O caso da mala

Opinião


 

O ex-presidente Michel Temer aca-
ba de se tornar réu mais uma 
vez. Às voltas com a Justiça desde quando assumiu a presidência da República, após o impeachment de Dilma Rousseff, ele pode até não ter culpa no cartório, como alega defesa própria. Mas, sem nenhuma sombra de dúvida, ele tem sim muito o que explicar.
Desta vez, a acusação de corrupção passiva, feita pelo Ministério Público, tem relação com o rumoroso "caso da mala". Rodrigo Rocha Loures, então assessor de Temer, foi filmado ao receber R$ 500 mil em espécie.  A cena da corridinha no meio da rua, com uma valise recheada com a propina em mãos, já faz parte crônica política e policial do País.
O episódio remonta também a um escandaloso encontro entre Temer e Joesley Batista, um dos donos da JBS, no Palácio do Jaburu, em 2017. Batista gravou o ex-presidente indicando que Rocha Loures era seu homem de confiança. Para a Procuradoria, Loures atuou como um intermediário de Temer, tanto na negociação quanto no recebimento da propina.
A acusação formal contra presidentes não é fato corriqueiro em nenhum lugar do mundo. No Brasil, contudo, o dispêndio financeiro exigido para um candidato se consagrar vitorioso nas urnas transformou a política em um mercado atraente para todo tipo de negócio. 
Lula está preso, Dilma foi impedida, Temer é acusado. Pessoas próximas ao atual presidente, eleito com a promessa de inaugurar um novo modo de exercer a política, por sua vez, também já foram chamadas a dar explicações à Justiça. Aparentemente, uma vez intrometido no poder público, o interesse privado não fez cerimônia para tomar conta do terreiro e meter as mãos sujas nas burras do estado. Está tudo dominado.

O ex-presidente Michel Temer aca- ba de se tornar réu mais uma  vez. Às voltas com a Justiça desde quando assumiu a presidência da República, após o impeachment de Dilma Rousseff, ele pode até não ter culpa no cartório, como alega defesa própria. Mas, sem nenhuma sombra de dúvida, ele tem sim muito o que explicar.
Desta vez, a acusação de corrupção passiva, feita pelo Ministério Público, tem relação com o rumoroso "caso da mala". Rodrigo Rocha Loures, então assessor de Temer, foi filmado ao receber R$ 500 mil em espécie.  A cena da corridinha no meio da rua, com uma valise recheada com a propina em mãos, já faz parte crônica política e policial do País.
O episódio remonta também a um escandaloso encontro entre Temer e Joesley Batista, um dos donos da JBS, no Palácio do Jaburu, em 2017. Batista gravou o ex-presidente indicando que Rocha Loures era seu homem de confiança. Para a Procuradoria, Loures atuou como um intermediário de Temer, tanto na negociação quanto no recebimento da propina.
A acusação formal contra presidentes não é fato corriqueiro em nenhum lugar do mundo. No Brasil, contudo, o dispêndio financeiro exigido para um candidato se consagrar vitorioso nas urnas transformou a política em um mercado atraente para todo tipo de negócio. 
Lula está preso, Dilma foi impedida, Temer é acusado. Pessoas próximas ao atual presidente, eleito com a promessa de inaugurar um novo modo de exercer a política, por sua vez, também já foram chamadas a dar explicações à Justiça. Aparentemente, uma vez intrometido no poder público, o interesse privado não fez cerimônia para tomar conta do terreiro e meter as mãos sujas nas burras do estado. Está tudo dominado.

 


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