Governo atrasa repasses para o Santa Isabel

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Publicada em 14/03/2019 às 06:29:00

 

Em nova audiência pública, a Promotoria de Justiça do Direito à Saúde Publica, do Ministério Público Estadual (MPE), voltou a pressionar o Governo do Estado de Sergipe, através das secretarias da Saúde e Fazenda, para que regularize as pendências financeiras que se estendem desde o início deste ano. Provocado pela direção do Hospital e Maternidade Santa Isabel, em Aracaju, o órgão Estadual de fiscalização lamentou que duas prestações estejam em atraso, sendo a terceira a vencer já no próximo dia 31. Conforme contabilidade apresentada pela unidade hospitalar filantrópica, mas que atende aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), juntas essas contas em atraso alcançam a casa dos R$ 3,8 milhões.
Apesar de se tratar de um assunto de interesse público, inclusive discutido em um órgão público, os representantes do hospital e da Secretaria de Estado da Saúde optaram por não conceder entrevistas. Durante a reunião mediada pelo promotor da Saúde, Manoel Cabral Machado Neto, o Santa Isabel já anunciou problemas enfrentados administrativamente e aproveitou a oportunidade para garantir que, caso esse mês de março seja concluído sem nenhuma parcela quitanda, a partir de abril o hospital não terá condições de quitar todas as respectivas demandas financeiras. Isso inclui pagamento de pessoal e de empresas fornecedoras de insumos.
Mesmo sem uma definição para o caso, o MPE garantiu que vai buscar os técnicos da Secretaria de Estado da Fazenda para saber o porquê, e quando, essas parcelas em atraso serão quitadas. Esse monitoramento, segundo o Ministério Público, permanecerá até que o pleito do hospital seja integralmente atendido e que as possibilidades de ampliação dos problemas enfrentados pelos usuários do SUS sejam cessadas. Sobre o início das análises jurídicas o MPE informou que o próprio Santa Isabel buscou o órgão para denunciar: "os atrasos no repasse do cofinanciamento estadual, de maneira que eles se alongaram algumas vezes até por seis meses, e geravam um problema sério na continuidade do serviço de assistência".
Na tarde de ontem o JORNAL DO DIA buscou o Hospital Santa Isabel para falar sobre o assunto, mas a unidade optou por permanecer com a mesma postura adotada após a audiência, e declarou não conceder entrevistas sobre o assunto neste momento. Buscamos ainda a Secretaria de Estado da Saúde, mas, de forma semelhante à unidade hospitalar, a SES também não se pronunciou sobre o caso. (Milton Alves Júnior)

Em nova audiência pública, a Promotoria de Justiça do Direito à Saúde Publica, do Ministério Público Estadual (MPE), voltou a pressionar o Governo do Estado de Sergipe, através das secretarias da Saúde e Fazenda, para que regularize as pendências financeiras que se estendem desde o início deste ano. Provocado pela direção do Hospital e Maternidade Santa Isabel, em Aracaju, o órgão Estadual de fiscalização lamentou que duas prestações estejam em atraso, sendo a terceira a vencer já no próximo dia 31. Conforme contabilidade apresentada pela unidade hospitalar filantrópica, mas que atende aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), juntas essas contas em atraso alcançam a casa dos R$ 3,8 milhões.
Apesar de se tratar de um assunto de interesse público, inclusive discutido em um órgão público, os representantes do hospital e da Secretaria de Estado da Saúde optaram por não conceder entrevistas. Durante a reunião mediada pelo promotor da Saúde, Manoel Cabral Machado Neto, o Santa Isabel já anunciou problemas enfrentados administrativamente e aproveitou a oportunidade para garantir que, caso esse mês de março seja concluído sem nenhuma parcela quitanda, a partir de abril o hospital não terá condições de quitar todas as respectivas demandas financeiras. Isso inclui pagamento de pessoal e de empresas fornecedoras de insumos.
Mesmo sem uma definição para o caso, o MPE garantiu que vai buscar os técnicos da Secretaria de Estado da Fazenda para saber o porquê, e quando, essas parcelas em atraso serão quitadas. Esse monitoramento, segundo o Ministério Público, permanecerá até que o pleito do hospital seja integralmente atendido e que as possibilidades de ampliação dos problemas enfrentados pelos usuários do SUS sejam cessadas. Sobre o início das análises jurídicas o MPE informou que o próprio Santa Isabel buscou o órgão para denunciar: "os atrasos no repasse do cofinanciamento estadual, de maneira que eles se alongaram algumas vezes até por seis meses, e geravam um problema sério na continuidade do serviço de assistência".
Na tarde de ontem o JORNAL DO DIA buscou o Hospital Santa Isabel para falar sobre o assunto, mas a unidade optou por permanecer com a mesma postura adotada após a audiência, e declarou não conceder entrevistas sobre o assunto neste momento. Buscamos ainda a Secretaria de Estado da Saúde, mas, de forma semelhante à unidade hospitalar, a SES também não se pronunciou sobre o caso. (Milton Alves Júnior)