Reforma da Previdência

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Publicada em 03/04/2019 às 08:27:00

 

A reforma da Previdência propos
ta pelo ministro Paulo Guedes 
está morta e enterrada, jamais vai sair do papel. A ausência de sensibilidade em relação aos trabalhadores mais pobres é patente, capaz de constranger até os deputados acostumados a rezar na cartilha do liberalismo econômico. Assim, na ponta do lápis, não há quem queira assumir tamanho desgaste ante a opinião pública. No fim das contas, a reforma também atende ao cálculo político.
Os pontos mais polêmicos do documento apresentado pelo ministro dizem respeito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a aposentadoria do trabalhador rural. Segundo Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, as alterações propostas pelo projeto original são praticamente uma unanimidade às avessas. Não há liderança partidária disposta a subtrair qualquer valor a quem, no fim das contas, sempre ganhou tão pouco. 
Quem defende a reforma de Paulo Guedes tem em mente uma economia estimada em R$ 1 trilhão, acumulada em um intervalo relativamente curto, de apenas dez anos. A montanha de recursos poupados impressiona. Na matemática dos gestores públicos, a seguridade social se converteu em escoadouro minando a capacidade de investimento. 
Justamente por isso, também não há em toda a administração pública quem se oponha à  necessidade de alguma reforma, em termos mais razoáveis. Esta poderia ser até uma oportunidade de combater privilégios e corrigir distorções. Provavelmente, não chegará a tanto. Por certo, a reforma de Guedes só passa depois de ser desidratada.

A reforma da Previdência propos ta pelo ministro Paulo Guedes  está morta e enterrada, jamais vai sair do papel. A ausência de sensibilidade em relação aos trabalhadores mais pobres é patente, capaz de constranger até os deputados acostumados a rezar na cartilha do liberalismo econômico. Assim, na ponta do lápis, não há quem queira assumir tamanho desgaste ante a opinião pública. No fim das contas, a reforma também atende ao cálculo político.
Os pontos mais polêmicos do documento apresentado pelo ministro dizem respeito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a aposentadoria do trabalhador rural. Segundo Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, as alterações propostas pelo projeto original são praticamente uma unanimidade às avessas. Não há liderança partidária disposta a subtrair qualquer valor a quem, no fim das contas, sempre ganhou tão pouco. 
Quem defende a reforma de Paulo Guedes tem em mente uma economia estimada em R$ 1 trilhão, acumulada em um intervalo relativamente curto, de apenas dez anos. A montanha de recursos poupados impressiona. Na matemática dos gestores públicos, a seguridade social se converteu em escoadouro minando a capacidade de investimento. 
Justamente por isso, também não há em toda a administração pública quem se oponha à  necessidade de alguma reforma, em termos mais razoáveis. Esta poderia ser até uma oportunidade de combater privilégios e corrigir distorções. Provavelmente, não chegará a tanto. Por certo, a reforma de Guedes só passa depois de ser desidratada.