Feijão puxa aumento da cesta básica em Aracaju

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Pesquisa do Dieese constatou que o preço do feijão subiu até 112% em março
Pesquisa do Dieese constatou que o preço do feijão subiu até 112% em março

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Publicada em 06/04/2019 às 08:15:00

 

Vilão pela primeira vez nos últimos doze meses, o quilo do feijão disparou na inflação e atingiu a casa dos 112% de aumento. O reajuste inflacionário do alimento mais presente no prato dos brasileiros contribuiu para que a cesta básica também apresentasse aumento em Sergipe. De acordo com dados apresentados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o mês de abril começou com a cesta básica 1,58% mais cara se comparada ao mês de março. Com essa mudança percentual, o conjunto básico de alimentos passa a custar R$ 385,62.
Apesar do aumento de preço nada agradável aos consumidores, a capital sergipana apresenta o menor valor de cesta básica entre 18 cidades pesquisadas pelo Dieese. No ranking nacional a capital com a cesta mais cara foi São Paulo (R$ 509,11), seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 496,33) e Porto Alegre (R$ 479,53). O que chama a atenção dos pesquisadores é que o feijão carioquinha apresentou reajuste superior a 100% em todas as cidades pesquisadas. Se autointitulando apaixonada por feijão, a nutricionista Milena Lemos garantiu que, diante do reajuste, a meta é diminuir a quantidade consumida diariamente.
"Além dos nutrientes que ele apresenta e tão bem faz ao nosso organismo, ele possui um sabor realmente ímpar. Seja na feijoada, no tropeiro ou no molho mesmo, feijão pra mim é fonte de vida. Posso até diminuir - até porque realmente está fazendo doer no bolso -, mas deixar de comer, nem passa por minha cabeça", disse. Dados do Dieese indicaram ainda que no último levantamento de preços, o valor do quilo de tomate, batata e banana apresentou tendência de alta. Já as cotações da carne bovina de primeira e do açúcar tiveram redução média de valor na maior parte das cidades.
"Torcemos que o próximo estudo apresente diminuição não apenas no feijão, mas em todos os produtos. Comprar um quilo de tomate por R$ 4, e do feijão por R$ 9, realmente não é nada agradável para o nosso bolso. É preciso sentir a diminuição dos preços, senão o jeito será intensificar os sacrifícios", concluiu Milena Lemos. O Dieese não informou quando deverá apresentar oficialmente um novo balanço econômico da cesta básica. (Milton Alves Júnior)

Vilão pela primeira vez nos últimos doze meses, o quilo do feijão disparou na inflação e atingiu a casa dos 112% de aumento. O reajuste inflacionário do alimento mais presente no prato dos brasileiros contribuiu para que a cesta básica também apresentasse aumento em Sergipe. De acordo com dados apresentados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o mês de abril começou com a cesta básica 1,58% mais cara se comparada ao mês de março. Com essa mudança percentual, o conjunto básico de alimentos passa a custar R$ 385,62.
Apesar do aumento de preço nada agradável aos consumidores, a capital sergipana apresenta o menor valor de cesta básica entre 18 cidades pesquisadas pelo Dieese. No ranking nacional a capital com a cesta mais cara foi São Paulo (R$ 509,11), seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 496,33) e Porto Alegre (R$ 479,53). O que chama a atenção dos pesquisadores é que o feijão carioquinha apresentou reajuste superior a 100% em todas as cidades pesquisadas. Se autointitulando apaixonada por feijão, a nutricionista Milena Lemos garantiu que, diante do reajuste, a meta é diminuir a quantidade consumida diariamente.
"Além dos nutrientes que ele apresenta e tão bem faz ao nosso organismo, ele possui um sabor realmente ímpar. Seja na feijoada, no tropeiro ou no molho mesmo, feijão pra mim é fonte de vida. Posso até diminuir - até porque realmente está fazendo doer no bolso -, mas deixar de comer, nem passa por minha cabeça", disse. Dados do Dieese indicaram ainda que no último levantamento de preços, o valor do quilo de tomate, batata e banana apresentou tendência de alta. Já as cotações da carne bovina de primeira e do açúcar tiveram redução média de valor na maior parte das cidades.
"Torcemos que o próximo estudo apresente diminuição não apenas no feijão, mas em todos os produtos. Comprar um quilo de tomate por R$ 4, e do feijão por R$ 9, realmente não é nada agradável para o nosso bolso. É preciso sentir a diminuição dos preços, senão o jeito será intensificar os sacrifícios", concluiu Milena Lemos. O Dieese não informou quando deverá apresentar oficialmente um novo balanço econômico da cesta básica. (Milton Alves Júnior)