Em sessão que lembrou massacre de Eldorado, João Daniel diz que não haverá justiça enquanto não houver reforma agrária

Política


  • Aspecto da sessão realizada na Câmara dos Deputados

 

Um dos autores da sessão solene, realizada na Câmara, nesta quarta-feira, o deputado federal João Daniel (PT/SE) destacou a importância de relembrar a data quando, há 23 anos, 19 trabalhadores rurais sem terra foram assassinados pela Polícia Militar do Pará e de fortalecer a luta pela terra no Brasil, que tem uma dívida histórica com sua população no que se refere à distribuição da terra. Segundo o parlamentar, não haverá justiça enquanto não houver uma verdadeira reforma agrária que garanta terra para todos os trabalhadores.
 "A terra no Brasil é uma história de concentração, de poder. E na hora da discussão dos grandes projetos aqui na Câmara o parlamento se divide entre os donos de terra e aqueles que lutam para defender uma sociedade justa, igualitária e fraterna, com direitos para homens e mulheres", afirmou, ao saudar a militância que em todo país realizou atos de mobilização e vigília na luta pela reforma agrária, dentro da Jornada de Lutas.
A sessão solene na Câmara em homenagem ao Dia Internacional de Luta pela Reforma Agrária foi uma iniciativa também dos deputados Valmir Assunção (PT-BA), Paulo Pimenta (PT/RS), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Natália Bonavides (PT-RN), Nilto Tatto (PT-SP), Marcon (PT-RS) e Patrus Ananias (PT-MG). O ato teve a participação do coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stédile; diversos parlamentares do PT e outros partidos que defendem a reforma agrária, movimentos sindicais, especialistas ligados à luta pelo direito à Terra, Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Confederação Nacional dos Agricultores Familiares (Contraf), o poeta Pedro Tierra, a vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Carmem Foro; a pastora Romi Bencke, do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil; entre outros.
O nome de cada um dos 19 trabalhadores rurais mortos no massacre de Eldorado dos Carajás foi citado pelo deputado João Daniel, para homenageá-los por terem dado sua vida por esta causa. "Nosso luto, nossa solidariedade e nossa gratidão a esses grandes companheiros e companheiras que deram a sua vida", disse, lembrando outros mártires brasileiros que tombaram na luta, a exemplo de Canudo, do Contestado, das Ligas Camponesas e, mais recentemente, as vítimas do massacre de Pau d'Arco, no Pará. Ele lamentou que tudo isso é fruto de uma política do Estado que age com repressão e assassinatos para manter a propriedade nas mãos dos que sempre quiseram ter o poder às custas do trabalho escravo e da concentração da grande propriedade. "É a todos esses mártires e todos os movimentos que lutam pela terra no Brasil é que dedicamos esta sessão".

Um dos autores da sessão solene, realizada na Câmara, nesta quarta-feira, o deputado federal João Daniel (PT/SE) destacou a importância de relembrar a data quando, há 23 anos, 19 trabalhadores rurais sem terra foram assassinados pela Polícia Militar do Pará e de fortalecer a luta pela terra no Brasil, que tem uma dívida histórica com sua população no que se refere à distribuição da terra. Segundo o parlamentar, não haverá justiça enquanto não houver uma verdadeira reforma agrária que garanta terra para todos os trabalhadores.
 "A terra no Brasil é uma história de concentração, de poder. E na hora da discussão dos grandes projetos aqui na Câmara o parlamento se divide entre os donos de terra e aqueles que lutam para defender uma sociedade justa, igualitária e fraterna, com direitos para homens e mulheres", afirmou, ao saudar a militância que em todo país realizou atos de mobilização e vigília na luta pela reforma agrária, dentro da Jornada de Lutas.
A sessão solene na Câmara em homenagem ao Dia Internacional de Luta pela Reforma Agrária foi uma iniciativa também dos deputados Valmir Assunção (PT-BA), Paulo Pimenta (PT/RS), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Natália Bonavides (PT-RN), Nilto Tatto (PT-SP), Marcon (PT-RS) e Patrus Ananias (PT-MG). O ato teve a participação do coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stédile; diversos parlamentares do PT e outros partidos que defendem a reforma agrária, movimentos sindicais, especialistas ligados à luta pelo direito à Terra, Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Confederação Nacional dos Agricultores Familiares (Contraf), o poeta Pedro Tierra, a vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Carmem Foro; a pastora Romi Bencke, do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil; entre outros.
O nome de cada um dos 19 trabalhadores rurais mortos no massacre de Eldorado dos Carajás foi citado pelo deputado João Daniel, para homenageá-los por terem dado sua vida por esta causa. "Nosso luto, nossa solidariedade e nossa gratidão a esses grandes companheiros e companheiras que deram a sua vida", disse, lembrando outros mártires brasileiros que tombaram na luta, a exemplo de Canudo, do Contestado, das Ligas Camponesas e, mais recentemente, as vítimas do massacre de Pau d'Arco, no Pará. Ele lamentou que tudo isso é fruto de uma política do Estado que age com repressão e assassinatos para manter a propriedade nas mãos dos que sempre quiseram ter o poder às custas do trabalho escravo e da concentração da grande propriedade. "É a todos esses mártires e todos os movimentos que lutam pela terra no Brasil é que dedicamos esta sessão".

 


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