Advogado de Monteiro critica divulgação de inspeção no Presmil

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Publicada em 13/03/2019 às 06:21:00

 

A defesa do prefeito afastado de Lagarto, Valmir Monteiro, criticou a divulgação de imagens da inspeção do Ministério Público Estadual no Presídio Militar (Presmil), onde ele está preso desde 22 de fevereiro. Durante a vistoria, nesta segunda-feira, a promotora Rosana Gonçalves, da Auditoria Militar, flagrou o gestor jogando baralho na biblioteca da unidade, com um colega de cela e sem usar o uniforme. A visita da promotora ao Presmil apura a concessão de supostas regalias ao detento, investigado por lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos, em crimes apurados pela 'Operação Leak'.
Em nota divulgada ontem à noite, depois que as imagens da inspeção foram divulgadas nos telejornais, o advogado Evânio Moura, responsável pela defesa de Monteiro, disse que a defesa "depara-se, perplexa, com as imagens captadas e divulgadas por representante do Ministério Público que a pretexto de fiscalizar o presídio militar, expõe o acusado ao escárnio e a tratamento degradante, desrespeitando a garantia constitucional da dignidade da pessoa humana".
A nota diz ainda que a Lei de Execução Penal garante o direito do preso à proteção de sua imagem e a vedação de qualquer forma de sensacionalismo, e que o recolhimento do prefeito afastado ao Presmil "não configura qualquer privilégio", pois, como o prefeito figura como investigado, a lei lhe assegura a prisão em sala de Estado Maior, cuja estrutura adequada, conforme o advogado, ainda não existe no sistema carcerário sergipano. 
Moura conclui informando que vai acionar a corregedoria do Ministério Público de Sergipe (MPSE) e o Conselho Nacional do Ministério Público, "buscando coibir a prática do sensacionalismo, exigindo que a discussão jurídica seja travada nos autos do processo, de forma respeitosa e civilizada". O MPSE não quis comentar a nota da defesa. 

A defesa do prefeito afastado de Lagarto, Valmir Monteiro, criticou a divulgação de imagens da inspeção do Ministério Público Estadual no Presídio Militar (Presmil), onde ele está preso desde 22 de fevereiro. Durante a vistoria, nesta segunda-feira, a promotora Rosana Gonçalves, da Auditoria Militar, flagrou o gestor jogando baralho na biblioteca da unidade, com um colega de cela e sem usar o uniforme. A visita da promotora ao Presmil apura a concessão de supostas regalias ao detento, investigado por lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos, em crimes apurados pela 'Operação Leak'.
Em nota divulgada ontem à noite, depois que as imagens da inspeção foram divulgadas nos telejornais, o advogado Evânio Moura, responsável pela defesa de Monteiro, disse que a defesa "depara-se, perplexa, com as imagens captadas e divulgadas por representante do Ministério Público que a pretexto de fiscalizar o presídio militar, expõe o acusado ao escárnio e a tratamento degradante, desrespeitando a garantia constitucional da dignidade da pessoa humana".
A nota diz ainda que a Lei de Execução Penal garante o direito do preso à proteção de sua imagem e a vedação de qualquer forma de sensacionalismo, e que o recolhimento do prefeito afastado ao Presmil "não configura qualquer privilégio", pois, como o prefeito figura como investigado, a lei lhe assegura a prisão em sala de Estado Maior, cuja estrutura adequada, conforme o advogado, ainda não existe no sistema carcerário sergipano. 
Moura conclui informando que vai acionar a corregedoria do Ministério Público de Sergipe (MPSE) e o Conselho Nacional do Ministério Público, "buscando coibir a prática do sensacionalismo, exigindo que a discussão jurídica seja travada nos autos do processo, de forma respeitosa e civilizada". O MPSE não quis comentar a nota da defesa.