A batata de Temer

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Publicada em 06/05/2019 às 22:45:00

 

Alçado à presidência da República 
após o impeachment de Dilma 
Rousseff, Michel Temer sonhou entrar para a História como o promotor de reformas capazes de colocar o País de novo nos trilhos. Como é sabido por todos os brasileiros, ele não teve fôlego para tanto. No entanto, mais grave do que ser lembrado como o pior presidente que o Brasil já teve, o mais impopular, seria encerrar a trajetória política atrás das grades. É triste, o fim no horizonte de Temer.
Réu pela sexta vez (a primeira, ainda no exercício da presidência, um feito inédito), Temer é acusado de tentar obstruir as investigações da operação Lava Jato, além de comandar uma quadrilha. Entre os seus supostos comparsas, os ex-ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha.
Na denúncia, o Ministério Público acusa Temer de, entre outros pontos, ter instigado o empresário Joesley Batista, um dos sócios do grupo J&F, a pagar "vantagens indevidas" ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ) para que o ex-deputado fluminense não fechasse acordo de delação premiada.
Como se vê, trata-se de matéria já antiga, embora longe de caducar. À época da denúncia, Temer tinha prerrogativa de foro privilegiado. Além disso, a sempre corporativista Câmara dos Deputados tratou de varrer a sujeira pra baixo do tapete, garantindo alguns meses de relativa tranquilidade para o então presidente. 
A batata de Temer está assando. Segundo os seus advogados, ele responderá ao processo com a maior tranquilidade do mundo. No entanto, ainda que venha a ser de fato inocentado, certamente não era isso o que ele tinha em mente ao assumir o comando da República.

Alçado à presidência da República  após o impeachment de Dilma  Rousseff, Michel Temer sonhou entrar para a História como o promotor de reformas capazes de colocar o País de novo nos trilhos. Como é sabido por todos os brasileiros, ele não teve fôlego para tanto. No entanto, mais grave do que ser lembrado como o pior presidente que o Brasil já teve, o mais impopular, seria encerrar a trajetória política atrás das grades. É triste, o fim no horizonte de Temer.
Réu pela sexta vez (a primeira, ainda no exercício da presidência, um feito inédito), Temer é acusado de tentar obstruir as investigações da operação Lava Jato, além de comandar uma quadrilha. Entre os seus supostos comparsas, os ex-ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha.
Na denúncia, o Ministério Público acusa Temer de, entre outros pontos, ter instigado o empresário Joesley Batista, um dos sócios do grupo J&F, a pagar "vantagens indevidas" ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ) para que o ex-deputado fluminense não fechasse acordo de delação premiada.
Como se vê, trata-se de matéria já antiga, embora longe de caducar. À época da denúncia, Temer tinha prerrogativa de foro privilegiado. Além disso, a sempre corporativista Câmara dos Deputados tratou de varrer a sujeira pra baixo do tapete, garantindo alguns meses de relativa tranquilidade para o então presidente. 
A batata de Temer está assando. Segundo os seus advogados, ele responderá ao processo com a maior tranquilidade do mundo. No entanto, ainda que venha a ser de fato inocentado, certamente não era isso o que ele tinha em mente ao assumir o comando da República.