Patriotismo baba ovo

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Só a charge lava a alma do povo
Só a charge lava a alma do povo

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Publicada em 20/03/2019 às 09:12:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Calado, Bolsonaro é 
um poeta. Obrigado 
a abrir a boca por força do cargo, no entanto, o presidente brasileiro vira e mexe troca os pés pelas mãos. Aconteceu de novo, em visita à América grande de Donald Trump. A disposição declarada de lamber as botas do Tio Sam cobre a nação de vergonha.
O presidente é um baba ovo. Jamais se soube de um chefe de estado capaz de falar tão fino. Quem o viu em campanha, munido de uma retórica francamente beligerante, prometendo fuzilar os adversários, sem um pingo de humanidade no coração, não reconhece mais os modos de Bolsonaro. Muitos acreditaram nos protestos eleitoreiros de patriotismo e soberania. Os mais lúcidos já devem ter percebido, tarde demais, o tiro saiu pela culatra.
Mais manso do que o presidente brasileiro, só o marido traído em uma crônica de Nelson Rodrigues, o último a saber dos pecados cometidos no seio do seu próprio lar, sob a própria barba. O embaraço diplomático não tem graça nenhuma, mas foi imediatamente contado em verso e prosa, a justa inspiração de muita chacota. Se calhar, periga até ter animado o traço impiedoso de Edidelson Silva, chargista deste Jornal do Dia, o maior artista do escárnio em atividade por estas bandas.
Triste consolo, o escracho. Conformados em rir para não chorar, os chargistas carregam nas tintas, emissários de todas as cagadas cometidas pelo  controvertido inquilino do Palácio do Planalto. Também por isso, presume-se, a avaliação de ótimo e bom do governo Bolsonaro diminuiu de 40% para 37%. Os números são da pesquisa mensal da XP Investimentos. Já o grupo que avalia a gestão ruim ou péssima subiu de 17% para 24%. 
Ninguém subestime o poder de concisão de um meme. Se a notícia e a reflexão trazem fatos e nuances à tona, só a charge lava a alma do povo, capaz de cobrir com as cores berrantes da galhofa até o episódio mais amargo.

Calado, Bolsonaro é  um poeta. Obrigado  a abrir a boca por força do cargo, no entanto, o presidente brasileiro vira e mexe troca os pés pelas mãos. Aconteceu de novo, em visita à América grande de Donald Trump. A disposição declarada de lamber as botas do Tio Sam cobre a nação de vergonha.
O presidente é um baba ovo. Jamais se soube de um chefe de estado capaz de falar tão fino. Quem o viu em campanha, munido de uma retórica francamente beligerante, prometendo fuzilar os adversários, sem um pingo de humanidade no coração, não reconhece mais os modos de Bolsonaro. Muitos acreditaram nos protestos eleitoreiros de patriotismo e soberania. Os mais lúcidos já devem ter percebido, tarde demais, o tiro saiu pela culatra.
Mais manso do que o presidente brasileiro, só o marido traído em uma crônica de Nelson Rodrigues, o último a saber dos pecados cometidos no seio do seu próprio lar, sob a própria barba. O embaraço diplomático não tem graça nenhuma, mas foi imediatamente contado em verso e prosa, a justa inspiração de muita chacota. Se calhar, periga até ter animado o traço impiedoso de Edidelson Silva, chargista deste Jornal do Dia, o maior artista do escárnio em atividade por estas bandas.
Triste consolo, o escracho. Conformados em rir para não chorar, os chargistas carregam nas tintas, emissários de todas as cagadas cometidas pelo  controvertido inquilino do Palácio do Planalto. Também por isso, presume-se, a avaliação de ótimo e bom do governo Bolsonaro diminuiu de 40% para 37%. Os números são da pesquisa mensal da XP Investimentos. Já o grupo que avalia a gestão ruim ou péssima subiu de 17% para 24%. 
Ninguém subestime o poder de concisão de um meme. Se a notícia e a reflexão trazem fatos e nuances à tona, só a charge lava a alma do povo, capaz de cobrir com as cores berrantes da galhofa até o episódio mais amargo.