Família de Clautenes fala ao Ministério Público e pede justiça

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Publicada em 12/04/2019 às 10:33:00

 

Gabriel Damásio
Familiares do designer 
de interiores Claute
nes José dos Santos, que foi morto na última segunda-feira após uma abordagem de policiais civis, estiveram ontem de manhã na sede do Ministério Público Estadual (MPSE), onde se reuniram com o promotor Eduardo Matos, responsável pela Curadoria de Controle Externo da Atividade Policial. Ele foi destacado pela instituição para investigar o caso e abriu um procedimento administrativo que deverá correr em paralelo ao inquérito policial instaurado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). 
Matos ouviu o depoimento dos parentes e um pedido para que o MP apure o caso de forma mais firme e incisiva. Com esse depoimento, ele tomou um termo de declarações que baseou a abertura do processo administrativo do MPSE. O professor Cleverton Santos, irmão de Clautenes, estava acompanhado do pai, José dos Santos, e relatou como a família ficou sabendo da morte do irmão, bem sobre o que souberam a respeito da morte da vítima e como ele era bem-quisto por amigos e parentes. 
"Nós viemos pedir o apoio desta instituição que preza pela fiscalização, pela verdade e pela apuração dos fatos. É para que nós tenhamos essa segurança como família e como cidadãos de bem, de que as coisas vão acontecer realmente como a lei exige", disse Cleverton, demonstrando revolta contra insinuações sobre uma suposta reação da vítima à abordagem dos policiais. "O meu irmão nunca teve arma e nem sabia pegar em arma. Além da perda, ficamos revoltados com essa construção mentirosa dos fatos, distorcendo a verdade para se saírem. Não vamos permitir que a memória do meu irmão seja manchada", acrescentou. 
Segundo o promotor Eduardo Matos, o trabalho da promotoria será fiscalizar a conduta e a ação dos policiais no caso, conforme a atribuição da Curadoria. "Um cidadão de bem, desarmado e sem antecedentes criminais, que vinha num carro de aplicativo, foi baleado e morto. Não existe por enquanto nenhuma evidência que diga qual a necessidade dos disparos. O Ministério Público quer entender esses fatos e por quê isso aconteceu. Por quê uma força tão excessiva contra um cidadão desarmado. A família e a sociedade também querem um esclarecimento. Esses fatos precisam ser apurados para que não se repetirem e que outra vítima não venha a ocorrer", disse ele, em entrevista à TV Atalaia. 
O promotor também destacou que a apuração do caso precisa ser clara e transaparente para a população, pois ela confia no trabalho da polícia e reconhece o papel que ela vem cumprindo na redução da criminalidade. "Os índices de violência baixaram, mas é preciso a cada dia mais cautela, mais cuidado e mais protocolos nas operações policiais", ressalta matos, referindo-se ao caso do músico Evaldo Rosa, que morreu domingo passado no Rio de Janeiro, depois que o carro dele foi atingido por 80 tiros disparados por uma patrulha do Exército. Neste caso, nove militares envolvidos na operação tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça Militar. 
Já no Caso Clautenes, os três policiais lotados na Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV) foram afastados de suas funções até a conclusão do inquérito policial. Os nomes e as funções deles não foram divulgados e a SSP informou que o inquérito correrá sob sigilo, mas pode ser acompanhado pelo Ministério Público, pela família do designer, pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pelos advogados das partes interessadas - e que o resultado da apuração será amplamente divulgado após o término dos trabalhos. 

Gabriel Damásio

Familiares do designer  de interiores Claute nes José dos Santos, que foi morto na última segunda-feira após uma abordagem de policiais civis, estiveram ontem de manhã na sede do Ministério Público Estadual (MPSE), onde se reuniram com o promotor Eduardo Matos, responsável pela Curadoria de Controle Externo da Atividade Policial. Ele foi destacado pela instituição para investigar o caso e abriu um procedimento administrativo que deverá correr em paralelo ao inquérito policial instaurado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). 
Matos ouviu o depoimento dos parentes e um pedido para que o MP apure o caso de forma mais firme e incisiva. Com esse depoimento, ele tomou um termo de declarações que baseou a abertura do processo administrativo do MPSE. O professor Cleverton Santos, irmão de Clautenes, estava acompanhado do pai, José dos Santos, e relatou como a família ficou sabendo da morte do irmão, bem sobre o que souberam a respeito da morte da vítima e como ele era bem-quisto por amigos e parentes. 
"Nós viemos pedir o apoio desta instituição que preza pela fiscalização, pela verdade e pela apuração dos fatos. É para que nós tenhamos essa segurança como família e como cidadãos de bem, de que as coisas vão acontecer realmente como a lei exige", disse Cleverton, demonstrando revolta contra insinuações sobre uma suposta reação da vítima à abordagem dos policiais. "O meu irmão nunca teve arma e nem sabia pegar em arma. Além da perda, ficamos revoltados com essa construção mentirosa dos fatos, distorcendo a verdade para se saírem. Não vamos permitir que a memória do meu irmão seja manchada", acrescentou. 
Segundo o promotor Eduardo Matos, o trabalho da promotoria será fiscalizar a conduta e a ação dos policiais no caso, conforme a atribuição da Curadoria. "Um cidadão de bem, desarmado e sem antecedentes criminais, que vinha num carro de aplicativo, foi baleado e morto. Não existe por enquanto nenhuma evidência que diga qual a necessidade dos disparos. O Ministério Público quer entender esses fatos e por quê isso aconteceu. Por quê uma força tão excessiva contra um cidadão desarmado. A família e a sociedade também querem um esclarecimento. Esses fatos precisam ser apurados para que não se repetirem e que outra vítima não venha a ocorrer", disse ele, em entrevista à TV Atalaia. 
O promotor também destacou que a apuração do caso precisa ser clara e transaparente para a população, pois ela confia no trabalho da polícia e reconhece o papel que ela vem cumprindo na redução da criminalidade. "Os índices de violência baixaram, mas é preciso a cada dia mais cautela, mais cuidado e mais protocolos nas operações policiais", ressalta matos, referindo-se ao caso do músico Evaldo Rosa, que morreu domingo passado no Rio de Janeiro, depois que o carro dele foi atingido por 80 tiros disparados por uma patrulha do Exército. Neste caso, nove militares envolvidos na operação tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça Militar. 
Já no Caso Clautenes, os três policiais lotados na Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV) foram afastados de suas funções até a conclusão do inquérito policial. Os nomes e as funções deles não foram divulgados e a SSP informou que o inquérito correrá sob sigilo, mas pode ser acompanhado pelo Ministério Público, pela família do designer, pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pelos advogados das partes interessadas - e que o resultado da apuração será amplamente divulgado após o término dos trabalhos.