REUNIÃO DO DE DO PT PODERIA TER AVANÇADO MAIS

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Publicada em 14/03/2019 às 05:53:00

 

* Rômulo Rodrigues
Sábado, dia 09, houve a reunião do Diretório do Estadual do PTSE e, como é tradição, com presença maciça dos Diretórios Municipais e da totalidade dos Delegados partidários.
O PT ressurge nos momentos mais adversos sempre com mais força e com boas leituras da Conjuntura; sábado não foi diferente.
Porém, às vezes, parece sofrer da "Síndrome de seu Sandoval Quaresma", aquele que sempre errava na resposta final e dizia: "Eu tava indo tão bem". Foi o que aconteceu sábado; todos muito bons nas análises, mas na hora das conclusões, faltava algo.
 O método de análise adotado na sequência dos bons resultados eleitorais é fruto da legitimidade de quem detém os mandatos e ou, de quem consegue construir algum espaço de poder, interno e externo e se cacifa no jogo de pressões construindo uma nova "Práxis" em que a verticalização soterrou a horizontalidade e, em vitória da meritocracia individual sobre o esforço militante coletivo em que os diversos nichos que circulam em torno de cada núcleo central, como nos átomos ou, tal e qual os Anéis de Saturno, estão mais para Guetos do que para Núcleos que deveriam se organizar em busca da Democracia perdida.
Valeu a pena ter ido e ouvido com atenção a maioria das análises? Valeu! Mesmo sabendo que, mais vale o que será daqui pra frente!
No período em que estive presente; conversei e conspirei. Na conversa, um grande militante, desses que estudam e acham o foco, fui alertado sobre coisas que as operações nos olhos têm dificultado para leituras e participações.
Não pensem que é a idade, já que não estou ficando velho; apenas me transformando em um Clássico! No tocante às conspirações, ficam guardadas até acontecerem, pois, é da essência de conspirar.
Mas, forçando um pouco mais a vista, fui atrás de coisas e assisti a uma entrevista do Cientista Político, Analista e Jornalista americano, Mark Lilla, no programa Roda Viva e acho que enxerguei, sem precisar muito dos olhos, um óbvio ululante, presente na reunião. As políticas identidárias; aquelas de visão individual de grupo que sufocam as visões coletivas que possam apontar uma visão horizontal - democrática - de futuro.
Sob esse ponto de vista não houve nenhuma leitura que identificasse uma tática de enfrentamento com a direita radical.
E não foi por falta de experiência de enfrentar dificuldades e sair com vitórias imediatas; se quiserem refletir é só voltar no tempo e encontrar os resultados colhidos após negação ao Colégio Eleitoral; à denúncia do resultado do Congresso Constituinte e ao Impeachment do Presidente Collor.
Para o momento, dentro de um contexto metodológico de uma reunião verticalizada, se fazia necessário um debate profundo sobre o pertencimento do Estado brasileiro.
À primeira vista, podia se seguir as bulas dos remédios que estamos mal acostumados a receber como receita. Ou seja; no capitalismo, todos atestam, e é verdade, que o Estado pertence à minoria que é representada pela Classe Dominante. Até aí, tudo bem. Mas, há algo mais grave que é: o Mercado, composto por banqueiros e rentistas. Isto, para os normais; para os anormais, que se alimentam da propagação da morte da Democracia tipo Avatares e Gorilas; o Estado pertence às Forças Armadas.
Aí vem a angústia que mais inquieta; a que os agrimensores não querem enxergar, mas, é para o velho militante, o óbvio ululante.
O Partido dos Trabalhadores erra, e erra feio, em não enxergar que a melhor saída, para já, é levantar a bandeira do pertencimento do Estado ser da Sociedade Civil. E quem reúne e unifica a Sociedade Civil hoje é quem está em Curitiba sequestrado pela mais feroz e traidora de todas as quadrilhas, que é a da República de Curitiba, que já não se sustenta com a enxurrada de descobertas de suas falcatruas e só poderá ser destruída pelo clamor civilizatório do "Lula Livre".
Foi uma experiência angustiante ver que: de nada vale o que ajudei a fazer, ao saber que de nada valeriam 3 minutos para dissipar a crescente e inquietante angústia.
E aí, no meu retiro compulsório, fui procurar lenitivos e os achei em quatro reflexões de Aldous Huxley; autor de Admirável Mundo Novo.
Diz ele: ..."Quando não se tem o hábito da História, os fatos relativos ao passado parecem sempre inacreditáveis. Acrescento: acrescente-se pessoas aos fatos.
...Nenhum povo em condições econômicas precárias tem uma grande oportunidade para estar capaz de governar democraticamente a si próprio. Acrescento; é para esse estágio que estão nos levando.
... Uma Ditadura perfeita terá a aparência de Democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão.
... Quando pomos em jogo toda nossa força para levantarmos o que parece ser um peso enorme, é desagradável perceber que se trata de um halter de papelão, e que teria sido possível erguê-lo com dois dedos.
As revelações de que Sérgio Moro, Procuradores e OAS combinavam os textos dos executivos delatores contra Lula por pagamentos de R$ 6 milhões cada e a transformação de uma Operação de combate à corrupção em uma Fundação de Direito Privado, com lavagem de U$ 2,5 bilhões expõem o peso do halter de papelão de Curitiba.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

Sábado, dia 09, houve a reunião do Diretório do Estadual do PTSE e, como é tradição, com presença maciça dos Diretórios Municipais e da totalidade dos Delegados partidários.
O PT ressurge nos momentos mais adversos sempre com mais força e com boas leituras da Conjuntura; sábado não foi diferente.
Porém, às vezes, parece sofrer da "Síndrome de seu Sandoval Quaresma", aquele que sempre errava na resposta final e dizia: "Eu tava indo tão bem". Foi o que aconteceu sábado; todos muito bons nas análises, mas na hora das conclusões, faltava algo.
 O método de análise adotado na sequência dos bons resultados eleitorais é fruto da legitimidade de quem detém os mandatos e ou, de quem consegue construir algum espaço de poder, interno e externo e se cacifa no jogo de pressões construindo uma nova "Práxis" em que a verticalização soterrou a horizontalidade e, em vitória da meritocracia individual sobre o esforço militante coletivo em que os diversos nichos que circulam em torno de cada núcleo central, como nos átomos ou, tal e qual os Anéis de Saturno, estão mais para Guetos do que para Núcleos que deveriam se organizar em busca da Democracia perdida.
Valeu a pena ter ido e ouvido com atenção a maioria das análises? Valeu! Mesmo sabendo que, mais vale o que será daqui pra frente!
No período em que estive presente; conversei e conspirei. Na conversa, um grande militante, desses que estudam e acham o foco, fui alertado sobre coisas que as operações nos olhos têm dificultado para leituras e participações.
Não pensem que é a idade, já que não estou ficando velho; apenas me transformando em um Clássico! No tocante às conspirações, ficam guardadas até acontecerem, pois, é da essência de conspirar.
Mas, forçando um pouco mais a vista, fui atrás de coisas e assisti a uma entrevista do Cientista Político, Analista e Jornalista americano, Mark Lilla, no programa Roda Viva e acho que enxerguei, sem precisar muito dos olhos, um óbvio ululante, presente na reunião. As políticas identidárias; aquelas de visão individual de grupo que sufocam as visões coletivas que possam apontar uma visão horizontal - democrática - de futuro.
Sob esse ponto de vista não houve nenhuma leitura que identificasse uma tática de enfrentamento com a direita radical.E não foi por falta de experiência de enfrentar dificuldades e sair com vitórias imediatas; se quiserem refletir é só voltar no tempo e encontrar os resultados colhidos após negação ao Colégio Eleitoral; à denúncia do resultado do Congresso Constituinte e ao Impeachment do Presidente Collor.
Para o momento, dentro de um contexto metodológico de uma reunião verticalizada, se fazia necessário um debate profundo sobre o pertencimento do Estado brasileiro.
À primeira vista, podia se seguir as bulas dos remédios que estamos mal acostumados a receber como receita. Ou seja; no capitalismo, todos atestam, e é verdade, que o Estado pertence à minoria que é representada pela Classe Dominante. Até aí, tudo bem. Mas, há algo mais grave que é: o Mercado, composto por banqueiros e rentistas. Isto, para os normais; para os anormais, que se alimentam da propagação da morte da Democracia tipo Avatares e Gorilas; o Estado pertence às Forças Armadas.
Aí vem a angústia que mais inquieta; a que os agrimensores não querem enxergar, mas, é para o velho militante, o óbvio ululante.
O Partido dos Trabalhadores erra, e erra feio, em não enxergar que a melhor saída, para já, é levantar a bandeira do pertencimento do Estado ser da Sociedade Civil. E quem reúne e unifica a Sociedade Civil hoje é quem está em Curitiba sequestrado pela mais feroz e traidora de todas as quadrilhas, que é a da República de Curitiba, que já não se sustenta com a enxurrada de descobertas de suas falcatruas e só poderá ser destruída pelo clamor civilizatório do "Lula Livre".
Foi uma experiência angustiante ver que: de nada vale o que ajudei a fazer, ao saber que de nada valeriam 3 minutos para dissipar a crescente e inquietante angústia.
E aí, no meu retiro compulsório, fui procurar lenitivos e os achei em quatro reflexões de Aldous Huxley; autor de Admirável Mundo Novo.
Diz ele: ..."Quando não se tem o hábito da História, os fatos relativos ao passado parecem sempre inacreditáveis. Acrescento: acrescente-se pessoas aos fatos.
...Nenhum povo em condições econômicas precárias tem uma grande oportunidade para estar capaz de governar democraticamente a si próprio. Acrescento; é para esse estágio que estão nos levando.
... Uma Ditadura perfeita terá a aparência de Democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão.
... Quando pomos em jogo toda nossa força para levantarmos o que parece ser um peso enorme, é desagradável perceber que se trata de um halter de papelão, e que teria sido possível erguê-lo com dois dedos.
As revelações de que Sérgio Moro, Procuradores e OAS combinavam os textos dos executivos delatores contra Lula por pagamentos de R$ 6 milhões cada e a transformação de uma Operação de combate à corrupção em uma Fundação de Direito Privado, com lavagem de U$ 2,5 bilhões expõem o peso do halter de papelão de Curitiba.

* Rômulo Rodrigues é militante político