Batalha ideológica

Opinião


 

A educação se transformou em um 
verdadeiro campo de batalha 
ideológica. E nem a substituição do ministro Vélez Rodriguez tem o potencial de colocar ordem na casa. Não à toa, Abraham Weintraub, o seu sucessor, também reza a cartilha delirante do livre pensador Olavo de Carvalho.
Melhor seria se a única semelhança entre os dois ministros fosse o sobrenome de origem estrangeira. No entanto, o seu principal objetivo declarado também é vencer o marxismo cultural nas universidades.
Não é por falta de problemas concretos que os ministros da educação de Bolsonaro elegeram o combate a um fantasma como prioridade. Há método no disparate. A guerra aberta ao comunismo tem apelo considerável junto a amplas parcelas da população, insatisfeitas com os rumos do País nos anos do PT (que jamais ensaiou qualquer aceno ao comunismo, como ao banqueiros e rentistas bem sabem) infeliz com os erros do partido e até com os seus poucos acertos. Para governar de fato, no entanto, é preciso resolver problemas, não basta fazer acenos populistas, como quem joga bananas aos macacos.
A qualificação e valorização do professor em sala de aula, a aplicação adequada do Fundeb, os altos índices de aprendizagem, repetência e evasão escolar, tudo isso aguarda as providências do ministro Abraham Weintraub. Se lhe falta experiência de gestão, que ele a compense com empenho e seriedade. O tal marxismo cultural, ao contrário, se existir mesmo, pode muito bem ser tratado a pão e água.

A educação se transformou em um  verdadeiro campo de batalha  ideológica. E nem a substituição do ministro Vélez Rodriguez tem o potencial de colocar ordem na casa. Não à toa, Abraham Weintraub, o seu sucessor, também reza a cartilha delirante do livre pensador Olavo de Carvalho.
Melhor seria se a única semelhança entre os dois ministros fosse o sobrenome de origem estrangeira. No entanto, o seu principal objetivo declarado também é vencer o marxismo cultural nas universidades.
Não é por falta de problemas concretos que os ministros da educação de Bolsonaro elegeram o combate a um fantasma como prioridade. Há método no disparate. A guerra aberta ao comunismo tem apelo considerável junto a amplas parcelas da população, insatisfeitas com os rumos do País nos anos do PT (que jamais ensaiou qualquer aceno ao comunismo, como ao banqueiros e rentistas bem sabem) infeliz com os erros do partido e até com os seus poucos acertos. Para governar de fato, no entanto, é preciso resolver problemas, não basta fazer acenos populistas, como quem joga bananas aos macacos.
A qualificação e valorização do professor em sala de aula, a aplicação adequada do Fundeb, os altos índices de aprendizagem, repetência e evasão escolar, tudo isso aguarda as providências do ministro Abraham Weintraub. Se lhe falta experiência de gestão, que ele a compense com empenho e seriedade. O tal marxismo cultural, ao contrário, se existir mesmo, pode muito bem ser tratado a pão e água.

 


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