Guerra ideológica

Opinião


 

A recente troca de guarda no Mi-
nistério da Educação, com a subs-
tituição de Vélez Rodriguez por Abraham Weintraub, não deu fim à guerra ideológica declarada pelo presidente Jair Bolsonaro, desde a campanha eleitoral. Para todos os efeitos, a pasta segue servindo de campo de batalha para um embate francamente inconsequente. Nunca se viu tamanha disposição contra a reflexão e o ensino de terceiro grau.
A semeadura revanchista começa a gerar frutos podres. Última terça-feira, o governo anunciou o bloqueio de 30% na verba de todas as instituições de ensino federais brasileiras. A intenção inicial era retaliar três universidades que abrigaram manifestações públicas contra o fascismo. Na impossibilidade legal de contrariar a autonomia acadêmica, pagarão os justos pelos pecadores. Isso, na ótica distorcida do governo Bolsonaro.
Ao contrário do que o ministro afirma agora, depois de dar com a língua nos dentes, o corte repentino na verba das universidades federais não tem nada a ver com desempenho acadêmico e responsabilidade fiscal. Trata-se, isso sim, de exercer indesejável controle sobre o pensamento. A ausência de números e estatísticas para justificar medidas tão drásticas depõe contra as reais intenções de Weintraub.
O ataque ao ensino superior é dos raros pontos pacíficos no governo Bolsonaro. Há poucos dias, outro ministro distorceu os números da produção acadêmica em Sergipe. Em entrevista veiculada pela Globo News, Onyx Lorenzoni inventou dados sobre o desempenho da Universidade Federal de Sergipe, sem apontar qualquer fonte. Aparentemente, no afã de rebaixar a produção acadêmica, vale tudo. Até a mentira deslavada e a cara de pau.

A recente troca de guarda no Mi- nistério da Educação, com a subs- tituição de Vélez Rodriguez por Abraham Weintraub, não deu fim à guerra ideológica declarada pelo presidente Jair Bolsonaro, desde a campanha eleitoral. Para todos os efeitos, a pasta segue servindo de campo de batalha para um embate francamente inconsequente. Nunca se viu tamanha disposição contra a reflexão e o ensino de terceiro grau.
A semeadura revanchista começa a gerar frutos podres. Última terça-feira, o governo anunciou o bloqueio de 30% na verba de todas as instituições de ensino federais brasileiras. A intenção inicial era retaliar três universidades que abrigaram manifestações públicas contra o fascismo. Na impossibilidade legal de contrariar a autonomia acadêmica, pagarão os justos pelos pecadores. Isso, na ótica distorcida do governo Bolsonaro.
Ao contrário do que o ministro afirma agora, depois de dar com a língua nos dentes, o corte repentino na verba das universidades federais não tem nada a ver com desempenho acadêmico e responsabilidade fiscal. Trata-se, isso sim, de exercer indesejável controle sobre o pensamento. A ausência de números e estatísticas para justificar medidas tão drásticas depõe contra as reais intenções de Weintraub.
O ataque ao ensino superior é dos raros pontos pacíficos no governo Bolsonaro. Há poucos dias, outro ministro distorceu os números da produção acadêmica em Sergipe. Em entrevista veiculada pela Globo News, Onyx Lorenzoni inventou dados sobre o desempenho da Universidade Federal de Sergipe, sem apontar qualquer fonte. Aparentemente, no afã de rebaixar a produção acadêmica, vale tudo. Até a mentira deslavada e a cara de pau.

 


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