Senadora defende discussão sobre o papel da família no processo de formação cidadã

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Publicada em 04/05/2019 às 08:01:00

 

A senadora Maria do Carmo Alves (DEM) apelou nesta sexta-feira para a necessidade de se colocar à mesa a discussão em torno da necessidade do papel da família no processo de formação dos homens e mulheres que compõem a sociedade. Ao falar sobre o brutal assassinato da professora Andréa, vítima de feminicídio praticado pelo ex-marido, o subtenente do Corpo de Bombeiros, Jefferson Mendonça, que se matou em seguida, Maria frisou a necessidade de se olhar para dentro de casa e refletir sobre a questão.
"A violência doméstica cresceu quase 40% este ano. Só nos primeiros dois meses deste ano, registrou-se mais de sete mil mortes violentas. O que temos visto é que a vida tem sido banalizada. O espírito de paz e de tolerância tem perdido espaço para a insensatez e desumanidade. Meu Deus! É preciso dá um basta nisso. Precisamos repensar a família, o que temos oferecido aos nossos filhos, aos nossos netos, aos que nos cercam? O que estamos formando? Precisamos criá-los e educá-los respaldados no respeito à vida, independente de raça, credo ou gênero", sentenciou Maria.
A democrata observou que violências de todas as ordens são noticiadas todos os dias e atingem pessoas próximas ou desconhecidas, homens, mulheres, adolescentes e crianças de todas as classes sociais. "A situação está ficando cada vez mais complexa e todos (poderes públicos, entidades representativas, parlamentares e sociedade em geral) devemos estar engajados para combatermos essas investidas contra a vida humana e, especialmente, contra as mulheres", disse Maria.
A parlamentar revelou que, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de Sergipe, em 2018, 43,2% dos homicídios dolosos contra a mulher no Estado, foram tipificados como feminicídio. "E, lamentavelmente, apesar dos instrumentos de denuncias colocados à disposição, do aparelhamento, das ações e investimentos que têm sido feitos nesse sentido, a situação tem piorado drasticamente. Isso é muito sério", considerou a senadora sergipana, ao apontar ainda informações publicadas pela Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça (TJ/SE), mais de 80% dos casos de violência praticada contra a mulher foi cometida por homens com quem as vítimas têm ou tiveram algum vínculo afetivo.
Para ela, é preciso se rediscutir o que há de mais essencial na formação cidadã das crianças e adolescentes. "Precisamos educar com exemplos de amor e respeito à vida. Esse não é um papel da escola, do psicológico, do coach. É nosso dever. É nossa obrigação nos empenharmos, mesmo com todas as demandas que temos que dá conta. Precisamos cuidar da educação daqueles que nos foram confiados, pois saem de nós os homens e mulheres que farão a diferença na sociedade", enfatizou Maria do Carmo.

A senadora Maria do Carmo Alves (DEM) apelou nesta sexta-feira para a necessidade de se colocar à mesa a discussão em torno da necessidade do papel da família no processo de formação dos homens e mulheres que compõem a sociedade. Ao falar sobre o brutal assassinato da professora Andréa, vítima de feminicídio praticado pelo ex-marido, o subtenente do Corpo de Bombeiros, Jefferson Mendonça, que se matou em seguida, Maria frisou a necessidade de se olhar para dentro de casa e refletir sobre a questão.
"A violência doméstica cresceu quase 40% este ano. Só nos primeiros dois meses deste ano, registrou-se mais de sete mil mortes violentas. O que temos visto é que a vida tem sido banalizada. O espírito de paz e de tolerância tem perdido espaço para a insensatez e desumanidade. Meu Deus! É preciso dá um basta nisso. Precisamos repensar a família, o que temos oferecido aos nossos filhos, aos nossos netos, aos que nos cercam? O que estamos formando? Precisamos criá-los e educá-los respaldados no respeito à vida, independente de raça, credo ou gênero", sentenciou Maria.
A democrata observou que violências de todas as ordens são noticiadas todos os dias e atingem pessoas próximas ou desconhecidas, homens, mulheres, adolescentes e crianças de todas as classes sociais. "A situação está ficando cada vez mais complexa e todos (poderes públicos, entidades representativas, parlamentares e sociedade em geral) devemos estar engajados para combatermos essas investidas contra a vida humana e, especialmente, contra as mulheres", disse Maria.
A parlamentar revelou que, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de Sergipe, em 2018, 43,2% dos homicídios dolosos contra a mulher no Estado, foram tipificados como feminicídio. "E, lamentavelmente, apesar dos instrumentos de denuncias colocados à disposição, do aparelhamento, das ações e investimentos que têm sido feitos nesse sentido, a situação tem piorado drasticamente. Isso é muito sério", considerou a senadora sergipana, ao apontar ainda informações publicadas pela Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça (TJ/SE), mais de 80% dos casos de violência praticada contra a mulher foi cometida por homens com quem as vítimas têm ou tiveram algum vínculo afetivo.
Para ela, é preciso se rediscutir o que há de mais essencial na formação cidadã das crianças e adolescentes. "Precisamos educar com exemplos de amor e respeito à vida. Esse não é um papel da escola, do psicológico, do coach. É nosso dever. É nossa obrigação nos empenharmos, mesmo com todas as demandas que temos que dá conta. Precisamos cuidar da educação daqueles que nos foram confiados, pois saem de nós os homens e mulheres que farão a diferença na sociedade", enfatizou Maria do Carmo.