Constante macabra

Opinião


 

Logo nos primeiros dias de 2019, um 
caso de feminicídio chocou a soci-
edade sergipana. Após tomar a decisão de por fim aos maus tratos infligidos pelo companheiro, Maria Jucineide Neres, uma senhora de 52 anos, foi esganada até sufocar. O agressor foi preso e enquadrado, de acordo com a legislação. Mas nem as sucessivas condenações têm inibido a violência. 
Pelo menos sete casos de feminicídio já foram registrados no estado, desde o início do ano. Os números apontam tendência de estabilidade, em relação ao ano passado, uma constante macabra.
Segundo levantamento da Secretaria de Segurança Pública, a polícia investigou o assassinato de 37 mulheres, em 2018. Em 16 casos, as circunstâncias do crime estavam atreladas à violência de gênero.
De acordo com dados do Mapa da Violência divulgado o ano passado, quase 5 mil mulheres foram assassinadas no País, em 2016. Isso, em plena vigência da Lei Maria da Penha, que completou doze anos dando consequência legal a um crime covarde, antes naturalizado como um assunto de foro íntimo.
Felizmente, o dito popular segundo o qual não se deve meter a colher em briga de casal, transformando as quatro paredes da vida doméstica em refúgio de violência e impunidade, já não é aceito sem controvérsia. A noção de que a violência contra a mulher consiste em prática criminosa vem resultando em um aumento bastante sensível no volume de denúncias formalizadas nas delegacias de polícia. A constatação está amparada nos boletins de ocorrência registrados nos últimos anos. Embora as vítimas ainda sofram com a força bruta do machismo, o silêncio já não é considerado uma opção.

Logo nos primeiros dias de 2019, um  caso de feminicídio chocou a soci- edade sergipana. Após tomar a decisão de por fim aos maus tratos infligidos pelo companheiro, Maria Jucineide Neres, uma senhora de 52 anos, foi esganada até sufocar. O agressor foi preso e enquadrado, de acordo com a legislação. Mas nem as sucessivas condenações têm inibido a violência. 
Pelo menos sete casos de feminicídio já foram registrados no estado, desde o início do ano. Os números apontam tendência de estabilidade, em relação ao ano passado, uma constante macabra.
Segundo levantamento da Secretaria de Segurança Pública, a polícia investigou o assassinato de 37 mulheres, em 2018. Em 16 casos, as circunstâncias do crime estavam atreladas à violência de gênero.
De acordo com dados do Mapa da Violência divulgado o ano passado, quase 5 mil mulheres foram assassinadas no País, em 2016. Isso, em plena vigência da Lei Maria da Penha, que completou doze anos dando consequência legal a um crime covarde, antes naturalizado como um assunto de foro íntimo.
Felizmente, o dito popular segundo o qual não se deve meter a colher em briga de casal, transformando as quatro paredes da vida doméstica em refúgio de violência e impunidade, já não é aceito sem controvérsia. A noção de que a violência contra a mulher consiste em prática criminosa vem resultando em um aumento bastante sensível no volume de denúncias formalizadas nas delegacias de polícia. A constatação está amparada nos boletins de ocorrência registrados nos últimos anos. Embora as vítimas ainda sofram com a força bruta do machismo, o silêncio já não é considerado uma opção.

 


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