Obra parada

Opinião


 

Para realizar uma obra relativa
mente simples, duplicando um pe-
queno trecho de rodovia, pouco mais de 50 quilômetros, o governador de Sergipe teve de se abalar em idas e vindas até Brasília, procurar o ministro dos Transportes em pessoa, convencê-lo da importância da empreitada, contratar estudos de viabilidade e cruzar os dedos para não encontrar nenhuma pedra no meio do caminho. Uma via-crúcis que ajuda a explicar o péssimo estado das estradas por onde trafega a riqueza nacional, Brasil afora.
O esforço aqui mencionado foi realizado em favor da BR-235. Deu em nada. No que diz respeito à penúria das rodovias federais que cortam o estado, no entanto, o maior emblema é ainda a BR-101. Ninguém questiona a necessidade da obra e os reflexos positivos derivados de sua conclusão, incluindo a preservação de vidas. Mas sem recursos em caixa para tocar a empreitada, os entes públicos empurram a situação com a barriga. 
O descaso é tamanho, a ponto de motivar a judicialização da empreitada. O Ministério Público Federal, através da Procuradoria da República no Município de Propriá, ingressou com ação civil pública contra o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a União, com o objetivo de acelerar a conclusão das obras de duplicação da BR-101 no trecho que vai de Propriá a Laranjeiras, do km 0 ao 77,3. Mas, ainda que alcance êxito, dezenas de vida já foram perdidas, a iniciativa chega tarde. 
A duplicação da BR-101 já dura maia de uma década. A previsão mais otimista era de conclusão ainda em 2018. Mas, aparentemente, uma espécie de maldição paira sobre toda e qualquer obra realizada às margens da rodovia. Nesse intervalo, milhões em recursos públicos foram consumidos sem nenhum resultado. Por enquanto, a obra só produziu perdas, incômodo e prejuízo.

Para realizar uma obra relativa mente simples, duplicando um pe- queno trecho de rodovia, pouco mais de 50 quilômetros, o governador de Sergipe teve de se abalar em idas e vindas até Brasília, procurar o ministro dos Transportes em pessoa, convencê-lo da importância da empreitada, contratar estudos de viabilidade e cruzar os dedos para não encontrar nenhuma pedra no meio do caminho. Uma via-crúcis que ajuda a explicar o péssimo estado das estradas por onde trafega a riqueza nacional, Brasil afora.
O esforço aqui mencionado foi realizado em favor da BR-235. Deu em nada. No que diz respeito à penúria das rodovias federais que cortam o estado, no entanto, o maior emblema é ainda a BR-101. Ninguém questiona a necessidade da obra e os reflexos positivos derivados de sua conclusão, incluindo a preservação de vidas. Mas sem recursos em caixa para tocar a empreitada, os entes públicos empurram a situação com a barriga. 
O descaso é tamanho, a ponto de motivar a judicialização da empreitada. O Ministério Público Federal, através da Procuradoria da República no Município de Propriá, ingressou com ação civil pública contra o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a União, com o objetivo de acelerar a conclusão das obras de duplicação da BR-101 no trecho que vai de Propriá a Laranjeiras, do km 0 ao 77,3. Mas, ainda que alcance êxito, dezenas de vida já foram perdidas, a iniciativa chega tarde. 
A duplicação da BR-101 já dura maia de uma década. A previsão mais otimista era de conclusão ainda em 2018. Mas, aparentemente, uma espécie de maldição paira sobre toda e qualquer obra realizada às margens da rodovia. Nesse intervalo, milhões em recursos públicos foram consumidos sem nenhum resultado. Por enquanto, a obra só produziu perdas, incômodo e prejuízo.

 


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