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Publicada em 23/03/2019 às 06:00:00

 

Os rejeitos da barragem que rom
peu em Brumadinho, interior de 
Minas Gerais, no início do ano, já contaminaram a bacia do Rio São Francisco. A irresponsabilidade criminosa da Companhia Vale do Rio Doce feriu de morte o já moribundo rio da integração nacional.
A contaminação do São Francisco pode deixar milhares com fome e sede. Os peixes já estão morrendo. Em diversos pontos, a água é imprópria para consumo humano.
A informação consta de relatório elaborado pela ONG SOS Mata Atlântica. De acordo com o documento, entre as 12 amostras de água recolhidas em diferentes pontos do rio, apenas três estavam em condição mais ou menos aceitável. Análise em laboratório constatou concentração de ferro, manganês, cromo e cobre acima dos limites estipulados em Lei.
Infelizmente, o estado calamitoso do Rio São Francisco está longe de atrair a atenção da sociedade civil para os debates relacionados ao uso das águas no Brasil. Passados ao primeiros dias após a tragédia de Brumadinho, quando os ambientalistas acusaram o risco de contaminação daquele curso de água, o tema logo foi esquecido. O grosso da população só se dará conta do problema quando faltar água nas torneiras de casa.
Tanto o rio São Francisco quanto o interior de Minas Gerais, palco de sucessivos crimes cometidos pelas mineradoras, são vítimas do descaso das autoridades no que tange à defesa do meio ambiente. Nunca será demais lembrar que, poucos dias antes de uma barragem de rejeitos romper em Brumadinho, o presidente Jair Bolsonaro discursava ao mundo, insinuando a necessidade de afrouxar a legislação ambiental.

Os rejeitos da barragem que rom peu em Brumadinho, interior de  Minas Gerais, no início do ano, já contaminaram a bacia do Rio São Francisco. A irresponsabilidade criminosa da Companhia Vale do Rio Doce feriu de morte o já moribundo rio da integração nacional.
A contaminação do São Francisco pode deixar milhares com fome e sede. Os peixes já estão morrendo. Em diversos pontos, a água é imprópria para consumo humano.
A informação consta de relatório elaborado pela ONG SOS Mata Atlântica. De acordo com o documento, entre as 12 amostras de água recolhidas em diferentes pontos do rio, apenas três estavam em condição mais ou menos aceitável. Análise em laboratório constatou concentração de ferro, manganês, cromo e cobre acima dos limites estipulados em Lei.
Infelizmente, o estado calamitoso do Rio São Francisco está longe de atrair a atenção da sociedade civil para os debates relacionados ao uso das águas no Brasil. Passados ao primeiros dias após a tragédia de Brumadinho, quando os ambientalistas acusaram o risco de contaminação daquele curso de água, o tema logo foi esquecido. O grosso da população só se dará conta do problema quando faltar água nas torneiras de casa.
Tanto o rio São Francisco quanto o interior de Minas Gerais, palco de sucessivos crimes cometidos pelas mineradoras, são vítimas do descaso das autoridades no que tange à defesa do meio ambiente. Nunca será demais lembrar que, poucos dias antes de uma barragem de rejeitos romper em Brumadinho, o presidente Jair Bolsonaro discursava ao mundo, insinuando a necessidade de afrouxar a legislação ambiental.