Liberalismo em cheque

Opinião


 

Não foi por acaso que a greve dos 
caminhoneiros conquistou um 
apoio popular expressivo, apesar das consequências previsíveis nos bolsos já esvaziados dos brasileiros, em passado recente. A política de preços praticada pela Petrobras chegou às raias do insustentável. Para remediar a situação, no entanto, é preciso interferir diretamente na gerência da Petrobrás, contrariando o principal dogma do liberalismo econômico: a famigerada liberdade de mercado.
Tudo indica, o presidente Bolsonaro vai fazer das tripas coração para rezar a dois santos distintos. De um lado, os caminhoneiros que ameaçam com nova paralisação, com o potencial de paralisar o País por dias a fio, de norte a sul. Do outro, os acionistas da estatal, muito suscetível às oscilações do mercado.
A verdade é que a atual política de preços praticada pela Petrobras despreza completamente qualquer questão social e política. Um dia sim, o outro também, o combustível indispensável aos motores da combalida economia nacional sofre reajustes nas refinarias. Ninguém aguenta. 
Mais do que a sua política de preços, a arbitrariedade implica em uma posição política. Basta lembrar que as tarifas fixadas por decisão do governo foram as que mais subiram ao longo dos últimos meses. O reajuste aprovado na tarifa de energia elétrica ao fim de 2017, por exemplo, chegou ao percentual escandaloso de 43% sobre o valor da bandeira então praticada, muito acima da inflação. Falta tato.
Com uma capacidade de articulação impressionante, capaz de fazer inveja a qualquer sindicato, os caminhoneiros se transformaram em uma força política incontestável. No embate recorrente com a Petrobrás, os profissionais da boleia falam por toda a brava gente: Basta!

Não foi por acaso que a greve dos  caminhoneiros conquistou um  apoio popular expressivo, apesar das consequências previsíveis nos bolsos já esvaziados dos brasileiros, em passado recente. A política de preços praticada pela Petrobras chegou às raias do insustentável. Para remediar a situação, no entanto, é preciso interferir diretamente na gerência da Petrobrás, contrariando o principal dogma do liberalismo econômico: a famigerada liberdade de mercado.
Tudo indica, o presidente Bolsonaro vai fazer das tripas coração para rezar a dois santos distintos. De um lado, os caminhoneiros que ameaçam com nova paralisação, com o potencial de paralisar o País por dias a fio, de norte a sul. Do outro, os acionistas da estatal, muito suscetível às oscilações do mercado.
A verdade é que a atual política de preços praticada pela Petrobras despreza completamente qualquer questão social e política. Um dia sim, o outro também, o combustível indispensável aos motores da combalida economia nacional sofre reajustes nas refinarias. Ninguém aguenta. 
Mais do que a sua política de preços, a arbitrariedade implica em uma posição política. Basta lembrar que as tarifas fixadas por decisão do governo foram as que mais subiram ao longo dos últimos meses. O reajuste aprovado na tarifa de energia elétrica ao fim de 2017, por exemplo, chegou ao percentual escandaloso de 43% sobre o valor da bandeira então praticada, muito acima da inflação. Falta tato.
Com uma capacidade de articulação impressionante, capaz de fazer inveja a qualquer sindicato, os caminhoneiros se transformaram em uma força política incontestável. No embate recorrente com a Petrobrás, os profissionais da boleia falam por toda a brava gente: Basta!

 


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