Feito a ordem

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O ex-governador Jackson Barreto (MDB) continua atuando firme na política sergipana. Emplacou a cunhada, a pedagoga Edivaneide Souza Paes Lima, como a nova presidente da Fundação Municipal de Formação para o Trabalho (Fundat) numa indicação do MDB. O anunc
O ex-governador Jackson Barreto (MDB) continua atuando firme na política sergipana. Emplacou a cunhada, a pedagoga Edivaneide Souza Paes Lima, como a nova presidente da Fundação Municipal de Formação para o Trabalho (Fundat) numa indicação do MDB. O anunc

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Publicada em 23/04/2019 às 07:51:00

 

Na legislatura passada a Câmara Municipal 
de Aracaju teve um vereador polêmico e que 
se achava o paladino da moralidade. Sempre usava a tribuna da Casa para criticar movimentos sociais, sindicatos, alguns profissionais como médicos, enfermeiras, professores e jornalistas, além dos próprios colegas parlamentar. Sem falar que defendia a volta da ditadura militar.  
O polêmico então vereador Agamenon Sobral se referia aos seus desafetos como "vagabundos". Com relação aos médicos - que acusava de receber do poder público para trabalhar nos postos de saúde, mas não cumpriam a carga horária porque estavam trabalhando em clínicas ou hospitais particulares atendendo pacientes de convênios - chegou a afirmar que na madrugada deixavam o plantão do HUSE para ir a motéis com as enfermeiras. Acusou ainda as enfermeiras de fazerem "boquete" nos médicos, durante os plantões.
Outra grande polêmica do então vereador foi usar a tribuna para dizer que merecia uma "surra de couro cru e depois com sal" uma mulher que no dia do seu casamento teria ido para a Igreja sem calcinha e por conta disso foi impedida de casar. Para contestar as declarações de Agamenon, no dia seguinte a então vereadora Lucimara Passos subiu a tribuna, tirou uma calcinha do bolso e questionou os vereadores se era vagabunda por isso. No outro dia foi a vez de Agamenon voltar a tribuna e acionar um spray de "bom ar", dizendo  que estava  desinfetando os efeitos da peça íntima "suja" exibida por  Lucimara.
Mesmo com esse tipo de comportamento, que quebra totalmente o decoro parlamentar, Agamenon Sobral terminou seu único mandato sem, sequer, ter ido à Comissão de Ética da Câmara. Ele só se deu mal com a delegada Danielle Garcia, então coordenadora do Deotap, que o prendeu durante a Operação Indenizar-se, pela acusação de participar de desvio de recursos públicos da Câmara Municipal. Na operação, foi preso também o então vereador Adelson Barreto Filho e foram afastados dos cargos oito vereadores.
Como não poderia ser diferente, com tanta baixaria, nas eleições 2016 Agamenon Sobral, que se julgava o paladino da moralidade pública, foi rejeitado nas urnas pelo eleitor aracajuano. Não conseguiu a reeleição.
Nesta atual legislatura, o vereador mais polêmico é o Cabo Amintas (PTB). Ele denuncia, com tom de agressividade, colegas na tribuna da Câmara, sendo o maior alvo o presidente Nitinho Vitale (PSD), a quem o acusou de está agindo junto a um "chefe de quadrilha" para desprestigiar sua imagem, mas que não se intimidava porque era um "leão". Chegou a denunciar ao jornalista Roberto Cabrini  a "Máfia dos Shows", acreditando que pegaria Nitinho, como ex-presidente da Funcaju, a quem já tinha se referido como "quadrilheiro". Nitinho foi inocentado.
Cabo Amintas, que sempre bate de frente e pesado com vereadores da base aliada do prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB), chegou ao extremo na semana passada quando quis partir para cima do colegar vereador Vinícius Porto (DEM), após ele apoiar denuncia do vereador Thiaguinho Batalha (PMB) de que Amintas teria editado um vídeo para incriminar o prefeito e afirmar que a partir daquele momento não acreditaria em mais nada que falasse.
Em plena sessão plenária da Semana Santa, Amintas partiu para a briga com Vinícius e só não chegou às vias de fato porque a "turma do deixa disso" impediu e o vereador não reagiu as provocações. A agressão foi só verbal, quando disse que Porto não queria brigar porque não era homem. "Seja homem, porra. Honre as calças que veste. Você é palhaço. Você é cínico, moleque", foram os adjetivos utilizados pelo vereador cabo.
Agora é aguardar a posição que a Mesa Diretora poderá tomar ainda esta semana contra o Cabo Amintas, que vai armado para o plenário da Câmara Municipal e que acaba funcionando como uma intimidação aos colegas. Assim como da Comissão de Ética.
O Parlamento é uma casa de debate, mas é preciso respeito entre os pares, o cumprimento do regimento interno e um freio de arrumação, ou seja, é necessário chamar o feito a ordem. 

Na legislatura passada a Câmara Municipal  de Aracaju teve um vereador polêmico e que  se achava o paladino da moralidade. Sempre usava a tribuna da Casa para criticar movimentos sociais, sindicatos, alguns profissionais como médicos, enfermeiras, professores e jornalistas, além dos próprios colegas parlamentar. Sem falar que defendia a volta da ditadura militar.  
O polêmico então vereador Agamenon Sobral se referia aos seus desafetos como "vagabundos". Com relação aos médicos - que acusava de receber do poder público para trabalhar nos postos de saúde, mas não cumpriam a carga horária porque estavam trabalhando em clínicas ou hospitais particulares atendendo pacientes de convênios - chegou a afirmar que na madrugada deixavam o plantão do HUSE para ir a motéis com as enfermeiras. Acusou ainda as enfermeiras de fazerem "boquete" nos médicos, durante os plantões.
Outra grande polêmica do então vereador foi usar a tribuna para dizer que merecia uma "surra de couro cru e depois com sal" uma mulher que no dia do seu casamento teria ido para a Igreja sem calcinha e por conta disso foi impedida de casar. Para contestar as declarações de Agamenon, no dia seguinte a então vereadora Lucimara Passos subiu a tribuna, tirou uma calcinha do bolso e questionou os vereadores se era vagabunda por isso. No outro dia foi a vez de Agamenon voltar a tribuna e acionar um spray de "bom ar", dizendo  que estava  desinfetando os efeitos da peça íntima "suja" exibida por  Lucimara.
Mesmo com esse tipo de comportamento, que quebra totalmente o decoro parlamentar, Agamenon Sobral terminou seu único mandato sem, sequer, ter ido à Comissão de Ética da Câmara. Ele só se deu mal com a delegada Danielle Garcia, então coordenadora do Deotap, que o prendeu durante a Operação Indenizar-se, pela acusação de participar de desvio de recursos públicos da Câmara Municipal. Na operação, foi preso também o então vereador Adelson Barreto Filho e foram afastados dos cargos oito vereadores.
Como não poderia ser diferente, com tanta baixaria, nas eleições 2016 Agamenon Sobral, que se julgava o paladino da moralidade pública, foi rejeitado nas urnas pelo eleitor aracajuano. Não conseguiu a reeleição.
Nesta atual legislatura, o vereador mais polêmico é o Cabo Amintas (PTB). Ele denuncia, com tom de agressividade, colegas na tribuna da Câmara, sendo o maior alvo o presidente Nitinho Vitale (PSD), a quem o acusou de está agindo junto a um "chefe de quadrilha" para desprestigiar sua imagem, mas que não se intimidava porque era um "leão". Chegou a denunciar ao jornalista Roberto Cabrini  a "Máfia dos Shows", acreditando que pegaria Nitinho, como ex-presidente da Funcaju, a quem já tinha se referido como "quadrilheiro". Nitinho foi inocentado.
Cabo Amintas, que sempre bate de frente e pesado com vereadores da base aliada do prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB), chegou ao extremo na semana passada quando quis partir para cima do colegar vereador Vinícius Porto (DEM), após ele apoiar denuncia do vereador Thiaguinho Batalha (PMB) de que Amintas teria editado um vídeo para incriminar o prefeito e afirmar que a partir daquele momento não acreditaria em mais nada que falasse.
Em plena sessão plenária da Semana Santa, Amintas partiu para a briga com Vinícius e só não chegou às vias de fato porque a "turma do deixa disso" impediu e o vereador não reagiu as provocações. A agressão foi só verbal, quando disse que Porto não queria brigar porque não era homem. "Seja homem, porra. Honre as calças que veste. Você é palhaço. Você é cínico, moleque", foram os adjetivos utilizados pelo vereador cabo.
Agora é aguardar a posição que a Mesa Diretora poderá tomar ainda esta semana contra o Cabo Amintas, que vai armado para o plenário da Câmara Municipal e que acaba funcionando como uma intimidação aos colegas. Assim como da Comissão de Ética.
O Parlamento é uma casa de debate, mas é preciso respeito entre os pares, o cumprimento do regimento interno e um freio de arrumação, ou seja, é necessário chamar o feito a ordem. 

Resolução

Em conversa ontem com a coluna, o presidente da Câmara Municipal de Aracaju, Nitinho Vitale (PSD), disse que diante do episódio de agressividade protagonizado por Cabo Amintas (PTB) na semana passada, no plenário, ele estará apresentando hoje uma resolução proibindo que vereadores e assessores entrem armados no Legislativo Municipal. Amintas, que é o mais destemperado dos vereadores, é quem vai armado para as sessões plenárias.

Justificativa

Nitinho disse acreditar que a resolução será aprovada pela Câmara, sem maior problema. "Ela é para a própria segurança dos vereadores, pois evitará que uma pessoa descontrolada e armada possa entrar na Câmara e, consequentemente, ocorrer alguma fatalidade", afirmou, enfatizando que alguém entrar armado no parlamento é um desrespeito à sociedade.

Na Comissão de Ética 1

Revela ainda o presidente da Câmara que a Comissão de Ética estará se reunindo hoje para a escolha do presidente e relator da comissão, que vai investigar se houve quebra de decoro parlamentar do vereador Cabo Amintas na sessão da quarta-feira da semana passada na sua agressividade com o vereador Vinícius Porto (DEM). A comissão este ano é formada pelos vereadores Lucas Aribé (PSB), Manuel Marcos (PSDB) e Pastor Alves (PRB). 

Na Comissão de Ética 2

Nitinho antecipa que entrará com representação na Comissão de Ética contra Amintas, que esteve na sua casa, gravou um vídeo, editou e encaminhou para Roberto Cabrini, do Conexão Repórter, o acusando de fazer parte da "Máfia dos Shows", como então presidente da Funcaju. Cita que foi inocentado no inquérito, enquanto  o colega vereador o julgou e o condenou antecipadamente.  "Isso não pode acontecer", frisou, enfatizando que "Graças a Desu tudo foi esclarecido".

Na Comissão de Ética 3

O vereador Vinícius Porto (DEM), que foi a última vitima de Cabo Amintas, disse ontem à coluna que já conversou com Lucas Aribé para que seja apurada a quebra de decoro parlamentar. "Cabo Amintas já brigou com quase todo mundo na Câmara, é agressivo. Discuto o que tiver de discutir no campo das ideias. Não vu brigas a tapas e empurra com ninguém. Não estou lá para isso", afirmou, lamentando o que vem ocorrendo na Casa patrocinado por Amintas.

Expectativa

Disse defender que a Comissão de Ética se manifeste e tome alguma medida. "O que aconteceu comigo na semana passada não pode mais acontecer e fazer de conta que não tá acontecendo nada. Amintas não tem o poder de inibir, de agredir ninguém", disse, enfatizando que é a favor da resolução que será apresentada pelo presidente da Câmara impedindo que vereadores e assessores entrem armados na Câmara.

No Congresso Nacional 1

Esta semana promete ser movimentada politicamente a nível nacional. Em Brasília, retoma hoje na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) a discussão sobre a polêmica reforma da Previdência (PEC 6/19), proposta pelo governo Jair Bolsonaro e que não tem a simpatia de muitos parlamentares, inclusive dos deputados federais Fábio Mitidieri (PSD) e Fábio Henrique (PDT).

No Congresso Nacional 2

Há uma expectativa também do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), colocar em votação, no plenário da Casa, requerimento do senador Alessandro Vieira (Cidadania) propondo a criação da CPI Lava Toga, que visa investigar ações de ministros dos tribunais superiores, cujo parecer do relator na CCJ, Rogério Carvalho (PT), foi pelo arquivamento. Parecer esse que foi aprovado por 19 x 7.

No Congresso Nacional 3

Também nesta semana o senador Alessandro deverá protocolar o pedido de impeachment contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, pela prática de crime de responsabilidade, com flagrante abuso de autoridade. "Já faz quase três meses que assumi o mandato no Senado Federal e continuo com a mesma motivação do primeiro dia nesta Casa. Sigo lutando contra a corrupção e apresentando propostas para fortalecer a nossa democracia", afirmou o delegado senador.

Com a Petrobras 1

A reunião com o gerente geral da Petrobras em Sergipe, Paulo Marinho e sua assessoria, na sede da empresa, deixou otimista os deputados estaduais, Luciano Bispo (MDB), Zezinho Sobral (Podemos) e Luciano Pimentel (PSB). É que na oportunidade Marinho falou dos investimentos que a  Petrobras já reservou para Sergipe nos próximos dois anos, assim como da política de investimento macro que vem fazendo no Brasil e que também beneficiará o estado.

Com a Petrobras 2

"Estivemos aqui há dois anos e voltamos hoje pra verificarmos se o que nos foi dito estava sendo realizado. Sergipe tem uma expectativa de aumento na produção de petróleo e gás e isso, graças a Deus, está sendo preparado para os próximos anos se tornar realidade", comemora o presidente da Assembleia, Luciano Bispo.  Ressalta que nos próximos dias haverá uma reunião do governador Belivaldo Chagas com a superintendência da Petrobras.

Veja essa ...

O Estado de S. Paulo noticiou ontem que o governo Jair Bolsonaro (PSL) determinou o encerramento do Grupo de Trabalho Perus, responsável por identificar corpos de desaparecidos políticos da ditadura militar (1964-1985). Como parlamentar, Bolsonaro criticou inúmeras vezes as buscas pelos desaparecidos políticos da ditadura, e chegou a posar ao lado de um cartaz sobre as buscas na região do Araguaia que dizia: "Quem procura osso é cachorro". Detalhe: A Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos não pode ser extinta, porque é resultado de uma lei federal.

Curtas

Na próxima sexta-feira (26), serão realizadas as eleições internas do MDB. Ocorrerão das 9h às 15h, na sede do partido em Aracaju, quando o deputado federal Fábio Reis deve ser eleito presidente do Diretório Estadual e o ex-governador Jackson Barreto presidente do Diretório Municipal.

Do deputado Fábio Mitidieri: "A exoneração do general Marco Aurélio é mais uma prova da desorganização do governo federal. Não se entendem nem entre eles mesmos. O esporte, já prejudicado com a mudança de status de ministério para secretaria, ficará dias flutuando sem comando pela incapacidade do Planalto".

O presidente do Diretório Municipal do PT de Estância, ex-vereador Dominguinhos, continua trabalhando para consolidar seu nome como candidato a prefeito em 2020 e discutindo ações em defesa de Lula Livre. Na noite da quinta, 18, conversou com os líderes do MST no município, José Alberto (Careca do MST) e João Batista. 

O prefeito Marcos Santana (MDB-São Cristovão) entrega hoje obras de readequação na escola Lourival Batista. Na quarta, ele estará no Parque Santa Rita para entregar serviços realizados na Escola Manoel Assunção do Nascimento.