Superlotação dificulta atendimento pediátrico no Hospital Santa Isabel

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A FALTA DE VAGAS NAS PEDIATRIAS É UM PROBLEMA GRAVE
A FALTA DE VAGAS NAS PEDIATRIAS É UM PROBLEMA GRAVE

A superlotação continua nas áreas pediátricas da cAPital
A superlotação continua nas áreas pediátricas da cAPital

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Publicada em 08/05/2019 às 22:33:00

 

Milton Alves Júnior 
Mesmo com a escala mé-
dica completa, desde 
a última segunda-feira (6), o Hospital e Maternidade Santa Isabel, em Aracaju, segue com as atividades pediátricas restritas diante da superlotação. Conforme informado pela direção hospitalar, a alta demanda assistencial ocorre em virtude da mudança climática neste período do ano, o qual permite a multiplicação dos casos de viroses. Sem condições de manter a versatilidade funcional do fluxo de atendimentos, todos os pacientes são avaliados durante processo de triagem a fim de selecionar as crianças com quadro clínico mais críticos. O tempo de atendimento tem variado entre cinco e oito horas após o protocolo de entrada.
Vivenciando cenário de dificuldade já apresentado pelo JORNAL DO DIA neste ano, os pais, ou responsáveis das crianças, lamentam que a falta de condições estruturais na Unidade Pediátrica Doutor José Machado de Souza - anexo ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), e na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, contribuam para que o serviço ofertado pela Santa Isabel mantenha-se frequentemente com registros de superlotação. Para Fabiana Santos Silva, mãe de uma criança de dois anos e sete meses, a falta de investimentos públicos nas unidades básicas de saúde resulta na precariedade do Sistema Único de Saúde (SUS). As mesmas críticas são direcionadas às unidades instaladas no município de Nossa Senhora do Socorro.
 "Se observar, realizarem uma pesquisa, vão perceber que muitos pais são de Socorro; eu mesma moro no Marcos Freire, mas precisei vir até aqui porque nos postos de saúde da minha cidade não têm médicos pediatras suficientes. Muitas unidades estão sem médico e o jeito é vir para o Santa Isabel e ter paciência até ser chamado para o atendimento." Questionada sobre a qualidade do serviço prestado, Fabiana Silva destacou que os profissionais buscam adotar medidas emergenciais que de imediato ajudem a diminuir o sofrimento causado pela intercorrência da saúde infantil.
 "São atenciosos, ao menos a grande maioria. O que realmente nos deixa abalados é a demora que muitas vezes acaba agravando tudo. Minha filha mesmo chegou reclamando de dor na parte da cabeça e vomitando. Quando ela finalmente foi atendida, depois de seis horas de espera, ela já estava com 37.8 de febre. Já estava ficando desesperada", concluiu. Compartilhando com as críticas apesentadas por Fabiana Silva, o auxiliar de serviços gerais, Antônio Gomes, declarou que aracajuanos dependentes do SUS também se deparam com - segundo o contribuinte, 'precária' assistência médica nas unidades municipais.
 "Não tem quem aguente tanto descaso. A gente procura um posto que tenha pediatra, mas ou estão superlotados, ou não tem. Se todos os postos tivessem pediatras tenho certeza que a situação não seria essa. Triste olhar para as nossas crianças sofrendo por um problema antigo. Todos os anos tem virose, e todos os anos é essa mesma luta, esse mesmo sofrimento", criticou.
Esclarecimento - Na tarde de ontem, ao JORNAL DO DIA, a Prefeitura de Aracaju, através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), infirmou que o SUS em vigor na rede básica permite apenas que atendimentos específicos sejam realizados por meio de marcação de consultas. No primeiro momento o paciente é acolhido por um médico clínico geral, e, em caso de acompanhamento especializado, o paciente é direcionado a um especialista da área - neste caso, um pediatra. Sobre as denúncias de superlotação nas unidades, Victor Vieira, assessor de comunicação da SMS, reconheceu que o período conhecido como: 'outono viral', de fato, tem contribuído para a abrangência da crise.
 "As unidades básicas administradas pela Prefeitura de Aracaju são destinadas à marcação de consultas; uma espécie de clínica. Mesmo assim, reconhecendo a necessidade de garantir assistência emergencial, a unidade Fernando Franco e Nestor Piva possuem diariamente vagas para atender os pacientes com quadro clínico realmente emergencial. Enaltecemos que o SUS em Aracaju trabalha com o sistema eletivo. É preciso marcar consulta. Sabemos que essa fase de outono viral realmente é agravante principalmente para crianças, então em caso de urgência a sugestão é realmente buscar uma unidade hospitalar", informou.

Milton Alves Júnior 

Mesmo com a escala mé- dica completa, desde  a última segunda-feira (6), o Hospital e Maternidade Santa Isabel, em Aracaju, segue com as atividades pediátricas restritas diante da superlotação. Conforme informado pela direção hospitalar, a alta demanda assistencial ocorre em virtude da mudança climática neste período do ano, o qual permite a multiplicação dos casos de viroses. Sem condições de manter a versatilidade funcional do fluxo de atendimentos, todos os pacientes são avaliados durante processo de triagem a fim de selecionar as crianças com quadro clínico mais críticos. O tempo de atendimento tem variado entre cinco e oito horas após o protocolo de entrada.
Vivenciando cenário de dificuldade já apresentado pelo JORNAL DO DIA neste ano, os pais, ou responsáveis das crianças, lamentam que a falta de condições estruturais na Unidade Pediátrica Doutor José Machado de Souza - anexo ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), e na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, contribuam para que o serviço ofertado pela Santa Isabel mantenha-se frequentemente com registros de superlotação. Para Fabiana Santos Silva, mãe de uma criança de dois anos e sete meses, a falta de investimentos públicos nas unidades básicas de saúde resulta na precariedade do Sistema Único de Saúde (SUS). As mesmas críticas são direcionadas às unidades instaladas no município de Nossa Senhora do Socorro.
 "Se observar, realizarem uma pesquisa, vão perceber que muitos pais são de Socorro; eu mesma moro no Marcos Freire, mas precisei vir até aqui porque nos postos de saúde da minha cidade não têm médicos pediatras suficientes. Muitas unidades estão sem médico e o jeito é vir para o Santa Isabel e ter paciência até ser chamado para o atendimento." Questionada sobre a qualidade do serviço prestado, Fabiana Silva destacou que os profissionais buscam adotar medidas emergenciais que de imediato ajudem a diminuir o sofrimento causado pela intercorrência da saúde infantil.
 "São atenciosos, ao menos a grande maioria. O que realmente nos deixa abalados é a demora que muitas vezes acaba agravando tudo. Minha filha mesmo chegou reclamando de dor na parte da cabeça e vomitando. Quando ela finalmente foi atendida, depois de seis horas de espera, ela já estava com 37.8 de febre. Já estava ficando desesperada", concluiu. Compartilhando com as críticas apesentadas por Fabiana Silva, o auxiliar de serviços gerais, Antônio Gomes, declarou que aracajuanos dependentes do SUS também se deparam com - segundo o contribuinte, 'precária' assistência médica nas unidades municipais.
 "Não tem quem aguente tanto descaso. A gente procura um posto que tenha pediatra, mas ou estão superlotados, ou não tem. Se todos os postos tivessem pediatras tenho certeza que a situação não seria essa. Triste olhar para as nossas crianças sofrendo por um problema antigo. Todos os anos tem virose, e todos os anos é essa mesma luta, esse mesmo sofrimento", criticou.

Esclarecimento - Na tarde de ontem, ao JORNAL DO DIA, a Prefeitura de Aracaju, através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), infirmou que o SUS em vigor na rede básica permite apenas que atendimentos específicos sejam realizados por meio de marcação de consultas. No primeiro momento o paciente é acolhido por um médico clínico geral, e, em caso de acompanhamento especializado, o paciente é direcionado a um especialista da área - neste caso, um pediatra. Sobre as denúncias de superlotação nas unidades, Victor Vieira, assessor de comunicação da SMS, reconheceu que o período conhecido como: 'outono viral', de fato, tem contribuído para a abrangência da crise.
 "As unidades básicas administradas pela Prefeitura de Aracaju são destinadas à marcação de consultas; uma espécie de clínica. Mesmo assim, reconhecendo a necessidade de garantir assistência emergencial, a unidade Fernando Franco e Nestor Piva possuem diariamente vagas para atender os pacientes com quadro clínico realmente emergencial. Enaltecemos que o SUS em Aracaju trabalha com o sistema eletivo. É preciso marcar consulta. Sabemos que essa fase de outono viral realmente é agravante principalmente para crianças, então em caso de urgência a sugestão é realmente buscar uma unidade hospitalar", informou.