Rompimento de tubulação deixa população sem água

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Publicada em 12/03/2019 às 06:31:00

 

Um novo rompimento de tubulação, seguido de vazamento no entorno da avenida Santa Gleide, zona Norte de Aracaju, provocou,  já no início da manhã de ontem, mais uma suspensão do serviço. Com a nova intervenção operacional, cerca de 30 mil pessoas foram prejudicadas. Sobre o problema repetitivo a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), informou que uma rede de distribuição sofre pressão diuturnamente em qualquer parte do mundo, e picos de pressão todos os dias. Na tubulação de rede, na maioria das vezes são trechos já colapsados, que já passou o tempo de vida útil. A companhia frisou que que alguns vazamentos, são causados pelo desvio ilegal de água, os famosos "gatos".
Conforme reconhecido pela própria Deso, em um mês por motivos de vazamento ou manutenções corretivas da rede a companhia se deparou com a necessidade de suspender ou limitar o fornecimento de água em mais de 30 bairros da capital sergipana e em pelo menos 15 municípios sergipanos. Situação semelhante a vivenciada pelos moradores da zona Norte também tem sido enfrentada por moradores da zona Sul. Durante o último final de semana os bairros Aruana, Aeroporto, Santa Maria, Mosqueiro, Farolândia, Atalaia e os conjuntos Orlando Dantas e Augusto Franco também voltaram a enfrentar o problema. A Deso alega que várias nuances contribuem para a geração desses problemas.
Na avaliação do diretor de operações da Deso, Carlos Anderson, essas suspensões não ocorrem: "em função da quantidade de tempo que as adutoras têm, é a forma com que se utiliza, a pressão, o tipo do terreno, se é um terreno agressivo ela se deteriora mais rápido, se ela for de ferro, enfim, são várias nuances". Quanto aos reparos frequentes que resultam no desabastecimento aos milhares de contribuintes, o especialista enalteceu que durante a manutenção da área atingida é realizada de imediato uma avaliação para investigar se vale a pena trocar todos os tubos, ou só um trecho. Apesar das explicações, quem enfrenta a situação de forma constante não minimiza as críticas.
Morador do bairro Aruana, Gilberto Menezes - que já buscou o JORNAL DO DIA para protestar contra o serviço ofertado pela Deso -, voltou a pedir investimentos que gerem qualificação real do sistema. "Praticamente toda semana tem falta de água na região que moro. Tem semanas que a falta de água acontece duas ou três vezes. É lamentável o serviço prestado ao consumidor, mas mesmo com todas as reclamações parece que nunca existem melhorias. O Governo precisa entender que um investimento deve ser realizado urgentemente, ou então privatiza logo e acaba com esse sofrimento", declarou Gilberto. (Milton Alves Júnior)

Um novo rompimento de tubulação, seguido de vazamento no entorno da avenida Santa Gleide, zona Norte de Aracaju, provocou,  já no início da manhã de ontem, mais uma suspensão do serviço. Com a nova intervenção operacional, cerca de 30 mil pessoas foram prejudicadas. Sobre o problema repetitivo a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), informou que uma rede de distribuição sofre pressão diuturnamente em qualquer parte do mundo, e picos de pressão todos os dias. Na tubulação de rede, na maioria das vezes são trechos já colapsados, que já passou o tempo de vida útil. A companhia frisou que que alguns vazamentos, são causados pelo desvio ilegal de água, os famosos "gatos".
Conforme reconhecido pela própria Deso, em um mês por motivos de vazamento ou manutenções corretivas da rede a companhia se deparou com a necessidade de suspender ou limitar o fornecimento de água em mais de 30 bairros da capital sergipana e em pelo menos 15 municípios sergipanos. Situação semelhante a vivenciada pelos moradores da zona Norte também tem sido enfrentada por moradores da zona Sul. Durante o último final de semana os bairros Aruana, Aeroporto, Santa Maria, Mosqueiro, Farolândia, Atalaia e os conjuntos Orlando Dantas e Augusto Franco também voltaram a enfrentar o problema. A Deso alega que várias nuances contribuem para a geração desses problemas.
Na avaliação do diretor de operações da Deso, Carlos Anderson, essas suspensões não ocorrem: "em função da quantidade de tempo que as adutoras têm, é a forma com que se utiliza, a pressão, o tipo do terreno, se é um terreno agressivo ela se deteriora mais rápido, se ela for de ferro, enfim, são várias nuances". Quanto aos reparos frequentes que resultam no desabastecimento aos milhares de contribuintes, o especialista enalteceu que durante a manutenção da área atingida é realizada de imediato uma avaliação para investigar se vale a pena trocar todos os tubos, ou só um trecho. Apesar das explicações, quem enfrenta a situação de forma constante não minimiza as críticas.
Morador do bairro Aruana, Gilberto Menezes - que já buscou o JORNAL DO DIA para protestar contra o serviço ofertado pela Deso -, voltou a pedir investimentos que gerem qualificação real do sistema. "Praticamente toda semana tem falta de água na região que moro. Tem semanas que a falta de água acontece duas ou três vezes. É lamentável o serviço prestado ao consumidor, mas mesmo com todas as reclamações parece que nunca existem melhorias. O Governo precisa entender que um investimento deve ser realizado urgentemente, ou então privatiza logo e acaba com esse sofrimento", declarou Gilberto. (Milton Alves Júnior)