O senhor das armas

Opinião


 

O presidente Jair Bolsonaro 
(PSL) assinou ontem um de
creto que flexibiliza as regras para registro, posse, porte e comercialização de armas de fogo e munições a colecionadores, atiradores esportivos e caçadores. A extensão e o verdadeiro teor do documento só seria conhecido hoje, com a publicação no Diário Oficial. Mas desde quando a notícia foi ventilada, os especialistas empenhados em estudos sobre a violência ficaram com uma pulga atrás da orelha.
Motivo para preocupação não falta. Em um país como o Brasil, com o maior número absoluto de mortos por arma de fogo do planeta, a última coisa que a população precisa é que uns e outros sejam incentivados a andar por aí armados, recebam licença para matar.
O Atlas da Violência 2018 possui uma série de recortes reveladores. Entre todos os dados relacionados à questão da violência e a criminalidade, no entanto, chama atenção aquele que talvez aponte a principal razão de tanto sangue: as estatísticas provam sem sombra de dúvidas que há relação direta entre o número de homicídios e a facilidade de acesso a armas de fogo. Um dado que contraria a política de combate à violência adotada hoje pelo Governo Federal.
Olho por olho, dente por dente. Embora não seja razoável colocar o incidentes de violência recentes, a exemplo do massacre em Suzano, na conta pessoal de Jair Bolsonaro, é perfeitamente justo lembrar que a sua campanha teve como pedra de toque a mais franca beligerância. Fala-se aqui do senhor das armas, para quem bandido bom é bandido morto e o problema da violência se resolve na bala. Aparentemente, não há banho de sangue capaz de convencer o presidente a repensar.

O presidente Jair Bolsonaro  (PSL) assinou ontem um de creto que flexibiliza as regras para registro, posse, porte e comercialização de armas de fogo e munições a colecionadores, atiradores esportivos e caçadores. A extensão e o verdadeiro teor do documento só seria conhecido hoje, com a publicação no Diário Oficial. Mas desde quando a notícia foi ventilada, os especialistas empenhados em estudos sobre a violência ficaram com uma pulga atrás da orelha.
Motivo para preocupação não falta. Em um país como o Brasil, com o maior número absoluto de mortos por arma de fogo do planeta, a última coisa que a população precisa é que uns e outros sejam incentivados a andar por aí armados, recebam licença para matar.
O Atlas da Violência 2018 possui uma série de recortes reveladores. Entre todos os dados relacionados à questão da violência e a criminalidade, no entanto, chama atenção aquele que talvez aponte a principal razão de tanto sangue: as estatísticas provam sem sombra de dúvidas que há relação direta entre o número de homicídios e a facilidade de acesso a armas de fogo. Um dado que contraria a política de combate à violência adotada hoje pelo Governo Federal.
Olho por olho, dente por dente. Embora não seja razoável colocar o incidentes de violência recentes, a exemplo do massacre em Suzano, na conta pessoal de Jair Bolsonaro, é perfeitamente justo lembrar que a sua campanha teve como pedra de toque a mais franca beligerância. Fala-se aqui do senhor das armas, para quem bandido bom é bandido morto e o problema da violência se resolve na bala. Aparentemente, não há banho de sangue capaz de convencer o presidente a repensar.

 


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