Estado vai reativar a brigada anti-dengue no interior

Geral

 

Gabriel Damásio
A Secretaria Estadual da 
Saúde (SES) decidiu re
ativar a sua Brigada Estadual Itinerante de Combate à Dengue, uma força-tarefa montada para por técnicos do órgão para auxiliar as prefeituras do interior em ações de combate aos focos do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya. A volta da brigada foi confirmada ontem, durante uma reunião de representantes da Secretaria Estadual da Saúde (SES) e das secretarias municipais de 14 cidades que tiveram a classificação de médio ou alto risco de surto ou epidemia das três doenças, conforme o último Levantamento do Índice de Infestação Rápida do Aedes Aegypti (Lira-A). 
A reunião foi convocada após a confirmação do quarto caso de morte provocada por complicações de dengue hemorrágica, que teve como vítima uma criança de cinco anos, residente em Nossa Senhora das Dores (Sertão). Ao todo, a SES já registrou um total de 827 casos notificados e 148 confirmados. Dois fatos despertam mais preocupação entre as autoridades de saúde do estado. No primeiro, a maior parte dos casos está afetando principalmente crianças e adolescentes, abaixo dos 14 anos. Das quatro vítimas mortais da doença, três tinham idades entre cinco e sete anos. As mortes passarão por uma investigação médica que pode identificar as circunstâncias destes casos e como foi prestada a assistência a esses pacientes, tanto na rede de atenção primária, seja na rede hospitalar. 
No segundo, e considerado mais grave, parte dos casos da dengue são subnotificados, isto é, não estou sendo informados da maneira correta para as autoridades municipais de Saúde, que encaminham amostras para o exame sorológico de confirmação da doença, no Laboratório Central de Saúde de Sergipe (Lacen). "A gente entende que ainda não temos a real situação do Estado. Sabemos que tem portas de urgência [hospitais e UPAs] que estão lotadas de pessoas com sinais clínicos de dengue, mas essa notificação não está chegando e, consequentemente, não temos o exame. Então, a gente precisa ter a situação real [da doença], pra a gente poder ampliar as estratégias e ver como a gente vai conter essa situação", disse a diretora de Vigilância em Saúde da SES, Mércia Feitosa.
As estratégias discutidas entre os representantes para conter o avanço dos casos de dengue incluem o controle dos focos do mosquito nas cidades. "Precisamos ver como é que está acontecendo o controle do vetor [Aedes] no território. Tem que haver uma força-tarefa nos municípios, a junção dos agentes envolvidos nesse combate, novas estratégias e a reativação da Brigada, para que ela se some aos municípios nessa ação efetiva", disse Mércia, confirmando que os trabalhos serão iniciados em breve, após a definição do planejamento e do cronograma de atuação da força-tarefa. Elas vão se concentrar principalmente nas visitas casa-a-casa, pois grande parte dos criadouros do Aedes Aegypti está em locais que acumulam água dentro das residências, como vasos, garrafas e caixas d'água.
O presidente do Conselho de Secretários Municipais do Estado de Sergipe (Cosems), Enock Luiz Ribeiro da Silva, afirma que a situação da dengue no estado é preocupante e aponta a falta de consciência de parte da população como uma das principais dificuldades enfrentadas pelos municípios. "Precisamos conscientizar a população e isso é tanto responsabilidade dos entes federados como também dos munícipes. Eu acho que cada um tem que cuidar da sua casa, do seu quintal, do seu terreno. É um problema coletivo que a gente tem que estar procurando resolver e sanar. Quando a gente descuida está, também, levando o problema para o vizinho, que às vezes cuida do seu quintal de seu terreno e outros, infelizmente, não fazem o seu papel e termina acarretando um problema para todos", ressaltou.
Uma segunda reunião envolvendo os secretários de saúde de todos os 75 municípios sergipanos está marcada para esta sexta-feira, às 9h, em um hotel na Orla de Atalaia. 

Gabriel Damásio

A Secretaria Estadual da  Saúde (SES) decidiu re ativar a sua Brigada Estadual Itinerante de Combate à Dengue, uma força-tarefa montada para por técnicos do órgão para auxiliar as prefeituras do interior em ações de combate aos focos do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya. A volta da brigada foi confirmada ontem, durante uma reunião de representantes da Secretaria Estadual da Saúde (SES) e das secretarias municipais de 14 cidades que tiveram a classificação de médio ou alto risco de surto ou epidemia das três doenças, conforme o último Levantamento do Índice de Infestação Rápida do Aedes Aegypti (Lira-A). 
A reunião foi convocada após a confirmação do quarto caso de morte provocada por complicações de dengue hemorrágica, que teve como vítima uma criança de cinco anos, residente em Nossa Senhora das Dores (Sertão). Ao todo, a SES já registrou um total de 827 casos notificados e 148 confirmados. Dois fatos despertam mais preocupação entre as autoridades de saúde do estado. No primeiro, a maior parte dos casos está afetando principalmente crianças e adolescentes, abaixo dos 14 anos. Das quatro vítimas mortais da doença, três tinham idades entre cinco e sete anos. As mortes passarão por uma investigação médica que pode identificar as circunstâncias destes casos e como foi prestada a assistência a esses pacientes, tanto na rede de atenção primária, seja na rede hospitalar. 
No segundo, e considerado mais grave, parte dos casos da dengue são subnotificados, isto é, não estou sendo informados da maneira correta para as autoridades municipais de Saúde, que encaminham amostras para o exame sorológico de confirmação da doença, no Laboratório Central de Saúde de Sergipe (Lacen). "A gente entende que ainda não temos a real situação do Estado. Sabemos que tem portas de urgência [hospitais e UPAs] que estão lotadas de pessoas com sinais clínicos de dengue, mas essa notificação não está chegando e, consequentemente, não temos o exame. Então, a gente precisa ter a situação real [da doença], pra a gente poder ampliar as estratégias e ver como a gente vai conter essa situação", disse a diretora de Vigilância em Saúde da SES, Mércia Feitosa.
As estratégias discutidas entre os representantes para conter o avanço dos casos de dengue incluem o controle dos focos do mosquito nas cidades. "Precisamos ver como é que está acontecendo o controle do vetor [Aedes] no território. Tem que haver uma força-tarefa nos municípios, a junção dos agentes envolvidos nesse combate, novas estratégias e a reativação da Brigada, para que ela se some aos municípios nessa ação efetiva", disse Mércia, confirmando que os trabalhos serão iniciados em breve, após a definição do planejamento e do cronograma de atuação da força-tarefa. Elas vão se concentrar principalmente nas visitas casa-a-casa, pois grande parte dos criadouros do Aedes Aegypti está em locais que acumulam água dentro das residências, como vasos, garrafas e caixas d'água.
O presidente do Conselho de Secretários Municipais do Estado de Sergipe (Cosems), Enock Luiz Ribeiro da Silva, afirma que a situação da dengue no estado é preocupante e aponta a falta de consciência de parte da população como uma das principais dificuldades enfrentadas pelos municípios. "Precisamos conscientizar a população e isso é tanto responsabilidade dos entes federados como também dos munícipes. Eu acho que cada um tem que cuidar da sua casa, do seu quintal, do seu terreno. É um problema coletivo que a gente tem que estar procurando resolver e sanar. Quando a gente descuida está, também, levando o problema para o vizinho, que às vezes cuida do seu quintal de seu terreno e outros, infelizmente, não fazem o seu papel e termina acarretando um problema para todos", ressaltou.
Uma segunda reunião envolvendo os secretários de saúde de todos os 75 municípios sergipanos está marcada para esta sexta-feira, às 9h, em um hotel na Orla de Atalaia. 

 


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