MATADOUROS MÓVEIS

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Publicada em 18/04/2019 às 20:59:00

 

* Manoel Moacir Costa Macêdo
A população sergipana aguarda as soluções para a crise do abate de animais e da comercialização de carnes e subprodutos. Os matadouros municipais estão interditados. As consequências atingem pecuaristas, trabalhadores, consumidores, e prefeituras. Em resumo, abrange um conjunto expressivo de atores dessa estratégica cadeia de valor. 
Em acordo com a legislação ambiental e da saúde, os matadouros municipais estão interditados para os abates, assim como a intensiva fiscalização do comércio de carnes nas feiras livres. Nenhum matadouro municipal está em funcionamento. Apenas dois matadouros privados estão em atividade. As interdições advém de ações do Ministério Público Estadual e dos órgãos estatais de defesa sanitária no cumprimento dos seus deveres e imperativos legais. 
O abate nos matadouros, exige o atendimento de normas com o meio ambiente, tratamento de resíduos, saúde e sacrifício dos animais, e o manejo da carne e subprodutos. Exigências que buscam garantir a apropriada comercialização e consumo da carne, e cuidados com os animais e o ambiente. Uma sensível cadeia com ampla repercussão comercial e social. As interdições trouxeram perda de renda, em particular para elos mais frágeis da cadeia, a exemplo dos magarefes e tratadores. Também onerou os consumidores. Estima-se que quinze mil famílias sobrevivem do funcionamento dos matadouros municipais, nos chamados arranjos produtivos locais. Uma dura realidade, em tempo de crescente desemprego e crise econômica.
Essa dolorosa realidade, exige iniciativas dos poderes públicos, para proibir a venda clandestina de carnes, o aprofundamento do desemprego e da renda, e possíveis doenças na população, em razão do consumo da carne e dos subprodutos sem os cuidados sanitários. A Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe - ALESE, em recente iniciativa, encaminhou entre outras, a seguinte proposta para apreciações: os "matadouros móveis e modulados", adaptáveis aos abates municipais de bovinos, ovinos, caprinos, suínos e aves. Matadouros com módulos de três, seis e doze metros, que permitem combinações entre eles.
A iniciativa, recorreu à inovação tecnológica da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA. O qualificado, experiente e competente pesquisador Élcio de Figueiredo da Embrapa Suínos e Aves, em palestra para os deputados, organizações afins, dirigentes, imprensa, convidados e interessados, apresentou a experiência exitosa dos "matadouros móveis e modulados". Não se trata de um protótipo, mas de uma tecnologia transferida e comercializada no mercado, e adotada em alguns estados brasileiros, a exemplo de Minas Gerais e Paraná. Eles podem ser fixos ou itinerantes, conforme as demandas dos municípios. Para Figueiredo "as cidades que possuem abatedouros são cidades ricas". Uma advertência para a realidade estadual, onde os municípios carecem dos seus matadouros em pleno funcionamento. 
Os "matadouros móveis e modulares", exigem modestos investimentos para implementação e finalidade: um cercado de um hectare para acomodar uma base física, isto é, a plataforma de concreto; um curral para descanso dos animais; uma lagoa de tratamento de resíduos; e os módulos. Não são recursos vultosos para arranjos de "Consórcios de Municípios", "Cooperativas", e "Parcerias-Público-Privadas". 
A atualidade exige dos gestores públicos iniciativas simples, honestas, baratas, acessíveis, que atendam às demandas da sociedade onde as pessoas vivem e trabalham. O esperado é executar bem e barato. Recursos existem, fogem criatividade e capacidade para alcançá-los. O problema foi identificado e as soluções apresentadas. Agora, é a vez da tomada de decisão, em face da urgência e utilidade.  
* Manoel Moacir Costa Macêdo, Engenheiro Agrônomo, PhD pela University of Sussex, Brigthon, Inglaterra

* Manoel Moacir Costa Macêdo

A população sergipana aguarda as soluções para a crise do abate de animais e da comercialização de carnes e subprodutos. Os matadouros municipais estão interditados. As consequências atingem pecuaristas, trabalhadores, consumidores, e prefeituras. Em resumo, abrange um conjunto expressivo de atores dessa estratégica cadeia de valor. 
Em acordo com a legislação ambiental e da saúde, os matadouros municipais estão interditados para os abates, assim como a intensiva fiscalização do comércio de carnes nas feiras livres. Nenhum matadouro municipal está em funcionamento. Apenas dois matadouros privados estão em atividade. As interdições advém de ações do Ministério Público Estadual e dos órgãos estatais de defesa sanitária no cumprimento dos seus deveres e imperativos legais. 
O abate nos matadouros, exige o atendimento de normas com o meio ambiente, tratamento de resíduos, saúde e sacrifício dos animais, e o manejo da carne e subprodutos. Exigências que buscam garantir a apropriada comercialização e consumo da carne, e cuidados com os animais e o ambiente. Uma sensível cadeia com ampla repercussão comercial e social. As interdições trouxeram perda de renda, em particular para elos mais frágeis da cadeia, a exemplo dos magarefes e tratadores. Também onerou os consumidores. Estima-se que quinze mil famílias sobrevivem do funcionamento dos matadouros municipais, nos chamados arranjos produtivos locais. Uma dura realidade, em tempo de crescente desemprego e crise econômica.
Essa dolorosa realidade, exige iniciativas dos poderes públicos, para proibir a venda clandestina de carnes, o aprofundamento do desemprego e da renda, e possíveis doenças na população, em razão do consumo da carne e dos subprodutos sem os cuidados sanitários. A Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe - ALESE, em recente iniciativa, encaminhou entre outras, a seguinte proposta para apreciações: os "matadouros móveis e modulados", adaptáveis aos abates municipais de bovinos, ovinos, caprinos, suínos e aves. Matadouros com módulos de três, seis e doze metros, que permitem combinações entre eles.
A iniciativa, recorreu à inovação tecnológica da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA. O qualificado, experiente e competente pesquisador Élcio de Figueiredo da Embrapa Suínos e Aves, em palestra para os deputados, organizações afins, dirigentes, imprensa, convidados e interessados, apresentou a experiência exitosa dos "matadouros móveis e modulados". Não se trata de um protótipo, mas de uma tecnologia transferida e comercializada no mercado, e adotada em alguns estados brasileiros, a exemplo de Minas Gerais e Paraná. Eles podem ser fixos ou itinerantes, conforme as demandas dos municípios. Para Figueiredo "as cidades que possuem abatedouros são cidades ricas". Uma advertência para a realidade estadual, onde os municípios carecem dos seus matadouros em pleno funcionamento. 
Os "matadouros móveis e modulares", exigem modestos investimentos para implementação e finalidade: um cercado de um hectare para acomodar uma base física, isto é, a plataforma de concreto; um curral para descanso dos animais; uma lagoa de tratamento de resíduos; e os módulos. Não são recursos vultosos para arranjos de "Consórcios de Municípios", "Cooperativas", e "Parcerias-Público-Privadas". 
A atualidade exige dos gestores públicos iniciativas simples, honestas, baratas, acessíveis, que atendam às demandas da sociedade onde as pessoas vivem e trabalham. O esperado é executar bem e barato. Recursos existem, fogem criatividade e capacidade para alcançá-los. O problema foi identificado e as soluções apresentadas. Agora, é a vez da tomada de decisão, em face da urgência e utilidade.  

* Manoel Moacir Costa Macêdo, Engenheiro Agrônomo, PhD pela University of Sussex, Brigthon, Inglaterra