Polêmica sobre porte de armas atinge outros parlamentos

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Publicada em 27/04/2019 às 17:17:00

 

 A polêmica sobre a presença de deputados e vereadores com porte de arma, sendo em sua maioria ex-delegados de polícia e militares reformados, não é restrita à Câmara Municipal de Aracaju. Na Alese, a circulação de pessoas com armas é proibida inclusive no plenário, e restrita apenas aos policiais e bombeiros em serviço e lotados no Gabinete Militar da Casa. 
A mesma regra não existe em algumas assembleias de outros estados. Em São Paulo, o deputado Danilo Balas (PSL), ex-agente da Polícia Federal, foi flagrado no mês passado com uma pistola dentro do plenário da Alesp, o que levou deputados do PSOL e do PT a apresentarem uma proposta de resolução proibindo a presença de armas no plenário. Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, Danilo alegou já ter recebido muitas ameaças de morte e que não se sente seguro por causa da falta de controle de segurança na entrada do Palácio 9 de Julho, sede da Assembleia paulista. O tema ainda está em discussão. 
A proibição da circulação de pessoas armadas também acontece na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, cujo plenário foi palco, em dezembro de 1963, de uma troca de tiros entre os então senadores alagoanos Silvestre Péricles e Arnon de Mello (pai do ex-presidente Fernando Collor). Os dois eram inimigos políticos e estavam armados no momento em que discursaram trocando acusações. Neste confronto, o acreano José Kairala, que era suplente de senador na época e tentava separar a briga, morreu atingido com dois tiros. Arnon e Silvestre chegaram a ser presos, mas depois foram absolvidos um ano depois pelo Tribunal do Júri de Brasília (STF). 

A polêmica sobre a presença de deputados e vereadores com porte de arma, sendo em sua maioria ex-delegados de polícia e militares reformados, não é restrita à Câmara Municipal de Aracaju. Na Alese, a circulação de pessoas com armas é proibida inclusive no plenário, e restrita apenas aos policiais e bombeiros em serviço e lotados no Gabinete Militar da Casa. 
A mesma regra não existe em algumas assembleias de outros estados. Em São Paulo, o deputado Danilo Balas (PSL), ex-agente da Polícia Federal, foi flagrado no mês passado com uma pistola dentro do plenário da Alesp, o que levou deputados do PSOL e do PT a apresentarem uma proposta de resolução proibindo a presença de armas no plenário. Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, Danilo alegou já ter recebido muitas ameaças de morte e que não se sente seguro por causa da falta de controle de segurança na entrada do Palácio 9 de Julho, sede da Assembleia paulista. O tema ainda está em discussão. 
A proibição da circulação de pessoas armadas também acontece na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, cujo plenário foi palco, em dezembro de 1963, de uma troca de tiros entre os então senadores alagoanos Silvestre Péricles e Arnon de Mello (pai do ex-presidente Fernando Collor). Os dois eram inimigos políticos e estavam armados no momento em que discursaram trocando acusações. Neste confronto, o acreano José Kairala, que era suplente de senador na época e tentava separar a briga, morreu atingido com dois tiros. Arnon e Silvestre chegaram a ser presos, mas depois foram absolvidos um ano depois pelo Tribunal do Júri de Brasília (STF).