À beira do Rio Sergipe

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Convite à mansidão
Convite à mansidão

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Publicada em 29/03/2019 às 07:06:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Natural de Santos, 
Fábio Sampaio 
mora em Aracaju há mais de vinte anos, mas ainda não perdeu a mania de derramar um olhar estrangeiro sobre a cidade. Segundo ele, mudar de mala e cuia para a beira do Rio Sergipe, adotar um novo CEP depois de tanto tempo mirando as ondas do mar, despertou um sentimento inesperado em relação à aldeia. Como se o curso de água calma na esquina da rua Estância fosse capaz de lhe impor o próprio ritmo. 
"Até agora, eu sempre tinha morado mais perto do mar".
Circunstâncias da vida. Uma vez estabelecido no centro de Aracaju, entretanto, Fábio passou a caminhar todos os dias. Nos passeios com o cão Estrela, ele se deparou com uma cidade outra, até então invisível aos seus olhos, onde as pessoas se reconhecem, unidas pelo senso de comunidade. Basta por os pés fora de casa e o rio lhe acena, familiar.
'Rio Sergipe 56', projeto de intervenção urbana idealizado por Fábio, surgiu justamente da observação cotidiana, além da vontade já antiga de celebrar a cidade que o acolheu tão bem, desde o primeiro momento. Trata-se, ele explica, de aproveitar a oportunidade para festejar o aniversário da capital, um amálgama de várias cidades. 
A experiência de ribeirinho urbano, por assim dizer, começou a ser mudada em arte com a estilização das cadeiras a disposição dos convidados do projeto 'Liquidifica diálogos', promovido pela Funcaju. Batizados com nomes próprios derivados dos utensílios utilizados a bordo dos barcos (Zinga, Gravatá, Bolina e Voga), os assentos ganharam motivos náuticos atravessados pela poética inconfundível do artista. Ali, mesmo sem saber, Fábio já falava de si mesmo e, intuitivamente, acatava as sugestões do rio.
Desta feita, a inspiração é a mesma. O quiosque do Bacana Café, no mercado Thales Ferraz, vai se transformar em um espaço de fruição da mais autêntica sergipanidade. A arte de Fábio Sampaio, mais os tambores da terra. A Rural do Forró vai chegar junto, com Bob Lelis e Lucas Campelo. O DJ Patrick Tor4 também vai enfiar o dedo na bolo de aniversário, com uma seleção musical pra ninguém botar defeito.
Segundo o próprio artista, o projeto não passa de um convite à mansidão, uma oportunidade de sentar um pouco e dar tempo ao tempo. Assim, quase sem querer, Fábio aposta, é bem capaz de o sujeito esquecer de si mesmo, abandonado por um instante às águas mansas do rio.
Rio Sergipe 56
Sábado, 30 de março, a partir das 10 horas, no Bacana Café (Mercado Thales Ferraz).

Natural de Santos,  Fábio Sampaio  mora em Aracaju há mais de vinte anos, mas ainda não perdeu a mania de derramar um olhar estrangeiro sobre a cidade. Segundo ele, mudar de mala e cuia para a beira do Rio Sergipe, adotar um novo CEP depois de tanto tempo mirando as ondas do mar, despertou um sentimento inesperado em relação à aldeia. Como se o curso de água calma na esquina da rua Estância fosse capaz de lhe impor o próprio ritmo. 
"Até agora, eu sempre tinha morado mais perto do mar".
Circunstâncias da vida. Uma vez estabelecido no centro de Aracaju, entretanto, Fábio passou a caminhar todos os dias. Nos passeios com o cão Estrela, ele se deparou com uma cidade outra, até então invisível aos seus olhos, onde as pessoas se reconhecem, unidas pelo senso de comunidade. Basta por os pés fora de casa e o rio lhe acena, familiar.
'Rio Sergipe 56', projeto de intervenção urbana idealizado por Fábio, surgiu justamente da observação cotidiana, além da vontade já antiga de celebrar a cidade que o acolheu tão bem, desde o primeiro momento. Trata-se, ele explica, de aproveitar a oportunidade para festejar o aniversário da capital, um amálgama de várias cidades. 
A experiência de ribeirinho urbano, por assim dizer, começou a ser mudada em arte com a estilização das cadeiras a disposição dos convidados do projeto 'Liquidifica diálogos', promovido pela Funcaju. Batizados com nomes próprios derivados dos utensílios utilizados a bordo dos barcos (Zinga, Gravatá, Bolina e Voga), os assentos ganharam motivos náuticos atravessados pela poética inconfundível do artista. Ali, mesmo sem saber, Fábio já falava de si mesmo e, intuitivamente, acatava as sugestões do rio.
Desta feita, a inspiração é a mesma. O quiosque do Bacana Café, no mercado Thales Ferraz, vai se transformar em um espaço de fruição da mais autêntica sergipanidade. A arte de Fábio Sampaio, mais os tambores da terra. A Rural do Forró vai chegar junto, com Bob Lelis e Lucas Campelo. O DJ Patrick Tor4 também vai enfiar o dedo na bolo de aniversário, com uma seleção musical pra ninguém botar defeito.
Segundo o próprio artista, o projeto não passa de um convite à mansidão, uma oportunidade de sentar um pouco e dar tempo ao tempo. Assim, quase sem querer, Fábio aposta, é bem capaz de o sujeito esquecer de si mesmo, abandonado por um instante às águas mansas do rio.

Rio Sergipe 56
Sábado, 30 de março, a partir das 10 horas, no Bacana Café (Mercado Thales Ferraz).