Acusado de matar advogado usava documentos falsos

Cidades

 

O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) detalhou, também na manhã de ontem, a prisão de Diego dos Santos Melo, acusado pela morte da desempregada Lorraine Andrade de Oliveira, 31 anos, que foi encontrada morta dentro da própria casa, no bairro Cidade Nova (zona norte de Aracaju). O crime aconteceu na última quarta-feira e chamou atenção porque Diego ligou para a polícia e afirmou ter asfixiado e matado a esposa dentro da residência, antes de fechar as portas de casa e fugir. Em outro telefonema, ele disse que se entregaria na praça da Colina do Santo Antônio, mas ele não foi encontrado no local pelas equipes da PM.
O acusado apareceu só na tarde de segunda e se apresentou para prestar depoimento na sede do DHPP, acompanhado por um advogado. Durante a oitiva, ele recebeu voz de prisão do delegado André Luiz Gouveia, da 2ª Divisão do DHPP, que conduz o inquérito do caso. "Ele alegou que a companheira dele estava usando droga e por conta disso estava violenta e agressiva. Ela teria acusado ele de ter escondido alguma droga dela e teria agredido ele com tapas e socos e nesse movimento de defesa dele ele teria agarrado o pescoço dela e ela desfaleceu e veio a óbito", explicou Gouveia. A mãe da vítima morava com o casal e saiu de casa antes do homicídio, ela informou que a filha não era agressiva e que Diego tem histórico de violência contra a mulher. Segundo ela, Diego conviveu com uma prima de Lorraine e também teria agido com violência contra ela. O homem se encontra à disposição da justiça para adoção das medidas cabíveis. O acusado deve ser indiciado pelo crime de feminicídio (homicídio de mulheres por motivação machista).

A Polícia Civil apresentou ontem os detalhes sobre a prisão de homem apontado como sendo Ronaldo Marques de Souza, acusado pelo assassinato do Aloísio Santos Filho, morto a tiros no dia 17 de outubro de 2013, em frente ao próprio escritório de advocacia, no bairro Siqueira Campos (zona oeste de Aracaju). Segundo o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Ronaldo está preso no Maranhão e foi registrado na polícia local com nome e documentos falsos. A identidade foi descoberta através de análises e comparações de impressões digitais. 

De acordo com a delegada Thereza Simony, do DHPP, a localização de Ronaldo foi possível a partir de uma denúncia anônima repassada à polícia. "Há cerca de 20 dias, recebemos uma denúncia anônima de que ele estaria preso no sistema penitenciário do Maranhão, utilizando o nome de Valdeir Carvalho dos Santos. Nós entramos e contato com o Instituto de Identificação, que nos auxiliou na comparação papiloscópica. Foram colhidas as impressões digitais do preso lá no estado do Maranhão e, através do trabalho dos Institutos de Identificação da Bahia e Pernambuco, chegou-se à conclusão de que o preso no Maranhão tratava-se do procurado Ronaldo Marques de Sousa", explicou Thereza.

Ela explicou ainda que Ronaldo costumava fugir para Sergipe depois de cometer crimes em outros estados, principalmente assaltos a banco, durante todo o tempo em que esteve foragido, e utilizava outros nomes para despistar as investigações da polícia. "O preso já tinha sido detido nos estados da Bahia e Pernambuco, ele usava o estado de Sergipe, a capital em especial, como uma cidade dormitório. Ele viajava constantemente para praticar seus crimes, tanto roubo de carro, como a banco, e depois voltava para se esconder aqui no estado. Ele já convivia com uma pessoa aqui em Sergipe, mas depois foi embora e não tivemos mais notícias, até 20 dias atrás quando recebemos essa denúncia", concluiu.

Ainda segundo a polícia, Ronaldo fugiu de Sergipe depois de assassinar Aloísio, ao atacá-lo na porta do escritório de advocacia e executá-lo com vários tiros. Segundo a delegada, o crime foi motivado por uma disputa familiar entre os envolvidos. "Aloísio era cunhado do Ronaldo, que estava em disputa pela guarda do filho menor com a ex-esposa. O doutor Aloísio colocou na petição que não queria que o filho convivesse com o tio, em razão dos atos ilícitos que ele praticava. Diante deste fato, ele praticou o crime e fugiu do estado", afirmou ela, 

O Instituto de Identificação Carlos Menezes (IICM), de Sergipe, foi acionado pelo DHPP e fez um levantamento das identidades relacionadas ao foragido. "Ao receber os possíveis nomes e as digitais dele, nós fizemos o confronto com as fichas encontradas no Instituto da Bahia, que era onde ele tinha três registros civis, com a ficha da unidade prisional do Maranhão, que é a ficha identificação criminal dele no momento da prisão, e com a ficha do Detran, já que ele também possuía uma CNH aqui no estado de Sergipe. Então confrontarmos todas as digitais, percebemos que se tratava da mesma pessoa. Assumimos que o preso Valdey Carvalho de Santos, na verdade, tinha Ronaldo Marques de Sousa como sua primeira identificação, que foi a que consideramos como a real e verdadeira", explicou Mariane Santos, papiloscopista do Instituto de Identificação.

Para o diretor do Instituto de Identificação, Jenilson Gomes, é importante ter ferramentas e equipes destinadas para esse tipo de demanda. "O mais importante é que o Instituto de Identificação tem ferramenta tecnológica e pessoal pronto para atender esse tipo de demanda, tanto na área civil quanto na área criminal. Nós temos a divisão de identificação criminal, temos um núcleo de inteligência, que não só trabalha para emissão de documento para análises da carteira de identidade em Sergipe, como atende essas demandas que vêm das delegacias e do judiciário", assegurou.

A SSP informou que o Judiciário maranhense ainda tomará providências sobre o envio ou não do preso para o cumprimento de pena em Sergipe, onde responde ao processo pelo homicídio contra o advogado.  (Gabriel Damásio)

Homem confessou ter enforcado a companheira

O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) detalhou, também na manhã de ontem, a prisão de Diego dos Santos Melo, acusado pela morte da desempregada Lorraine Andrade de Oliveira, 31 anos, que foi encontrada morta dentro da própria casa, no bairro Cidade Nova (zona norte de Aracaju). O crime aconteceu na última quarta-feira e chamou atenção porque Diego ligou para a polícia e afirmou ter asfixiado e matado a esposa dentro da residência, antes de fechar as portas de casa e fugir. Em outro telefonema, ele disse que se entregaria na praça da Colina do Santo Antônio, mas ele não foi encontrado no local pelas equipes da PM.
O acusado apareceu só na tarde de segunda e se apresentou para prestar depoimento na sede do DHPP, acompanhado por um advogado. Durante a oitiva, ele recebeu voz de prisão do delegado André Luiz Gouveia, da 2ª Divisão do DHPP, que conduz o inquérito do caso. "Ele alegou que a companheira dele estava usando droga e por conta disso estava violenta e agressiva. Ela teria acusado ele de ter escondido alguma droga dela e teria agredido ele com tapas e socos e nesse movimento de defesa dele ele teria agarrado o pescoço dela e ela desfaleceu e veio a óbito", explicou Gouveia. A mãe da vítima morava com o casal e saiu de casa antes do homicídio, ela informou que a filha não era agressiva e que Diego tem histórico de violência contra a mulher. Segundo ela, Diego conviveu com uma prima de Lorraine e também teria agido com violência contra ela. O homem se encontra à disposição da justiça para adoção das medidas cabíveis. O acusado deve ser indiciado pelo crime de feminicídio (homicídio de mulheres por motivação machista).

 


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