Belivaldo admite possibilidade de arrendar a Deso

Política


 

Gabriel Damásio
O governador Belival-
do Chagas confir-
mou que trabalha com a possibilidade de arrendar a Deso (Companhia de Saneamento de Sergipe) para a iniciativa privada, pelo prazo de 20 anos. Esta decisão seguiria o mesmo modelo proposto para a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Petrobras (Fafen), no qual o Estado cede o controle da estatal a uma empresa e recebe um pagamento mensal por isso, até o fim do contrato. A informação foi dada ontem em três entrevistas concedidas pelo governador em emissoras de rádio da capital. 
Numa delas, feita pela rádio CBN, Belivaldo destacou que, antes desta decisão ser tomada, será determinada uma grande e total reestruturação na Deso, com a realização de uma auditoria na contabilidade - incluindo o pagamento de salários - e outras medidas que cortem custos e melhorem a qualidade do serviço prestado. "Vamos fazer uma auditoria na folha, discutir salários que têm lá, e não vou tirar direito adquirido de ninguém. O que estiver certo, continua, e o que estiver errado, a gente corrige. Não estou falando e não falei em nenhum momento em privatizar a Deso, nem o Banese. Mas em relação à Deso, nós vamos buscar a eficiência e a modernização. Se ela mostrar resultado positivo, fica do jeito que está", disse. 
Ainda de acordo com o governador, caso o plano de reestruturação da Deso não dê certo e o arrendamento for mesmo decidido, o governo vai contratar um estudo de viabilidade técnica para analisar as condições de mercado da companhia. Esse estudo seria semelhante ao que foi feito em 2017 pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mas acabou abortado depois que a contratação deste estudo foi cancelada pelo então governador Jackson Barreto. Outros estados seguiram com o estudo e um deles indicou a contratação de uma subconcessionária para administrar, temporariamente, a Companhia de Saneamento e Esgoto de Alagoas (Casal).
"Alagoas fez o estudo e mostrou caminhos outros que não o da privatização. Farei isso em paralelo. Aí, quem sabe, se a Deso não se modernizar e nem buscar a eficiência, eu posso até, a exemplo do que está acontecendo hoje com a Fafen, buscar um processo de arrendamento, porque aí você pode arrendar a Deso durante um período de 20 anos, de repente, a empresa reencontra na mão da iniciativa privada uma gestão de qualidade, e depois o patrimônio retorna para o estado", explica Belivaldo, ressaltando que "isso só será feito se a própria Deso não se organizar no sentido de melhorar o atendimento à população". 
O governador citou ainda que, além de cortar gastos e melhorar a prestação do serviço, a prioridade da Deso será combater a perda de água com vazamentos e ligações clandestinas - conhecidas como 'gatos' -, e que isto é uma das condições para que a Deso não seja arrendada. "Se não conseguir diminuir a perda de água que é muito grande, e se não conseguir acabar com um mundo de 'gatos' que tem aí. Só em Simão Dias, num primeiro levantamento que fizemos, já detectamos mais de 1.500 'gatos'. Portanto, fim aos 'gatos', sim à responsabilidade administrativa. Mas não falei em privatização da Deso", encerrou.
Banese - Belivaldo também descartou a ideia de privatização do Banese. Segundo ele, o banco está saneado financeiramente, "funciona muito bem" e tem fechado seus balanços com lucro, não havendo quaisquer motivos para mudanças. No entanto, mesmo permanecendo com o controle, o governo já decidiu capitalizar o banco, colocando ações dele para venda. "O que nós temos é um trabalho minucioso para lançar ações do Banese no mercado de capitais, para quer possamos vender e automaticamente captar recursos", justificou.

Gabriel Damásio

O governador Belival- do Chagas confir- mou que trabalha com a possibilidade de arrendar a Deso (Companhia de Saneamento de Sergipe) para a iniciativa privada, pelo prazo de 20 anos. Esta decisão seguiria o mesmo modelo proposto para a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Petrobras (Fafen), no qual o Estado cede o controle da estatal a uma empresa e recebe um pagamento mensal por isso, até o fim do contrato. A informação foi dada ontem em três entrevistas concedidas pelo governador em emissoras de rádio da capital. 
Numa delas, feita pela rádio CBN, Belivaldo destacou que, antes desta decisão ser tomada, será determinada uma grande e total reestruturação na Deso, com a realização de uma auditoria na contabilidade - incluindo o pagamento de salários - e outras medidas que cortem custos e melhorem a qualidade do serviço prestado. "Vamos fazer uma auditoria na folha, discutir salários que têm lá, e não vou tirar direito adquirido de ninguém. O que estiver certo, continua, e o que estiver errado, a gente corrige. Não estou falando e não falei em nenhum momento em privatizar a Deso, nem o Banese. Mas em relação à Deso, nós vamos buscar a eficiência e a modernização. Se ela mostrar resultado positivo, fica do jeito que está", disse. 
Ainda de acordo com o governador, caso o plano de reestruturação da Deso não dê certo e o arrendamento for mesmo decidido, o governo vai contratar um estudo de viabilidade técnica para analisar as condições de mercado da companhia. Esse estudo seria semelhante ao que foi feito em 2017 pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mas acabou abortado depois que a contratação deste estudo foi cancelada pelo então governador Jackson Barreto. Outros estados seguiram com o estudo e um deles indicou a contratação de uma subconcessionária para administrar, temporariamente, a Companhia de Saneamento e Esgoto de Alagoas (Casal).
"Alagoas fez o estudo e mostrou caminhos outros que não o da privatização. Farei isso em paralelo. Aí, quem sabe, se a Deso não se modernizar e nem buscar a eficiência, eu posso até, a exemplo do que está acontecendo hoje com a Fafen, buscar um processo de arrendamento, porque aí você pode arrendar a Deso durante um período de 20 anos, de repente, a empresa reencontra na mão da iniciativa privada uma gestão de qualidade, e depois o patrimônio retorna para o estado", explica Belivaldo, ressaltando que "isso só será feito se a própria Deso não se organizar no sentido de melhorar o atendimento à população". 
O governador citou ainda que, além de cortar gastos e melhorar a prestação do serviço, a prioridade da Deso será combater a perda de água com vazamentos e ligações clandestinas - conhecidas como 'gatos' -, e que isto é uma das condições para que a Deso não seja arrendada. "Se não conseguir diminuir a perda de água que é muito grande, e se não conseguir acabar com um mundo de 'gatos' que tem aí. Só em Simão Dias, num primeiro levantamento que fizemos, já detectamos mais de 1.500 'gatos'. Portanto, fim aos 'gatos', sim à responsabilidade administrativa. Mas não falei em privatização da Deso", encerrou.

Banese - Belivaldo também descartou a ideia de privatização do Banese. Segundo ele, o banco está saneado financeiramente, "funciona muito bem" e tem fechado seus balanços com lucro, não havendo quaisquer motivos para mudanças. No entanto, mesmo permanecendo com o controle, o governo já decidiu capitalizar o banco, colocando ações dele para venda. "O que nós temos é um trabalho minucioso para lançar ações do Banese no mercado de capitais, para quer possamos vender e automaticamente captar recursos", justificou.

 


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