Quem mandou?

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Publicada em 13/03/2019 às 05:57:00

 

Embora a Polícia Civil do Rio de Ja-
neiro tenha realizado ontem a pri-
são de dois acusados pela morte da vereadora carioca filiada ao PSOL, após um ano inteiro de investigações, as autoridades ainda têm muito o que responder, a fim de atender à reclamação por Justiça palpitando nos corações e mentes dos brasileiros. Mais importante do que apontar os sicários responsáveis pelos disparos é responder à pergunta que não quer calar: Quem mandou matar Marielle Franco?
Impossível admitir que se faça Justiça em partes, aos pedaços. No entanto, os próprios investigadores reconhecem estar ainda muito longe da elucidação completa do crime. As evidências reunidas pelo inquérito são frágeis. Não há sequer garantia de que os acusados sejam condenados. Trata-se aqui, de acordo com a própria polícia, de um crime perfeito.
Por certo, é razoável admitir que o assassinato de Marielle não foi apenas mais um crime de ódio. A logística envolvida na execução da vereadora, os cuidados tomados para dificultar o trabalho da polícia, tudo leva a crer no envolvimento de profissionais. O policial militar reformado Ronnie Lessa e o colega expulso da corporação, Élcio Queiroz, no entanto, negam participação no atentado. E exigem provas.
No Brasil, a Democracia é só mais uma vítima. Ainda que se venha estabelecer uma relação de causa e efeito entre a atuação política da vereadora assassinada e o crime que chocou o País, como todos os indícios apontam, é preciso cuidado para não tomar o atentado por uma exceção à regra. A bem da verdade, nenhum brasileiro pode se dizer hoje a salvo dos estampidos do crime. No fim das contas, fala-se aqui do País onde tudo se resolve na bala, com o maior número absoluto de mortes por armas de fogo registrado no planeta.

Embora a Polícia Civil do Rio de Ja- neiro tenha realizado ontem a pri- são de dois acusados pela morte da vereadora carioca filiada ao PSOL, após um ano inteiro de investigações, as autoridades ainda têm muito o que responder, a fim de atender à reclamação por Justiça palpitando nos corações e mentes dos brasileiros. Mais importante do que apontar os sicários responsáveis pelos disparos é responder à pergunta que não quer calar: Quem mandou matar Marielle Franco?
Impossível admitir que se faça Justiça em partes, aos pedaços. No entanto, os próprios investigadores reconhecem estar ainda muito longe da elucidação completa do crime. As evidências reunidas pelo inquérito são frágeis. Não há sequer garantia de que os acusados sejam condenados. Trata-se aqui, de acordo com a própria polícia, de um crime perfeito.
Por certo, é razoável admitir que o assassinato de Marielle não foi apenas mais um crime de ódio. A logística envolvida na execução da vereadora, os cuidados tomados para dificultar o trabalho da polícia, tudo leva a crer no envolvimento de profissionais. O policial militar reformado Ronnie Lessa e o colega expulso da corporação, Élcio Queiroz, no entanto, negam participação no atentado. E exigem provas.
No Brasil, a Democracia é só mais uma vítima. Ainda que se venha estabelecer uma relação de causa e efeito entre a atuação política da vereadora assassinada e o crime que chocou o País, como todos os indícios apontam, é preciso cuidado para não tomar o atentado por uma exceção à regra. A bem da verdade, nenhum brasileiro pode se dizer hoje a salvo dos estampidos do crime. No fim das contas, fala-se aqui do País onde tudo se resolve na bala, com o maior número absoluto de mortes por armas de fogo registrado no planeta.