CIÊNCIA E MEDIUNIDADE

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Publicada em 04/05/2019 às 07:29:00

 

* Manoel Moacir Costa Macêdo
A ciência moderna lastreia a sua fidedignidade, no método científico em sua versão positivista. Isso significa o acatamento obsequioso dos postulados reproduzidos nas revelações seculares de Galileu Galilei, Isac Newton, Francis Bacon e René Descartes, entre outros. O chamado positivismo científico, carrega como princípio basilar, a geração do conhecimento por exclusivos cientistas, em condições herméticas e sob as influências perceptíveis pelos sentidos humanos, substantivado no objeto, na teoria, no método, e reconhecido pelo ambiente científico. 
Uma prática científica articulada na problematização e controle das "partes" em desprezo do "todo", para compreender e dominar a natureza. A aceitação dos achados científicos exige repetições e acolhimentos pela chamada comunidade científica. Em nome da suposta neutralidade científica, predominam restrições e preconceitos à investigação de questões existenciais na vida das pessoas encarnadas como humanidade, a exemplo do questionamento: de "onde vimos e para onde vamos?". 
Em recente, corajosa e arrojada iniciativa, foi realizado em Aracaju, o "I Encontro Brasileiro sobre Ciência da Mediunidade". Não se tratou de um evento religioso, mas cientifico, com a audiência de cientistas e professores universitários, bem treinados, com titulações de alto nível acadêmico, em universidades nacionais e estrangeiras de reconhecida meritocracia. Profissionais maduros da física, educação, psicologia, biologia, geologia, engenharia e medicina, das Universidades Federais da Bahia, Juiz de Fora, Mato Grosso do Sul, Sergipe, e das Faculdades Integradas Espírita de Curitiba, apresentaram descobertas relevantes e inovadoras no âmbito da "ciência pós-materialista". 
Resultados, discussões e debates inovadores, foram acolhidos na atmosfera harmoniosa da Federação Espírita de Sergipe, por ateus, agnósticos, católicos, céticos e espíritas. O fundamental foi a coragem em iniciar e valorar as investigações de novas formas de energia existentes no cosmo, e as intercessões na vida terrena, a partir da "fisiologia da mediunidade; redes neurais funcionais; experiência de quase-morte; estados alterados de consciência e o modelo organizador biológico", entre outros. Foram demostrados ensaios de prováveis existências de novas energias e fenômenos paranormais, renovados papéis da glândula pineal, recentes descobertas da física quântica e transes da mediunidade. Investigações em outras perspectivas, que propõem responder questões, como essas: "qual o escultor misterioso que modela o ser a partir do óvulo fecundado", "o cérebro como as digitais tem uma 'assinatura própria' para cada ser?"; "a mediunidade é uma nova forma de energia"? Não são perguntas, que aguardam respostas simples. Elas fogem ao secular modo mental de pensar dos cientistas, e carecem de adicionais ferramentas, além das convencionais e aceitas pelo método científico positivista.  
O tempo é de anomalia e crise dos paradigmas vigentes. O ser humano é múltiplo, complexo, bio-psíquico-sócio-emocional e ecológico. Iniciativas dessa natureza, questionam a capacidade da ciência na sua ideologia positivista, em responder aos novos questionamentos. Isso exige, outros postulados metodológicos e renovados mapas mentais, a exemplo da aproximação da ciência com a espiritualidade. Não é recente, que a fé, a religião e a espiritualidade estão inter-relacionadas. Chamou a atenção, os "casos de curas de doentes", relatados por médicos, que em seus labores sacerdotais da medicina, aplicaram terapias oriundas da mediunidade. Exemplos a serem investigados na perspectiva da "ciência pós-materialista". Ela não está por vir, está entre nós. 
O espiritismo na sua concepção filosófica, religiosa e científica, foi codificado no Velho Mundo, na distante França, mas, se consolidou no Brasil, "coração do mundo e pátria do evangelho". Espera-se no tempo devido, que a "ciência da mediunidade" na perspectiva "pós-materialista" seja acolhida em Sergipe, modesto na territorialidade, mas gigante na tolerância com a diversidade, ao menos, na operabilidade da ciência pós-material.
* Manoel Moacir Costa Macêdo, Engenheiro Agrônomo, Advogado, PhD pela University of Sussex, Brigthon, Inglaterra

* Manoel Moacir Costa Macêdo

A ciência moderna lastreia a sua fidedignidade, no método científico em sua versão positivista. Isso significa o acatamento obsequioso dos postulados reproduzidos nas revelações seculares de Galileu Galilei, Isac Newton, Francis Bacon e René Descartes, entre outros. O chamado positivismo científico, carrega como princípio basilar, a geração do conhecimento por exclusivos cientistas, em condições herméticas e sob as influências perceptíveis pelos sentidos humanos, substantivado no objeto, na teoria, no método, e reconhecido pelo ambiente científico. 
Uma prática científica articulada na problematização e controle das "partes" em desprezo do "todo", para compreender e dominar a natureza. A aceitação dos achados científicos exige repetições e acolhimentos pela chamada comunidade científica. Em nome da suposta neutralidade científica, predominam restrições e preconceitos à investigação de questões existenciais na vida das pessoas encarnadas como humanidade, a exemplo do questionamento: de "onde vimos e para onde vamos?". 
Em recente, corajosa e arrojada iniciativa, foi realizado em Aracaju, o "I Encontro Brasileiro sobre Ciência da Mediunidade". Não se tratou de um evento religioso, mas cientifico, com a audiência de cientistas e professores universitários, bem treinados, com titulações de alto nível acadêmico, em universidades nacionais e estrangeiras de reconhecida meritocracia. Profissionais maduros da física, educação, psicologia, biologia, geologia, engenharia e medicina, das Universidades Federais da Bahia, Juiz de Fora, Mato Grosso do Sul, Sergipe, e das Faculdades Integradas Espírita de Curitiba, apresentaram descobertas relevantes e inovadoras no âmbito da "ciência pós-materialista". 
Resultados, discussões e debates inovadores, foram acolhidos na atmosfera harmoniosa da Federação Espírita de Sergipe, por ateus, agnósticos, católicos, céticos e espíritas. O fundamental foi a coragem em iniciar e valorar as investigações de novas formas de energia existentes no cosmo, e as intercessões na vida terrena, a partir da "fisiologia da mediunidade; redes neurais funcionais; experiência de quase-morte; estados alterados de consciência e o modelo organizador biológico", entre outros. Foram demostrados ensaios de prováveis existências de novas energias e fenômenos paranormais, renovados papéis da glândula pineal, recentes descobertas da física quântica e transes da mediunidade. Investigações em outras perspectivas, que propõem responder questões, como essas: "qual o escultor misterioso que modela o ser a partir do óvulo fecundado", "o cérebro como as digitais tem uma 'assinatura própria' para cada ser?"; "a mediunidade é uma nova forma de energia"? Não são perguntas, que aguardam respostas simples. Elas fogem ao secular modo mental de pensar dos cientistas, e carecem de adicionais ferramentas, além das convencionais e aceitas pelo método científico positivista.  
O tempo é de anomalia e crise dos paradigmas vigentes. O ser humano é múltiplo, complexo, bio-psíquico-sócio-emocional e ecológico. Iniciativas dessa natureza, questionam a capacidade da ciência na sua ideologia positivista, em responder aos novos questionamentos. Isso exige, outros postulados metodológicos e renovados mapas mentais, a exemplo da aproximação da ciência com a espiritualidade. Não é recente, que a fé, a religião e a espiritualidade estão inter-relacionadas. Chamou a atenção, os "casos de curas de doentes", relatados por médicos, que em seus labores sacerdotais da medicina, aplicaram terapias oriundas da mediunidade. Exemplos a serem investigados na perspectiva da "ciência pós-materialista". Ela não está por vir, está entre nós. 
O espiritismo na sua concepção filosófica, religiosa e científica, foi codificado no Velho Mundo, na distante França, mas, se consolidou no Brasil, "coração do mundo e pátria do evangelho". Espera-se no tempo devido, que a "ciência da mediunidade" na perspectiva "pós-materialista" seja acolhida em Sergipe, modesto na territorialidade, mas gigante na tolerância com a diversidade, ao menos, na operabilidade da ciência pós-material.

* Manoel Moacir Costa Macêdo, Engenheiro Agrônomo, Advogado, PhD pela University of Sussex, Brigthon, Inglaterra