Circo de horrores

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Publicada em 05/04/2019 às 06:55:00

 

O ministro da Economia, Paulo 
Guedes, compareceu de peito 
aberto à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. E levou chumbo grosso. A intenção era debater os pontos polêmicos em sua proposta de reforma da previdência. A carência de expertise demonstrada pelos neófitos da "nova política", primeiros e únicos aliados do Planalto na Casa, entretanto, transformou a sessão em um circo de horrores, onde apenas os próprios palhaços acharam graça do espetáculo.
Até agora, Paulo Guedes foi a única voz do executivo federal capaz de se levantar para defender a referida reforma sem nenhuma ressalva. Pretendia economizar R$ 1 trilhão em dez anos, recuperando a capacidade de investimento do governo. Hoje, a aposta mais certa, no entanto, é que o ministro dê com os burros n'água. 
Não há nem sinal de articulação do Planalto no Congresso. Há quem enxergue na incompetência do presidente Bolsonaro um sinal de integridade, e o veja como um caso raro de político indisposto a qualquer espécie de negociata. Estes esquecem, no entanto, que a repartição do poder é um processo natural, além de uma atribuição de todo governo. A política mais consequente nunca é um exercício solitário.
A troca de ofensas e o emprego maldoso da ironia não pega bem em nenhum lugar do mundo, muito menos no Congresso Nacional. Acusar o ministro Paulo Guedes de se comportar como uma "tchutchuca" no confronto com os privilégios autorizados pela previdência, como fez um deputado do PT, não pode ser considerado um argumento. Infelizmente, o ministro respondeu na mesma moeda e pode ter jogado a reforma sabidamente necessária pelo ralo.

O ministro da Economia, Paulo  Guedes, compareceu de peito  aberto à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. E levou chumbo grosso. A intenção era debater os pontos polêmicos em sua proposta de reforma da previdência. A carência de expertise demonstrada pelos neófitos da "nova política", primeiros e únicos aliados do Planalto na Casa, entretanto, transformou a sessão em um circo de horrores, onde apenas os próprios palhaços acharam graça do espetáculo.
Até agora, Paulo Guedes foi a única voz do executivo federal capaz de se levantar para defender a referida reforma sem nenhuma ressalva. Pretendia economizar R$ 1 trilhão em dez anos, recuperando a capacidade de investimento do governo. Hoje, a aposta mais certa, no entanto, é que o ministro dê com os burros n'água. 
Não há nem sinal de articulação do Planalto no Congresso. Há quem enxergue na incompetência do presidente Bolsonaro um sinal de integridade, e o veja como um caso raro de político indisposto a qualquer espécie de negociata. Estes esquecem, no entanto, que a repartição do poder é um processo natural, além de uma atribuição de todo governo. A política mais consequente nunca é um exercício solitário.
A troca de ofensas e o emprego maldoso da ironia não pega bem em nenhum lugar do mundo, muito menos no Congresso Nacional. Acusar o ministro Paulo Guedes de se comportar como uma "tchutchuca" no confronto com os privilégios autorizados pela previdência, como fez um deputado do PT, não pode ser considerado um argumento. Infelizmente, o ministro respondeu na mesma moeda e pode ter jogado a reforma sabidamente necessária pelo ralo.