Privatismo à moda de Bolsonaro

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Publicada em 26/04/2019 às 22:54:00

 

A Empresa Brasileira de Correios e 
Telégrafos já foi tida como exem-
plo de eficiência em serviço público. Somente após anos seguidos de sucateamento, a privatização da estatal poderia ser levada a cabo, como pretende fazer agora o presidente Jair Bolsonaro.
Bolsonaro jamais fez segredo de suas verdadeiras intenções em relação aos Correios. Mas a principal alegação realizada neste sentido, a de que a empresa só dá prejuízo, não para de pé. 
Após o revés financeiro registrado entre 2013 e 2016, a estatal registrou lucro de R$ 161 milhões em 2018 e de R$ 667,3 milhões em 2017. A recuperação financeira ocorreu após a adoção de medidas relativamente simples, a exemplo da renegociação de dívidas, revisão de contratos, redução de custos com pessoal, mudanças na rede de atendimento e cobrança de novas taxas. 
Como quase tudo no governo Bolsonaro, a possível privatização dos Correios atende mais ao impulso da paixão ideológica do que à razão, a lógica e os números. A privatização é uma pedra de toque do pensamento liberal. Com 356 anos de existência, a empresa hoje subordinada ao Ministério das Comunicações, Ciência, Tecnologia e Inovação é L a estatal mais vulnerável a críticas. O serviço, realmente, deixa muito a desejar.
Fato público e notório, o sucateamento dos Correios já foi acusado até por ex-diretores da estatal. O cidadão comum, por sua vez, acostumou-se a receber contas atrasadas e arcar com os juros decorrentes das faltas alheias. O extravio de correspondência foi naturalizado corriqueiro. Um prejuízo modesto, quando comparado aos danos na imagem de uma empresa com função estratégica em qualquer lugar do mundo.

A Empresa Brasileira de Correios e  Telégrafos já foi tida como exem- plo de eficiência em serviço público. Somente após anos seguidos de sucateamento, a privatização da estatal poderia ser levada a cabo, como pretende fazer agora o presidente Jair Bolsonaro.
Bolsonaro jamais fez segredo de suas verdadeiras intenções em relação aos Correios. Mas a principal alegação realizada neste sentido, a de que a empresa só dá prejuízo, não para de pé. 
Após o revés financeiro registrado entre 2013 e 2016, a estatal registrou lucro de R$ 161 milhões em 2018 e de R$ 667,3 milhões em 2017. A recuperação financeira ocorreu após a adoção de medidas relativamente simples, a exemplo da renegociação de dívidas, revisão de contratos, redução de custos com pessoal, mudanças na rede de atendimento e cobrança de novas taxas. 
Como quase tudo no governo Bolsonaro, a possível privatização dos Correios atende mais ao impulso da paixão ideológica do que à razão, a lógica e os números. A privatização é uma pedra de toque do pensamento liberal. Com 356 anos de existência, a empresa hoje subordinada ao Ministério das Comunicações, Ciência, Tecnologia e Inovação é L a estatal mais vulnerável a críticas. O serviço, realmente, deixa muito a desejar.
Fato público e notório, o sucateamento dos Correios já foi acusado até por ex-diretores da estatal. O cidadão comum, por sua vez, acostumou-se a receber contas atrasadas e arcar com os juros decorrentes das faltas alheias. O extravio de correspondência foi naturalizado corriqueiro. Um prejuízo modesto, quando comparado aos danos na imagem de uma empresa com função estratégica em qualquer lugar do mundo.