Angélica se justifica sobre Proinveste

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Angélica Guimarães discursa na Assembleia
Angélica Guimarães discursa na Assembleia

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Publicada em 11/12/2012 às 03:00:00

Chico Freire

A presidente da Assembleia Legislativa, deputada Angélica Guimarães (PSC), usou a tribuna ontem para esclarecer os motivos que a levaram a colocar em votação na última quarta-feira os projetos referentes ao empréstimo de R$ 727 milhões. Depois de muita discussão, os projetos foram rejeitados pela bancada de oposição.

A justificativa da deputada foi devido a ausência no dia da votação da deputada estadual Conceição Vieira (PT), que estava em missão oficial no México, e que, segundo ela (Conceição), a sua ausência só se deu porque houve um acordo com a presidente da Casa que, caso os projetos fossem aprovados antes da quarta-feira não seria colocados em votação. Sem que ela (Conceição) estivesse presente, os projetos foram rejeitados por 12 votos contra 9.

Segundo Angélica, antes de colocar os projetos na pauta do dia, procurou o assessor da deputada, sendo informada que Conceição só chegaria em Sergipe na quinta-feira à tarde, e que, mesmo assim ligou para a deputada, sendo informada que a mesma chegaria na quarta-feira à tarde e ficou acordado que os projetos seriam colocados em votação na quinta-feira. "Mas diante da posição do governador Marcelo Déda (PT), de que, se os projetos não fossem aprovados até o dia 15 de dezembro, ele (Déda) convocaria extraordinariamente a Assembleia para aprovação ou não do Proinveste. Diante disso a bancada se reuniu e decidiu colocar em votação na quarta-feira", justificou a deputada, observando ainda que na quinta-feira estariam ausentes os deputados Paulinho da Varzinhas (PTdoB), Maria Mendonça (PSB) e o deputado Augusto Bezerra (DEM).

Disse ainda a deputada que na terça-feira, a convite seu, recebeu em sua casa o líder do governo na Assembleia, Gustinho Ribeiro (PSD), e lhe foi perguntado se havia conquistado algum voto da bancada de oposição, sendo informada que não, ou seja, a presença ou não da deputada Conceição e do deputado estadual Luiz Mitidieri (PSD), não influenciaria no resultado da votação, por não conquistar número suficiente para reverter o resultado, já que os PLs foram rejeitados por 12 votos contra 9, que somado os mais dois só chegaria a 11 votos.

Angélica admitiu que feito o entendimento com a deputada Conceição se equivocou por não ter conversado com a bancada. "Tenho a consciência tranquila de que não prejudiquei ninguém, que não tergiversei e nem prejudiquei a bancada da situação", disse.

Assegurou a deputada que, "se fosse para prejudicar a deputada Conceição ou a sua bancada ou se tivesse que fazer alguma manobra, eu era capaz de contrariar a minha bancada, a bancada de oposição, mas jamais teria colocado os projetos em votação se fosse para prejudicar a deputada, porque havia um entendimento feito", disse, ressaltando que o que fez, fez pela decisão da maioria e venceu a democracia.
Espera a deputada que o fato sirva de lição porque os entendimentos na Casa devem ser feitos com a maioria, e não com uma pessoa só, como foi feito.

Sobre a suposição de que a presidente estava agindo fora dos padrões normais da Casa, fora do foco ou sob interferências externas, diz "que na minha história de vida jamais perderei o foco. Continuarei sendo a dona do meu norte e jamais forças ocultas ou sopros estranhos irão fazer eu mudar de opinião, porque eu tenho opinião própria. Eu tenho uma família a zelar e tenho um nome a honrar e tenho história que deve e que vai continuar sendo preservada por muitos e muitos anos, independente de quem quer que seja", desabafou.