Casos de dengue voltam a crescer em Sergipe

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Em Aracaju os agentes de saúde continuam nas ruas
Em Aracaju os agentes de saúde continuam nas ruas

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Publicada em 04/05/2019 às 15:04:00

 

O QUADRO DA DENGUE EM SERGIPE
CIDADES EM ALTO RISCO
Aquidabã 8,50
Areia Branca 6,60
Feira Nova 4,20
Malhador 5,10
Monte Alegre de Sergipe 4,80
Nossa Senhora das Dores 6,70
Riachão do Dantas 7,50
Salgado 5,10
São Domingos 4,60
São Francisco 6,80
Simão Dias 19,60
Siriri 4,80 
CIDADES EM MÉDIO RISCO (ALERTA)
Aracaju 1,20
Arauá 2,20
Barra dos Coqueiros 1,40
Boquim 1,10
Campo do Brito 1,50
Capela 2,80
Carira 1,40
Carmópolis 1,20
Cedro de São João 2,80
Cristinápolis 2,20
Cumbe 2,90
Estância 1,40
Frei Paulo 1,40
Gararu 1,10
General Maynard 1,50
Gracho Cardoso 1,40
Itabaiana 3,40
Itabaianinha 3,60
Japaratuba 2,40
Japoatã 2,30
Lagarto 2,90
Macambira 1,00
Malhada dos Bois 2,60
Maruim 2,30
Muribeca 1,60
Neópolis 1,00
Nossa Senhora da Glória 2,70
Pedra Mole 2,20
Poço Redondo 1,70
Poço Verde 2,20
Porto da Folha 2,60
Riachuelo 2,20
Ribeirópolis 2,70
Rosário do Catete 2,70
Santa Luzia do Itanhy 3,10
Santa Rosa de Lima 1,20
São Cristóvão 2,30
São Miguel do Aleixo 1,50
Tobias Barreto 1,90
Tomar do Geru 3,40
CIDADES EM BAIXO RISCO
Amparo de São Francisco 0,00
Brejo Grande 0,00
Canindé de São Francisco 0,00
Divina Pastora 0,50
Ilha das Flores 0,50
Indiaroba 0,70
Itabi 0,50
Itaporanga D'Ajuda 0,00
Laranjeiras 0,80
Moita Bonita 0,00
Nossa Senhora Aparecida 0,50
Nossa Senhora do Socorro 0,40
Pacatuba 0,30
Pinhão 0,50
Pirambu 0,00
Propriá 0,40
Santana do São Francisco 0,60
Santo Amaro das Brotas 0,40
Telha 0,70
Umbaúba 0,40
Fonte: Ministério da Saúde

Gabriel Damásio

O sinal de alerta voltou a acender para as autoridades de saúde em Sergipe, por conta da infestação do mosquito Aedes Aegypti, responsável pelas transmissões da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya. Segundo o último Levantamento de Índice Rápido do Aedes Aegypti (Lira-A), compilado pelo Ministério da Saúde com dados de todos os estados, 12 cidades sergipanas apresentaram altos índices de infestação do vetor e acabaram classificadas em alto risco de surto ou epidemia das três doenças. O Índice de Infestação Predial (IIP) mais alto do estado foi o de Simão Dias (Centro-Sul), com 19,60, seguido de Aquidabã (8,50) e Riachão do Dantas (7,50). 

A confirmação destes índices saiu na mesma semana em que foi confirmado o segundo caso de morte provocada por complicações de dengue hemorrágica: foi o de um menino de sete anos que morava em Feira Nova (Médio Sertão) e estava internado no Hospital Regional João Alves Filho, em Nossa Senhora da Glória, onde faleceu em 20 de abril. A presença dos agentes causadores da doença foi confirmada nesta quinta-feira, através de um perfil clínico-epidemiológico do paciente de seus familiares, o qual constatou que a irmã do menino também teve dengue, mas foi tratada e passa bem.

A primeira morte relacionada foi o de uma menina de seis anos que morava em Monte Alegre de Sergipe (Sertão) e estava internada no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), com quadro inicial de hepatite, mas morreu em 19 de fevereiro. A confirmação de dengue saiu também através de exames complementares de sorologia, feitos pelo Laboratório Central de Sergipe (Lacen). Monte Alegre e Feira Nova também estão entre as 12 cidades em alto risco de infestação, pois os índices de presença do mosquito ficaram respectivamente em 4,80 e 4,20. Um terceiro caso suspeito de morte causada por dengue hemorrágica foi notificado nesta sexta-feira em uma cidade do interior sergipano, mas ainda está em fase de apuração.  

Outros 40 municípios foram colocados em situação de alerta, ou seja, em risco considerado médio, pois seus índices de infestação no Lira-A ficaram entre 1 e 3,9. As cidades com o IIP mais baixo da categoria de alerta foram Neópolis (Baixo São Francisco) e Macambira (Agreste), ambas com índice 1,00, enquanto a mais próxima do alto risco foi Itabaianinha (Sul), com 3,60. Nesta classificação, também, está Aracaju, cujo índice mais recente ficou em 1,20. Este resultado fez o Ministério colocar a cidade entre as 16 capitais brasileiras em estado de alerta para um provável crescimento dos casos de dengue e derivados. 

A situação mais confortável é a de 20 municípios que ficaram com o índice de infestação abaixo de 0,9 - considerado satisfatório - e, por isso, estão em risco baixo ou nulo de epidemia das três doenças do Aedes Aegypti. Destas, cinco conseguiram o índice 0,0 de presença do vetor: Amparo de São Francisco, Brejo Grande, Canindé de São Francisco, Moita Bonita e Pirambu. Restaram ainda três cidades que não fizeram o levantamento ou não encaminharam seus dados em tempo hábil. 

No âmbito da Secretaria Estadual da Saúde, o diagnóstico confirma o que já vinha sendo detectado nos últimos levantamentos, um aumento de mais de 330% de casos das doenças em relação ao mesmo período do ano passado. Foi confirmado ainda um aumento dos números registrados: apenas em 2019, foram 537 casos notificados e 113 confirmados, além das duas mortes. O assunto foi discutido na última quinta-feira em uma reunião da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS) com representantes da Rede Hospitalar do Estado e das secretarias municipais de saúde do interior. 

"As portas das urgências da Rede Hospitalar estão lotadas de pessoas com clínica compatível de caso suspeito de dengue, mas, na grande maioria, não estão sendo notificados. A maior notificação que nós temos é do Huse, mas toda região de saúde tem um hospital com esse perfil de atendimento. Precisamos falar sobre isso, a dengue é grave", alertou a diretora de Vigilância em Saúde, Mércia Feitosa, que chamou a atenção parta a velocidade do crescimento dos casos, principalmente em crianças e adolescentes. "Um município que em 2018 apresentou sete casos, hoje está com 37, considerando o mesmo período, ou seja, entrando em uma epidemia", disse.

Já na capital, a secretária municipal de Saúde, Waneska Barbosa, descartou qualquer risco de surto ou epidemia em Aracaju, mas explicou que essa classificação foi feita pelo Ministério para estimular a manutenção de atividades preventivas para eliminar os focos de criação do mosquito. "É para que os gestores e a comunidade possam intensificar suas ações e, com isso, evitar que essa infestação aumente", explicou. Ela acrescenta que 75% dos locais onde o mosquito e seus criadouros foram encontrados eram em residências. "Isso mostra que a população precisa contribuir com o poder público. Precisa não deixar a água parada e acumulada, porque o Poder Público não pode fazer pela população o que é de obrigação dela mesma", exortou. 

Sobre as ações de responsabilidade do Município, a secretária afirma que as atividades de prevenção continuam sendo realizadas normalmente, a exemplo do Cata-Treco, da limpeza de canais, da recolha de pneus, das visitas domiciliares, das campanhas educativas em escolas e dos bloqueios sanitários em locais onde são encontrados focos do mosquito, nos quais são aplicadas doses do chamado 'fumacê costal'. As mesmas ações devem se repetir nos outros municípios. A SES lançou recentemente a campanha 'Dengue Mata', com veiculação de peças nas redes sociais e em emissoras de rádio e televisão.

Sintomas - Ao perceber sintomas como febre alta, dor de cabeça, principalmente da região ocular, dores nas articulações e nos músculos, cansaço excessivo, vômito e enjoo, tonturas, dores fortes e prolongadas no abdômen, muita sede ou boca seca, a recomendação é de que o paciente procure o Posto de Saúde ou o Hospital mais próximo e evite a automedicação.

Os sinais para a dengue grave são: dor abdominal intensa e contínua ou dor à palpação do abdômen, vômitos persistentes e acumulação de líquidos - ascites, derrame pleural, derrame pericárdico -, sangramento de mucosa ou outra hemorragia, aumento progressivo do hematócrito (porcentagem de glóbulos vermelhos no sangue) e queda abrupta das plaquetas. 

O QUADRO DA DENGUE EM SERGIPE
CIDADES EM ALTO RISCO

Aquidabã 8,50
Areia Branca 6,60
Feira Nova 4,20
Malhador 5,10
Monte Alegre de Sergipe 4,80
Nossa Senhora das Dores 6,70
Riachão do Dantas 7,50
Salgado 5,10
São Domingos 4,60
São Francisco 6,80
Simão Dias 19,60
Siriri 4,80 

CIDADES EM MÉDIO RISCO (ALERTA)
Aracaju 1,20
Arauá 2,20
Barra dos Coqueiros 1,40
Boquim 1,10
Campo do Brito 1,50
Capela 2,80
Carira 1,40
Carmópolis 1,20
Cedro de São João 2,80
Cristinápolis 2,20
Cumbe 2,90
Estância 1,40
Frei Paulo 1,40
Gararu 1,10
General Maynard 1,50
Gracho Cardoso 1,40
Itabaiana 3,40
Itabaianinha 3,60
Japaratuba 2,40
Japoatã 2,30
Lagarto 2,90
Macambira 1,00
Malhada dos Bois 2,60
Maruim 2,30
Muribeca 1,60
Neópolis 1,00
Nossa Senhora da Glória 2,70
Pedra Mole 2,20
Poço Redondo 1,70
Poço Verde 2,20
Porto da Folha 2,60
Riachuelo 2,20
Ribeirópolis 2,70
Rosário do Catete 2,70
Santa Luzia do Itanhy 3,10
Santa Rosa de Lima 1,20
São Cristóvão 2,30
São Miguel do Aleixo 1,50
Tobias Barreto 1,90
Tomar do Geru 3,40

CIDADES EM BAIXO RISCO
Amparo de São Francisco 0,00
Brejo Grande 0,00
Canindé de São Francisco 0,00
Divina Pastora 0,50
Ilha das Flores 0,50
Indiaroba 0,70
Itabi 0,50
Itaporanga D'Ajuda 0,00
Laranjeiras 0,80
Moita Bonita 0,00
Nossa Senhora Aparecida 0,50
Nossa Senhora do Socorro 0,40
Pacatuba 0,30
Pinhão 0,50
Pirambu 0,00
Propriá 0,40
Santana do São Francisco 0,60
Santo Amaro das Brotas 0,40
Telha 0,70
Umbaúba 0,40
Fonte: Ministério da Saúde