de curto prazo. Buscaremos ações que melhorem a produtividade e se revertam em desenvolvimento econômico social e que sejam sustentáveis a médio e longo prazos".
No início deste ano, em entrevista ao blog JL Política, de Jozailto Lima, Ademário Alves disse que o sucesso da parceria dele com o gestor Belivaldo Chagas começa por uma atitude de extremo rigor, e a muito basilar neste momento dificultoso: a do estancamento das liberdades de que cada secretaria e cada órgão do Estado gastasse ao léu, sem saber de suas reais capacidades de pagar o comprado ou o contratado. Sem dar justificativa ao Governo por seus atos e gastos.
 "Acho que a principal medida, e a mais difícil, que adotamos foi a de inverter a lógica dos pagamentos do Estado, porque antes cada órgão e Secretaria tinham autonomia para gastar. Muitas vezes independentemente do que estava dentro do orçamento das pastas. Então muitos órgãos e secretarias acabavam tendo uma despesa além e hoje cada Secretaria só pode autorizar qualquer despesa depois de passar por um colegiado, o do Craf - composto por representantes da Sefaz, Secretaria de Planejamento, Procuradoria-Geral, Secretaria de Governo e o governador", disse o então secretário.
Ademário Alves deixou o cargo com a folha de pagamento em atraso e os fornecedores sem receber há mais de quatro meses.