Salário imoral

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 09/03/2019 às 14:38:00

 

A crise enfrentada por estados e 
municípios brasileiros é fato pú-
blico e notório. A situação é dramática, a ponto de o Governo de Sergipe, por exemplo, fazer verdadeiros malabarismos para honrar o pagamento do funcionalismo e os seus fornecedores, considerando até um decreto de emergência financeira. Há, no entanto, quem se recuse a contar trocados. Para os agraciados com supersalários, as burras do estado estão sempre cheias, não poderiam ser mais generosas.
Há privilegiados em todas as casas. Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas, Ministério Público e Assembléia Legislativa. Enquanto os trabalhadores são convocados para o sacrifício, juízes, procuradores, parlamentares e assessores agraciados com gordos CC's vivem como verdadeiros nababos. Assim, não é de admirar que faltem recursos para os investimentos necessários, em prejuízo da criação de empregos, a arrecadação de impostos e o movimento perpétuo próprio da economia.
No início do ano, o Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe publicou uma folha de pagamento escandalosa, em desacordo com o teto salarial em vigor, de R$ 35 mil. Consta que, então, 24 magistrados receberam de uma só vez valores superiores a R$ 100 mil, segundo dados disponíveis no Portal da Transparência do próprio Tribunal. A farra observada no Poder Judiciário, no entanto, não é exclusiva daquele poder, estende a todos os poderes bancados pelo Estado.
O desemprego em Sergipe nunca foi tão devastador. Aracaju, por exemplo, tem a maior taxa de desemprego em sete anos, desde quando o IBGE começou a realizar a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), abrangendo 16,4% da população economicamente ativa. Mas enquanto a economia local encolhe a olho nu, alguns servidores vivem como imperadores. Pode até não ser ilegal, como os próprios protestam. De que é imoral, no entanto, não há a menor dúvida.

A crise enfrentada por estados e  municípios brasileiros é fato pú- blico e notório. A situação é dramática, a ponto de o Governo de Sergipe, por exemplo, fazer verdadeiros malabarismos para honrar o pagamento do funcionalismo e os seus fornecedores, considerando até um decreto de emergência financeira. Há, no entanto, quem se recuse a contar trocados. Para os agraciados com supersalários, as burras do estado estão sempre cheias, não poderiam ser mais generosas.
Há privilegiados em todas as casas. Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas, Ministério Público e Assembléia Legislativa. Enquanto os trabalhadores são convocados para o sacrifício, juízes, procuradores, parlamentares e assessores agraciados com gordos CC's vivem como verdadeiros nababos. Assim, não é de admirar que faltem recursos para os investimentos necessários, em prejuízo da criação de empregos, a arrecadação de impostos e o movimento perpétuo próprio da economia.
No início do ano, o Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe publicou uma folha de pagamento escandalosa, em desacordo com o teto salarial em vigor, de R$ 35 mil. Consta que, então, 24 magistrados receberam de uma só vez valores superiores a R$ 100 mil, segundo dados disponíveis no Portal da Transparência do próprio Tribunal. A farra observada no Poder Judiciário, no entanto, não é exclusiva daquele poder, estende a todos os poderes bancados pelo Estado.
O desemprego em Sergipe nunca foi tão devastador. Aracaju, por exemplo, tem a maior taxa de desemprego em sete anos, desde quando o IBGE começou a realizar a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), abrangendo 16,4% da população economicamente ativa. Mas enquanto a economia local encolhe a olho nu, alguns servidores vivem como imperadores. Pode até não ser ilegal, como os próprios protestam. De que é imoral, no entanto, não há a menor dúvida.