Caso Clautenes sai do DHPP e vai para Corregedoria

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A DELEGADA MICHELLE ARAÚJO, RESPONSÁVEL PELA INVESTIGAÇÃO
A DELEGADA MICHELLE ARAÚJO, RESPONSÁVEL PELA INVESTIGAÇÃO

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Publicada em 18/04/2019 às 12:01:00

 

Gabriel Damásio
A Corregedoria de Po
lícia Civil (Correge
pol) assumiu ontem o comando das investigações sobre a morte do designer Clautenes José dos Santos, morto em 8 de abril, durante uma abordagem de policiais civis no bairro Santos Dumont (zona norte de Aracaju). A decisão foi confirmada pela advogada da família, Laura Lustrosa, e pelo irmão da vítima, Cleverton dos Santos, que estiveram ontem na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A unidade tinha sido a primeira escolhida para Secretaria da Segurança Pública (SSP) presidir o inquérito do caso. 
A transferência do inquérito do DHPP para a Corregepol atende a um pedido feito pelos irmãos de Clautenes ao secretário João Eloy de Menezes, durante a reunião realizada na manhã de anteontem. De acordo com eles, a escolha do departamento para realizar o inquérito despertava na família um "receio de parcialidade" e de "corporativismo" na condução das investigações do caso, o que poderia resultar em uma não-punição aos policiais envolvidos no episódio. "Como a Corregedoria já investiga os próprios policiais, ela seria mais imparcial, na visão da família", resumiu Laura, em entrevista à TV Sergipe. 
A mudança provocou o adiamento do depoimento de Cleverton à delegada Thereza Simony, que estava marcado para acontecer ontem de manhã no DHPP. Na ocasião, a advogada questionou ainda algumas dificuldades que vinha encontrando para ter acesso a provas dos autos do inquérito, a exemplo do celular usado por Clautenes e dos depoimentos prestados pelos três policiais participantes da abordagem e pelo motorista do carro do aplicativo Uber que transportava o designer e um amigo dele na noite do episódio. Laura levou as questões à SSP, que informou ter viabilizado o acesso dos advogados ao inquérito no final da manhã. 
Os policiais, que não tiveram seus nomes divulgados, eram lotados na Divisão de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV) e foram afastados de suas funções dois dias depois da morte de Clautenes. Durante a reunião, o secretário confirmou que um dos policiais admitiu ter disparado dois tiros contra o designer, no momento em que ele e seus parceiros seguiam um carro semelhante ao descrito como o que teria sido roubado minutos antes, no conjunto Bugio (zona oeste). Para os próximos dias, está prevista a reconstituição da abordagem, a ser realizada com a presença de delegados, peritos do Instituto de Criminalística e promotores do Ministério Público Estadual (MPSE). 

Gabriel Damásio

A Corregedoria de Po lícia Civil (Correge pol) assumiu ontem o comando das investigações sobre a morte do designer Clautenes José dos Santos, morto em 8 de abril, durante uma abordagem de policiais civis no bairro Santos Dumont (zona norte de Aracaju). A decisão foi confirmada pela advogada da família, Laura Lustrosa, e pelo irmão da vítima, Cleverton dos Santos, que estiveram ontem na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A unidade tinha sido a primeira escolhida para Secretaria da Segurança Pública (SSP) presidir o inquérito do caso. 
A transferência do inquérito do DHPP para a Corregepol atende a um pedido feito pelos irmãos de Clautenes ao secretário João Eloy de Menezes, durante a reunião realizada na manhã de anteontem. De acordo com eles, a escolha do departamento para realizar o inquérito despertava na família um "receio de parcialidade" e de "corporativismo" na condução das investigações do caso, o que poderia resultar em uma não-punição aos policiais envolvidos no episódio. "Como a Corregedoria já investiga os próprios policiais, ela seria mais imparcial, na visão da família", resumiu Laura, em entrevista à TV Sergipe. 
A mudança provocou o adiamento do depoimento de Cleverton à delegada Thereza Simony, que estava marcado para acontecer ontem de manhã no DHPP. Na ocasião, a advogada questionou ainda algumas dificuldades que vinha encontrando para ter acesso a provas dos autos do inquérito, a exemplo do celular usado por Clautenes e dos depoimentos prestados pelos três policiais participantes da abordagem e pelo motorista do carro do aplicativo Uber que transportava o designer e um amigo dele na noite do episódio. Laura levou as questões à SSP, que informou ter viabilizado o acesso dos advogados ao inquérito no final da manhã. 
Os policiais, que não tiveram seus nomes divulgados, eram lotados na Divisão de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV) e foram afastados de suas funções dois dias depois da morte de Clautenes. Durante a reunião, o secretário confirmou que um dos policiais admitiu ter disparado dois tiros contra o designer, no momento em que ele e seus parceiros seguiam um carro semelhante ao descrito como o que teria sido roubado minutos antes, no conjunto Bugio (zona oeste). Para os próximos dias, está prevista a reconstituição da abordagem, a ser realizada com a presença de delegados, peritos do Instituto de Criminalística e promotores do Ministério Público Estadual (MPSE).