Sergipanos são investigados por "esquentar" veículos locados no PA

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Os dois participavam ativamente da quadrilha
Os dois participavam ativamente da quadrilha

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Publicada em 13/03/2019 às 06:25:00

 

A Delegacia de Rou-
bos e Furtos de Veí-
culos (DRFV) detalhou ontem as investigações que resultaram nas prisões de dois homens em Sergipe suspeitos de integrarem uma organização criminosa responsável pelo furto de cerca de 70 veículos locados em todo o país. Segundo informações do delegado Kássio Viana, da DRFV, a operação foi desencadeada simultaneamente em Sergipe, Alagoas, Pará, Maranhão, Paraná e Bahia, tendo à frente dos trabalhos investigativos a Divisão de Repressão ao Crime Organizado do Pará. 
Como resultado da ação, foram presas 22 pessoas em todo o país, sendo dois homens presos em Sergipe: Márcio Henrique Santos Fontes, preso em Aracaju, e Robervan Cruz dos Santos, detido em Capela. 
"A organização criminosa é acusada, entre outros crimes, de furto qualificado, estelionato, receptação, uso indevido de selo público, falsificação de documento público, falsificação de documento particular, uso de documento falso, inserção de dados falsos em sistema informatizado, corrupção ativa e corrupção passiva, praticados no período de março a julho de 2018, em diversos municípios paraenses e outros estados brasileiros. É uma operação que ainda está em sua primeira fase, podendo ter desdobramentos que resultem em outras prisões em Sergipe", destacou o delegado.
De acordo com as investigações, a cadeia de delitos se iniciava com a locação de veículos seminovos junto a empresas especializadas, seguida da transferência fraudulenta de propriedade, e culminando na venda a terceiros de boa-fé e posterior divisão dos lucros entre os envolvidos.
Entenda o golpe - Os alvos do golpe seguiam um perfil definido: automóveis fabricados em 2017 e 2018, quase sempre de alto padrão. Os locatários eram recrutados em estados distintos daquele em que firmavam o contrato, como forma de dificultar as investigações. Após a locação, esses carros eram transferidos para nomes de pessoas físicas, por servidores do Departamento Estado de Trânsito do Pará (Detran/PA) envolvidos no esquema.
Em seguida, outro servidor inserido no setor de arquivo do Detran/PA desviava os documentos decorrentes das transferências (CRV/CRLV), fornecendo-os a despachantes que, por sua vez, os entregam aos estelionatários responsáveis pela venda dos automóveis. Alguns desses veículos ainda passavam por uma segunda transferência antes de serem oferecidos à venda, com o objetivo de fazer constar no CRV, como proprietário anterior, o nome de uma pessoa física em vez de uma locadora, dificultando, desse modo, a detecção da fraude.
"Com a posse dos automóveis e munidos dos respectivos CRV's e CRLV's legítimos mais identidades falsas, em nome das pessoas que figuram como proprietárias nos documentos, os estelionatários do grupo não tinham dificuldades de vender os carros a terceiros, que acabavam pagando valores próximos aos de mercado. Ao final, o lucro obtido era distribuído entre os principais atores dessa rede de delitos. Então o alerta da Polícia Civil ao cidadão é que antes de comprar um veículo, procure o histórico, a linha sucessória dele. É importante saber se ele é originário de locadora e ligar para a locadora para confirmar se de fato ele foi vendido ou se é objeto de fraude", finalizou o delegado Kássio Viana.

A Delegacia de Rou- bos e Furtos de Veí- culos (DRFV) detalhou ontem as investigações que resultaram nas prisões de dois homens em Sergipe suspeitos de integrarem uma organização criminosa responsável pelo furto de cerca de 70 veículos locados em todo o país. Segundo informações do delegado Kássio Viana, da DRFV, a operação foi desencadeada simultaneamente em Sergipe, Alagoas, Pará, Maranhão, Paraná e Bahia, tendo à frente dos trabalhos investigativos a Divisão de Repressão ao Crime Organizado do Pará. 
Como resultado da ação, foram presas 22 pessoas em todo o país, sendo dois homens presos em Sergipe: Márcio Henrique Santos Fontes, preso em Aracaju, e Robervan Cruz dos Santos, detido em Capela. 
"A organização criminosa é acusada, entre outros crimes, de furto qualificado, estelionato, receptação, uso indevido de selo público, falsificação de documento público, falsificação de documento particular, uso de documento falso, inserção de dados falsos em sistema informatizado, corrupção ativa e corrupção passiva, praticados no período de março a julho de 2018, em diversos municípios paraenses e outros estados brasileiros. É uma operação que ainda está em sua primeira fase, podendo ter desdobramentos que resultem em outras prisões em Sergipe", destacou o delegado.
De acordo com as investigações, a cadeia de delitos se iniciava com a locação de veículos seminovos junto a empresas especializadas, seguida da transferência fraudulenta de propriedade, e culminando na venda a terceiros de boa-fé e posterior divisão dos lucros entre os envolvidos.

Entenda o golpe - Os alvos do golpe seguiam um perfil definido: automóveis fabricados em 2017 e 2018, quase sempre de alto padrão. Os locatários eram recrutados em estados distintos daquele em que firmavam o contrato, como forma de dificultar as investigações. Após a locação, esses carros eram transferidos para nomes de pessoas físicas, por servidores do Departamento Estado de Trânsito do Pará (Detran/PA) envolvidos no esquema.
Em seguida, outro servidor inserido no setor de arquivo do Detran/PA desviava os documentos decorrentes das transferências (CRV/CRLV), fornecendo-os a despachantes que, por sua vez, os entregam aos estelionatários responsáveis pela venda dos automóveis. Alguns desses veículos ainda passavam por uma segunda transferência antes de serem oferecidos à venda, com o objetivo de fazer constar no CRV, como proprietário anterior, o nome de uma pessoa física em vez de uma locadora, dificultando, desse modo, a detecção da fraude.
"Com a posse dos automóveis e munidos dos respectivos CRV's e CRLV's legítimos mais identidades falsas, em nome das pessoas que figuram como proprietárias nos documentos, os estelionatários do grupo não tinham dificuldades de vender os carros a terceiros, que acabavam pagando valores próximos aos de mercado. Ao final, o lucro obtido era distribuído entre os principais atores dessa rede de delitos. Então o alerta da Polícia Civil ao cidadão é que antes de comprar um veículo, procure o histórico, a linha sucessória dele. É importante saber se ele é originário de locadora e ligar para a locadora para confirmar se de fato ele foi vendido ou se é objeto de fraude", finalizou o delegado Kássio Viana.