Ditadura, nunca mais

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Publicada em 05/04/2019 às 06:52:00

 

*Rômulo Rodrigues
Esse foi o grito que ecoou pelo Brasil in-
teiro em repúdio à ordem do Governo 
militar atual, que resolveu provar, mais uma vez, sua submissão ao Establishment, ao mercado e aos EUA. Como foi feito em 1964 eles se agarram a um amontoado de mentiras como justificativa para impedirem que o País se torne uma Nação soberana. Que ninguém se engane; por trás de tudo o mesmo espírito entreguista dos Generais de antanho, reincorporados nos golpistas de hoje.
Nos não tão longínquos 55 anos passados, ficaram as digitais daquele General que recebeu malas de dinheiro que contabilizaram U$ 1,2 milhão, para selar o destino de um Governo que sonhava em implantar as Reformas que; ainda hoje, são exigidas pelos brasileiros que defendem uma Nação soberana para todos e não, apenas para os ricos.
Na contra mão, o Governo atual, repete o descalabro dos Governos militares que serviram o Brasil, na bandeja, para usurpadores, e cobraram a conta no lombo dos trabalhadores com; achatamento salarial, desemprego, prisões, torturas e mortes para quem ousasse reclamar de perdas nos salários. Naquela época o medo deles era o Comunismo, como apregoaram. Mas, o medo mesmo, era que brasileiro adquirisse consciência e não aceitasse ser escravo outra vez.
No início da ditadura militar a dívida externa era de U$ 3,4 bilhões e a inflação era de 92,12%. No fim da ditadura a dívida externa estava em U$ 91 bilhões e a inflação alcançou 242,6%. O endividamento externo teve como propósito tornar o País muito dependente e deixar de ser um País onde existia pobreza para ser um País de miseráveis; não por burrice ou incompetência e sim, por uma política deliberada.
Na ditadura, com o salário do trabalhador rebaixado e congelado, o exemplo mais marcante foi o do operário Nelson Pereira de Jesus, que foi preso, torturado e morto por ter pedido reposição de perdas salariais. O ódio dos Coronéis a João Goulart vinha desde quando ele, como Ministro do Trabalho de Getúlio Vargas tinha concedido um aumento de 100% no Salário Mínimo. "Não eram eles que pagavam".
Em 1964, Jango foi deposto e aí vieram 243 desaparecidos e exilados; 6016 casos de torturas; 435 pessoas executadas e mortas; crianças presas e torturadas na frente dos pais; pais e mães torturados na frente dos filhos crianças; milhares de detenções sem nenhuma acusação formal; fim das garantias constitucionais como o Habeas Corpus e total falência do País em 1982, mesmo com o FMI ditando as regras  da Economia por todo o período.
A História hoje se repete e os números estão aí para quem tiver honestidade de comparar. Segundo relatório do Banco Mundial, o melhor momento do Brasil e do povo brasileiro, em toda a História, foi entre o dia 1 de Janeiro de 2003, início dos governos Lula e 31 de Dezembro de 2014, no fim do primeiro mandato da Presidenta Dilma; todos tinham emprego; a gasolina era R$ 2,78; o Comércio vivia grande movimentação de vendas; a Indústria trabalhava a toda carga; o PIB Per-Capita tinha alcançado seu maior valor histórico; os trabalhadores lotavam os Aeroportos; o Turismo interno alcançou seu maior pico e havia um Governo para todos e não somente para os ricos.
O paradigma que havia sido quebrado é o de que: o período foi iniciado por um analfabeto que queria que todos fossem doutores e que hoje é prisioneiro de guerra dos doutores que querem que a imensa maioria seja analfabeta.
 Desmoralizados ante sucessivas denuncias de violência, arbitrariedade e corrupção; responderam com mais violência e censura com atos como o da Carta Bomba entregue na Sede nacional da OAB, que vitimou Dona Lídia, explosão de Bancas de Jornais, que vendiam exemplares da Imprensa Alternativa e o atentado do Rio Centro, em 30 de Abril de 1980, em que militares do Exército tentavam matar milhares de pessoas que assistiam a um Show comemorativo ao 1º de Maio, para botar a culpa na esquerda.
O golpe de 2016 foi dado porque o Brasil tinha assumido um protagonismo no mundo que fez com que as elites se sentissem alijadas das grandes agendas mundiais, porque teve um Presidente que se tornou referência no Planeta defendendo o combate à fome e à miséria e empunhando a Bandeira da Paz no Mundo. Com a instalação de um desgoverno, os da alta casta civil mostram suas contradições na divisão do Botim e dão com as línguas nos dentes.
O empregado de Bolsonaro, Sérgio Moro, deixa suas pegadas nos seus projetos de liberar armas para beneficiar a Taurus e na redução no imposto de Cigarros para aumentar o consumo e abarrotar os cofres dos fabricantes dos produtos e dar uma ajuda à indústria farmacêutica. O Procurador Barbicha abre o jogo e diz: a prisão coercitiva de Lula tinha como objetivo desconstruir sua imagem; não tinha base legal. O evangélico Deltan, pego com a boca na botija de R$ 2,5 bilhões deu sua desculpa esfarrapada de que foi imposição dos EUA. Enquanto o clima esquenta com o fiasco das comemorações dos 55 anos do golpe de 1964, o imbecil vai para Israel fazer boca de urna para Benjamin Netanyahu.
A saída para derrota-los, tem só duas vias; intensificar os gritos das ruas pela libertação de Lula e intensificar as mobilizações para derrotar a Reforma da Previdência.
*Rômulo Rodrigues é militante político

*Rômulo Rodrigues

Esse foi o grito que ecoou pelo Brasil in- teiro em repúdio à ordem do Governo  militar atual, que resolveu provar, mais uma vez, sua submissão ao Establishment, ao mercado e aos EUA. Como foi feito em 1964 eles se agarram a um amontoado de mentiras como justificativa para impedirem que o País se torne uma Nação soberana. Que ninguém se engane; por trás de tudo o mesmo espírito entreguista dos Generais de antanho, reincorporados nos golpistas de hoje.
Nos não tão longínquos 55 anos passados, ficaram as digitais daquele General que recebeu malas de dinheiro que contabilizaram U$ 1,2 milhão, para selar o destino de um Governo que sonhava em implantar as Reformas que; ainda hoje, são exigidas pelos brasileiros que defendem uma Nação soberana para todos e não, apenas para os ricos.
Na contra mão, o Governo atual, repete o descalabro dos Governos militares que serviram o Brasil, na bandeja, para usurpadores, e cobraram a conta no lombo dos trabalhadores com; achatamento salarial, desemprego, prisões, torturas e mortes para quem ousasse reclamar de perdas nos salários. Naquela época o medo deles era o Comunismo, como apregoaram. Mas, o medo mesmo, era que brasileiro adquirisse consciência e não aceitasse ser escravo outra vez.
No início da ditadura militar a dívida externa era de U$ 3,4 bilhões e a inflação era de 92,12%. No fim da ditadura a dívida externa estava em U$ 91 bilhões e a inflação alcançou 242,6%. O endividamento externo teve como propósito tornar o País muito dependente e deixar de ser um País onde existia pobreza para ser um País de miseráveis; não por burrice ou incompetência e sim, por uma política deliberada.
Na ditadura, com o salário do trabalhador rebaixado e congelado, o exemplo mais marcante foi o do operário Nelson Pereira de Jesus, que foi preso, torturado e morto por ter pedido reposição de perdas salariais. O ódio dos Coronéis a João Goulart vinha desde quando ele, como Ministro do Trabalho de Getúlio Vargas tinha concedido um aumento de 100% no Salário Mínimo. "Não eram eles que pagavam".
Em 1964, Jango foi deposto e aí vieram 243 desaparecidos e exilados; 6016 casos de torturas; 435 pessoas executadas e mortas; crianças presas e torturadas na frente dos pais; pais e mães torturados na frente dos filhos crianças; milhares de detenções sem nenhuma acusação formal; fim das garantias constitucionais como o Habeas Corpus e total falência do País em 1982, mesmo com o FMI ditando as regras  da Economia por todo o período.
A História hoje se repete e os números estão aí para quem tiver honestidade de comparar. Segundo relatório do Banco Mundial, o melhor momento do Brasil e do povo brasileiro, em toda a História, foi entre o dia 1 de Janeiro de 2003, início dos governos Lula e 31 de Dezembro de 2014, no fim do primeiro mandato da Presidenta Dilma; todos tinham emprego; a gasolina era R$ 2,78; o Comércio vivia grande movimentação de vendas; a Indústria trabalhava a toda carga; o PIB Per-Capita tinha alcançado seu maior valor histórico; os trabalhadores lotavam os Aeroportos; o Turismo interno alcançou seu maior pico e havia um Governo para todos e não somente para os ricos.
O paradigma que havia sido quebrado é o de que: o período foi iniciado por um analfabeto que queria que todos fossem doutores e que hoje é prisioneiro de guerra dos doutores que querem que a imensa maioria seja analfabeta.
 Desmoralizados ante sucessivas denuncias de violência, arbitrariedade e corrupção; responderam com mais violência e censura com atos como o da Carta Bomba entregue na Sede nacional da OAB, que vitimou Dona Lídia, explosão de Bancas de Jornais, que vendiam exemplares da Imprensa Alternativa e o atentado do Rio Centro, em 30 de Abril de 1980, em que militares do Exército tentavam matar milhares de pessoas que assistiam a um Show comemorativo ao 1º de Maio, para botar a culpa na esquerda.
O golpe de 2016 foi dado porque o Brasil tinha assumido um protagonismo no mundo que fez com que as elites se sentissem alijadas das grandes agendas mundiais, porque teve um Presidente que se tornou referência no Planeta defendendo o combate à fome e à miséria e empunhando a Bandeira da Paz no Mundo. Com a instalação de um desgoverno, os da alta casta civil mostram suas contradições na divisão do Botim e dão com as línguas nos dentes.
O empregado de Bolsonaro, Sérgio Moro, deixa suas pegadas nos seus projetos de liberar armas para beneficiar a Taurus e na redução no imposto de Cigarros para aumentar o consumo e abarrotar os cofres dos fabricantes dos produtos e dar uma ajuda à indústria farmacêutica. O Procurador Barbicha abre o jogo e diz: a prisão coercitiva de Lula tinha como objetivo desconstruir sua imagem; não tinha base legal. O evangélico Deltan, pego com a boca na botija de R$ 2,5 bilhões deu sua desculpa esfarrapada de que foi imposição dos EUA. Enquanto o clima esquenta com o fiasco das comemorações dos 55 anos do golpe de 1964, o imbecil vai para Israel fazer boca de urna para Benjamin Netanyahu.
A saída para derrota-los, tem só duas vias; intensificar os gritos das ruas pela libertação de Lula e intensificar as mobilizações para derrotar a Reforma da Previdência.

*Rômulo Rodrigues é militante político