Na bala

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Publicada em 14/03/2019 às 05:55:00

 

Uma tragédia como o massacre 
de Columbine, um marco da vio-
lência registrado em território americano, não ocorre sem precedentes. Por trás do gesto alucinado do estudante capaz de abrir fogo contra dezenas de colegas, sem oferecer nenhuma chance de defesa, há uma cultura inteira. Não por acaso, justamente agora, pouco depois de uma corrida presidencial pautada pelo discurso beligerante do candidato eleito nas urnas, os brasileiros vivem tragédia em tudo parecida.
Integrantes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar tiveram de atender a um chamado inesperado na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, município da Grande São Paulo, a manhã de ontem. Dois atiradores invadiram a unidade de ensino, efetuaram  diversos disparos, com saldo de dezenas de mortos e feridos, e depois suicidaram. Não é a primeira ocorrência do gênero noticiada recentemente. Convém, portanto, ficar atento aos sinais.
O Atlas da violência 2018 possui uma série de recortes reveladores. Entre todos os dados relacionados à questão da violência e a criminalidade, no entanto, chama atenção aquele que talvez aponte a principal razão de tanto sangue: as estatísticas provam sem sombra de dúvidas que há relação direta entre o número de homicídios e a facilidade de acesso a armas de fogo. Um dado que contraria a política de combate à violência adotada hoje pelo Governo Federal.
Olho por olho, dente por dente. Embora não seja razoável colocar o incidente na conta pessoal de Jair Bolsonaro, é perfeitamente justo lembrar que a sua campanha teve como pedra de toque a mais franca beligerância. Fala-se aqui do senhor das armas, para quem bandido bom é bandido morto e o problema da violência se resolve na bala. Ninguém acredita em tal possibilidade, mas o caso de Suzano deveria botar o presidente a pensar.

Uma tragédia como o massacre  de Columbine, um marco da vio- lência registrado em território americano, não ocorre sem precedentes. Por trás do gesto alucinado do estudante capaz de abrir fogo contra dezenas de colegas, sem oferecer nenhuma chance de defesa, há uma cultura inteira. Não por acaso, justamente agora, pouco depois de uma corrida presidencial pautada pelo discurso beligerante do candidato eleito nas urnas, os brasileiros vivem tragédia em tudo parecida.
Integrantes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar tiveram de atender a um chamado inesperado na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, município da Grande São Paulo, a manhã de ontem. Dois atiradores invadiram a unidade de ensino, efetuaram  diversos disparos, com saldo de dezenas de mortos e feridos, e depois suicidaram. Não é a primeira ocorrência do gênero noticiada recentemente. Convém, portanto, ficar atento aos sinais.
O Atlas da violência 2018 possui uma série de recortes reveladores. Entre todos os dados relacionados à questão da violência e a criminalidade, no entanto, chama atenção aquele que talvez aponte a principal razão de tanto sangue: as estatísticas provam sem sombra de dúvidas que há relação direta entre o número de homicídios e a facilidade de acesso a armas de fogo. Um dado que contraria a política de combate à violência adotada hoje pelo Governo Federal.
Olho por olho, dente por dente. Embora não seja razoável colocar o incidente na conta pessoal de Jair Bolsonaro, é perfeitamente justo lembrar que a sua campanha teve como pedra de toque a mais franca beligerância. Fala-se aqui do senhor das armas, para quem bandido bom é bandido morto e o problema da violência se resolve na bala. Ninguém acredita em tal possibilidade, mas o caso de Suzano deveria botar o presidente a pensar.