Um dia de protestos em combate à violência contra a mulher

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MANIFESTAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS E SINDICAIS EM COMEMORAÇÃO AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER: MUITOS PROTESTOS
MANIFESTAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS E SINDICAIS EM COMEMORAÇÃO AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER: MUITOS PROTESTOS

Manifestação das mulheres na porta da empresa Alma Viva, alvo de muitas denúncias de assédio
Manifestação das mulheres na porta da empresa Alma Viva, alvo de muitas denúncias de assédio

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Publicada em 09/03/2019 às 06:25:00

 

Milton Alves Júnior
Dezenas de militantes 
sociais se reuniram no 
centro comercial de Aracaju para promover um ato público alusivo ao Dia Internacional da Mulher. Buscando enaltecer o ainda abrangente índice de feminicídio no Brasil, o grupo aproveitou a oportunidade para intensificar as críticas ao Governo Federal no que se refere ao projeto de Reforma da Previdência que modifica o tempo de atuação para que os trabalhadores, em especial as mulheres, possam dar entrada no processo de aposentadoria. Para a União Brasileira de Mulheres (UBM), em Sergipe, o dia de ontem foi de luta multiplicada e ampla reflexão sobre o contexto contemporâneo vivenciado pelas mulheres.
Conforme previsto pela Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), o ato teve início às 6h quando a marcha das mulheres saiu do Posto de Saúde do Japãozinho, zona Norte da capital, com destino à porta da Empresa Almaviva. No trajeto os manifestantes reivindicaram políticas públicas para mulheres, igualdade salarial e denunciando a exploração do trabalho feminino. O movimento percorreu ainda a região dos Mercados Municipais rumo à Assembleia Legislativa de Sergipe, onde uma Carta de Reivindicação foi entregue ao deputado estadual Iran Barbosa (PT) em nome dos demais parlamentares. De acordo com a CUT, esta Carta de Reivindicações escrita coletivamente também foi entregue ao Tribunal de Justiça e ainda será entregue ao governador Belivaldo Chagas e ao Ministério Público Estadual.
Entre as reivindicações, destaque para a garantia do funcionamento 24h da Delegacia de Atendimento a Grupos Vulneráveis e implantação em todas cidades pólos dos territórios sergipanos; garantia de Programa de Geração de Emprego e Renda exclusivo para as mulheres desempregadas sergipanas, com igualdade de remuneração em relação aos homens; criação de campanhas permanentes e de um programa educativo para combate e prevenção de práticas de machismo nas escolas e unidades de saúde; efetivação do programa de atendimento especializado, no SUS, para as mulheres, a população negra, LGBT e indígenas.
Na concepção apresentada pela presidente da União Brasileira de Mulheres Sergipe (UBM) em Sergipe, Maria da Pureza Sobrinho, é necessário que os projetos de proteção às vítimas de feminicídio e as punições mais severas aos agressores saiam dos papéis e entrem em vigor. "Lamentavelmente a gente acorda e já se depara com as estatísticas do número crescente de feminicídio. Somente nos primeiros 20 dias deste ano 107 mulheres foram barbaramente assassinadas no Brasil e ainda nos deparamos com pessoas que dizem que esse tipo de homicídio contra as mulheres não existem. Precisamos de ações emergenciais, e não mais de promessas que se perdem no tempo e somente são lembradas no dia 8 de março", disse.
Somente no Estado de Sergipe, conforme dados apresentados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), no ano passado a Polícia Civil registrou 1.585 denúncias registradas por mulheres. Desse quantitativo 35 foram agredidas e mortas. Na maioria dos casos os agressores são companheiros, ou ex-companheiros dessas vítimas. "Pra piorar esse cenário o presidente da república ainda propõe uma reforma que teremos perdas de direitos. Essa Reforma da Previdência é um absurdo. A mudança na idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres é um golpe massacrante contra todos nós", concluiu Maria da Pureza.
O ato - De acordo com a CUT a mobilização de ontem foi uma construção coletiva provocada por movimentos sociais, partidos e sindicatos: SINTELL, Sindiserve Glória, Sindacsei, CSP-CONLUTAS, CTB, CUT, SINASEFE, SINDIFISCO, SINDIJUS, SINDIMARKETING, SINDIMINA, SINDIPEMA, SINDIPETRO, SINDISCOSE, SINDUSCOM, SINTESE, SINDASSE, SINTUFS, SENGE, ADUFS, ANDES, SEEB/SE, SEESE, MTST, MST, Resistência, RUA, AMOSERTRANS, Frente Brasil Popular, FETAM, FETASE, FPSM - Frente Povo Sem Medo, MML - Movimento Mulheres de Luta, MMM - Marcha Mundial das Mulheres, MMTR - Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais, MNU - Movimento Negro Unificado, MPA - Movimento dos Pequenos Agricultores, e ASA Sergipe.
O ato contou ainda com o apoio de militantes do Coletivo Afronte, Coletivo "Ana Montenegro", Coletivo de Mulheres de Aracaju, Coletivo Olga Benário, Coletivo Quilombo Sergipe - Núcleo Beatriz Nascimento, Coletivo Mulheres Livres, Movimento de Mulheres Camponesas, Movimento das Marisqueiras, Movimento das Catadoras de Mangaba, Movimento Quilombola, EDUCAMPO-SE, Marcha Mundial das Mulheres, Fórum de Mulheres Glorienses, Mulheres do Erukerê, PSOL, PSTU, PT, Sec. de mulheres JPT, Mandato dep. estadual Iran Barbosa, Mandato dep. federal João Daniel e ativistas feministas.

Milton Alves Júnior

Dezenas de militantes  sociais se reuniram no  centro comercial de Aracaju para promover um ato público alusivo ao Dia Internacional da Mulher. Buscando enaltecer o ainda abrangente índice de feminicídio no Brasil, o grupo aproveitou a oportunidade para intensificar as críticas ao Governo Federal no que se refere ao projeto de Reforma da Previdência que modifica o tempo de atuação para que os trabalhadores, em especial as mulheres, possam dar entrada no processo de aposentadoria. Para a União Brasileira de Mulheres (UBM), em Sergipe, o dia de ontem foi de luta multiplicada e ampla reflexão sobre o contexto contemporâneo vivenciado pelas mulheres.
Conforme previsto pela Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), o ato teve início às 6h quando a marcha das mulheres saiu do Posto de Saúde do Japãozinho, zona Norte da capital, com destino à porta da Empresa Almaviva. No trajeto os manifestantes reivindicaram políticas públicas para mulheres, igualdade salarial e denunciando a exploração do trabalho feminino. O movimento percorreu ainda a região dos Mercados Municipais rumo à Assembleia Legislativa de Sergipe, onde uma Carta de Reivindicação foi entregue ao deputado estadual Iran Barbosa (PT) em nome dos demais parlamentares. De acordo com a CUT, esta Carta de Reivindicações escrita coletivamente também foi entregue ao Tribunal de Justiça e ainda será entregue ao governador Belivaldo Chagas e ao Ministério Público Estadual.
Entre as reivindicações, destaque para a garantia do funcionamento 24h da Delegacia de Atendimento a Grupos Vulneráveis e implantação em todas cidades pólos dos territórios sergipanos; garantia de Programa de Geração de Emprego e Renda exclusivo para as mulheres desempregadas sergipanas, com igualdade de remuneração em relação aos homens; criação de campanhas permanentes e de um programa educativo para combate e prevenção de práticas de machismo nas escolas e unidades de saúde; efetivação do programa de atendimento especializado, no SUS, para as mulheres, a população negra, LGBT e indígenas.
Na concepção apresentada pela presidente da União Brasileira de Mulheres Sergipe (UBM) em Sergipe, Maria da Pureza Sobrinho, é necessário que os projetos de proteção às vítimas de feminicídio e as punições mais severas aos agressores saiam dos papéis e entrem em vigor. "Lamentavelmente a gente acorda e já se depara com as estatísticas do número crescente de feminicídio. Somente nos primeiros 20 dias deste ano 107 mulheres foram barbaramente assassinadas no Brasil e ainda nos deparamos com pessoas que dizem que esse tipo de homicídio contra as mulheres não existem. Precisamos de ações emergenciais, e não mais de promessas que se perdem no tempo e somente são lembradas no dia 8 de março", disse.
Somente no Estado de Sergipe, conforme dados apresentados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), no ano passado a Polícia Civil registrou 1.585 denúncias registradas por mulheres. Desse quantitativo 35 foram agredidas e mortas. Na maioria dos casos os agressores são companheiros, ou ex-companheiros dessas vítimas. "Pra piorar esse cenário o presidente da república ainda propõe uma reforma que teremos perdas de direitos. Essa Reforma da Previdência é um absurdo. A mudança na idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres é um golpe massacrante contra todos nós", concluiu Maria da Pureza.

O ato - De acordo com a CUT a mobilização de ontem foi uma construção coletiva provocada por movimentos sociais, partidos e sindicatos: SINTELL, Sindiserve Glória, Sindacsei, CSP-CONLUTAS, CTB, CUT, SINASEFE, SINDIFISCO, SINDIJUS, SINDIMARKETING, SINDIMINA, SINDIPEMA, SINDIPETRO, SINDISCOSE, SINDUSCOM, SINTESE, SINDASSE, SINTUFS, SENGE, ADUFS, ANDES, SEEB/SE, SEESE, MTST, MST, Resistência, RUA, AMOSERTRANS, Frente Brasil Popular, FETAM, FETASE, FPSM - Frente Povo Sem Medo, MML - Movimento Mulheres de Luta, MMM - Marcha Mundial das Mulheres, MMTR - Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais, MNU - Movimento Negro Unificado, MPA - Movimento dos Pequenos Agricultores, e ASA Sergipe.
O ato contou ainda com o apoio de militantes do Coletivo Afronte, Coletivo "Ana Montenegro", Coletivo de Mulheres de Aracaju, Coletivo Olga Benário, Coletivo Quilombo Sergipe - Núcleo Beatriz Nascimento, Coletivo Mulheres Livres, Movimento de Mulheres Camponesas, Movimento das Marisqueiras, Movimento das Catadoras de Mangaba, Movimento Quilombola, EDUCAMPO-SE, Marcha Mundial das Mulheres, Fórum de Mulheres Glorienses, Mulheres do Erukerê, PSOL, PSTU, PT, Sec. de mulheres JPT, Mandato dep. estadual Iran Barbosa, Mandato dep. federal João Daniel e ativistas feministas.