Assassino confesso da esposa é condenado a 25 anos

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Publicada em 10/05/2019 às 23:10:00

 

Gabriel Damásio
O réu Gilvan Ferreira de 
Andrade, 48 anos, que 
confessou ter assassinado a esposa Gilvânia da Cruz Santos em 29 de abril de 2018, no conjunto Jardim Esperança, bairro Inácio Barbosa (zona sul da capital), foi condenado a 25 anos e dois meses de prisão em regime fechado. A decisão foi tomada na noite desta quinta-feira pelo 2º Tribunal do Júri da Comarca de Aracaju, após um julgamento que pouco mais de 12 horas, no Fórum Gumercindo Bessa, bairro Capucho (zona oeste). Por maioria, os jurados decidiram absolvê-lo do crime de porte ilegal de arma, que já prescreveu, mas o consideraram culpado pelos crimes de tortura, cárcere privado e homicídio triplamente qualificado. 
O júri acatou quase todas as argumentações apresentadas pelo Ministério Público, que confirmou a conclusão do inquérito da Polícia Civil, relacionada ao caso. O crime aconteceu na casa onde o casal morava. Segundo a acusação, Gilvan trancou as duas filhas em um quarto e em seguida executou Gilvânia com vários tiros. Em seguida, ele tentou fugir de carro, mas acabou cercado preso por policiais e vizinhos que foram à residência, atraídos pelos gritos de desespero das jovens. Com uma frieza que impressionou a muitos, Gilvan alegou que cometeu o crime porque desconfiava de uma suposta traição da vítima. E admitiu ter espancado a esposa no dia anterior para que ela confessasse esta traição.
A acusação, conduzida pela promotora Cláudia Daniela Franco, sustentou que a morte de Gilvânia foi um feminicídio, isto é, um assassinato praticado por motivação machista, em um contexto de violência doméstica e familiar. Disse também que o réu agiu por motivo fútil e não deu chances de defesa à vítima, ao atirar nela pelas costas e continuar atirando quando ela já estava deitada no chão. 
"A motivação não merece ser considerada, eis que se consubstancia em circunstância qualificadora atribuída ao tipo e devidamente analisada pelo Conselho de Sentença, que reconheceu haver o crime sido praticado por motivo fútil. As circunstâncias do crime, qual seja, o fato de o crime haver sido praticado de forma a dificultar a defesa da vítima, a qual também foi analisada e reconhecida pelo Conselho de Sentença, por ser uma circunstância agravante específica será utilizada na segunda fase da dosimetria da pena. As consequências do delito são graves e devem ser consideradas negativamente, uma vez que as filhas do acusado e da vítima, dependentes economicamente desses, ficaram desprovidas de genitores para prover as suas necessidades econômicas, passando, a partir do crime, a depender do auxílio de outros parentes. O comportamento da vítima em nada contribuiu para a atuação do agente", afirma a sentença do juiz Daniel de Lima Vasconcelos. 

Gabriel Damásio

O réu Gilvan Ferreira de  Andrade, 48 anos, que  confessou ter assassinado a esposa Gilvânia da Cruz Santos em 29 de abril de 2018, no conjunto Jardim Esperança, bairro Inácio Barbosa (zona sul da capital), foi condenado a 25 anos e dois meses de prisão em regime fechado. A decisão foi tomada na noite desta quinta-feira pelo 2º Tribunal do Júri da Comarca de Aracaju, após um julgamento que pouco mais de 12 horas, no Fórum Gumercindo Bessa, bairro Capucho (zona oeste). Por maioria, os jurados decidiram absolvê-lo do crime de porte ilegal de arma, que já prescreveu, mas o consideraram culpado pelos crimes de tortura, cárcere privado e homicídio triplamente qualificado. 
O júri acatou quase todas as argumentações apresentadas pelo Ministério Público, que confirmou a conclusão do inquérito da Polícia Civil, relacionada ao caso. O crime aconteceu na casa onde o casal morava. Segundo a acusação, Gilvan trancou as duas filhas em um quarto e em seguida executou Gilvânia com vários tiros. Em seguida, ele tentou fugir de carro, mas acabou cercado preso por policiais e vizinhos que foram à residência, atraídos pelos gritos de desespero das jovens. Com uma frieza que impressionou a muitos, Gilvan alegou que cometeu o crime porque desconfiava de uma suposta traição da vítima. E admitiu ter espancado a esposa no dia anterior para que ela confessasse esta traição.
A acusação, conduzida pela promotora Cláudia Daniela Franco, sustentou que a morte de Gilvânia foi um feminicídio, isto é, um assassinato praticado por motivação machista, em um contexto de violência doméstica e familiar. Disse também que o réu agiu por motivo fútil e não deu chances de defesa à vítima, ao atirar nela pelas costas e continuar atirando quando ela já estava deitada no chão. 
"A motivação não merece ser considerada, eis que se consubstancia em circunstância qualificadora atribuída ao tipo e devidamente analisada pelo Conselho de Sentença, que reconheceu haver o crime sido praticado por motivo fútil. As circunstâncias do crime, qual seja, o fato de o crime haver sido praticado de forma a dificultar a defesa da vítima, a qual também foi analisada e reconhecida pelo Conselho de Sentença, por ser uma circunstância agravante específica será utilizada na segunda fase da dosimetria da pena. As consequências do delito são graves e devem ser consideradas negativamente, uma vez que as filhas do acusado e da vítima, dependentes economicamente desses, ficaram desprovidas de genitores para prover as suas necessidades econômicas, passando, a partir do crime, a depender do auxílio de outros parentes. O comportamento da vítima em nada contribuiu para a atuação do agente", afirma a sentença do juiz Daniel de Lima Vasconcelos.