Centrais comandam greve geral hoje

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Publicada em 15/05/2019 às 01:06:00

 

Milton Alves Júnior
Em resposta imediata aos 
cortes de verbas desti-
nadas à educação pública nacional, trabalhadoras e os trabalhadores da educação básica e superior, pública e privada de todas as regiões do país estarão de braços cruzados durante todo o dia de hoje. Um levantamento realizado pela Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados, mostra que o congelamento de recursos do Ministério da Educação e Cultura (MEC) compromete R$ 2,1 bilhões nas universidades e R$ 860,4 milhões dos Institutos Federais. A medida foi defendida e posteriormente aprovada pelo presidente Jair Messias Bolsonaro. A paralisação geral da classe trabalhadora conta com o apoio direto de centros acadêmicos e grêmios estudantis.
A intervenção dos jovens estudantes em prol da mobilização nacional dos professores ocorreu paralelamente ao Governo Federal também ter anunciado um corte de R$ 914 milhões em todo o sistema de educação básica. O representativo corte de investimentos ocorreu menos de oito meses após o período eleitoral quando, ainda candidato, o hoje chefe do poder executivo federal ter garantido multiplicar os investimentos na educação básica, e não aplicação de cortes. Em Sergipe as manifestações são coordenadas pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da UFS (Sintufs), pela Associação dos Docentes da Universidade Federal de Sergipe (Adufs), e por professores e estudantes do Instituto Federal de Sergipe (IFS).
Previsto para ocorrer a partir das 14 horas, com concentração na Praça General Valadão, região central de Aracaju, o ato conta com o apoio paralelo da Central Única dos Trabalhadores (CUT), e dos sindicatos associados à sigla, em especial, do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), e do Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município de Aracaju (Sindipema). Para o professor Lucas Albuquerque, aplicar uma redução de investimentos na área da educação é colocar o país nos trilhos do retrocesso. Crítico às medidas da atual gestão governamental, o educador lamenta que milhões de crianças, adolescentes e jovens passem em curto prazo a sentir os efeitos negativos destes cortes.
A mobilização unificada contará ainda com o apoio de integrantes de movimentos populares e frentes de mobilização como a Frente Povo Sem Medo. De acordo com o coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores da UFS, Wagner Vieira, será o primeiro grande ato unificado a ser realizado no Estado de Sergipe contra o Governo Bolsonaro. O servidor destacou que a mobilização será democrática a fim de conquistar o apoio integral da população. "Agora é hora de todo mundo ir pra rua defender a Educação de Sergipe e do Brasil. Precisamos aproveitar o clima de indignação para sair da defensiva e partir para a ofensiva, nas ruas, ganhando as pessoas para o nosso lado", disse.

Milton Alves Júnior

Em resposta imediata aos  cortes de verbas desti- nadas à educação pública nacional, trabalhadoras e os trabalhadores da educação básica e superior, pública e privada de todas as regiões do país estarão de braços cruzados durante todo o dia de hoje. Um levantamento realizado pela Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados, mostra que o congelamento de recursos do Ministério da Educação e Cultura (MEC) compromete R$ 2,1 bilhões nas universidades e R$ 860,4 milhões dos Institutos Federais. A medida foi defendida e posteriormente aprovada pelo presidente Jair Messias Bolsonaro. A paralisação geral da classe trabalhadora conta com o apoio direto de centros acadêmicos e grêmios estudantis.
A intervenção dos jovens estudantes em prol da mobilização nacional dos professores ocorreu paralelamente ao Governo Federal também ter anunciado um corte de R$ 914 milhões em todo o sistema de educação básica. O representativo corte de investimentos ocorreu menos de oito meses após o período eleitoral quando, ainda candidato, o hoje chefe do poder executivo federal ter garantido multiplicar os investimentos na educação básica, e não aplicação de cortes. Em Sergipe as manifestações são coordenadas pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da UFS (Sintufs), pela Associação dos Docentes da Universidade Federal de Sergipe (Adufs), e por professores e estudantes do Instituto Federal de Sergipe (IFS).
Previsto para ocorrer a partir das 14 horas, com concentração na Praça General Valadão, região central de Aracaju, o ato conta com o apoio paralelo da Central Única dos Trabalhadores (CUT), e dos sindicatos associados à sigla, em especial, do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), e do Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município de Aracaju (Sindipema). Para o professor Lucas Albuquerque, aplicar uma redução de investimentos na área da educação é colocar o país nos trilhos do retrocesso. Crítico às medidas da atual gestão governamental, o educador lamenta que milhões de crianças, adolescentes e jovens passem em curto prazo a sentir os efeitos negativos destes cortes.
A mobilização unificada contará ainda com o apoio de integrantes de movimentos populares e frentes de mobilização como a Frente Povo Sem Medo. De acordo com o coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores da UFS, Wagner Vieira, será o primeiro grande ato unificado a ser realizado no Estado de Sergipe contra o Governo Bolsonaro. O servidor destacou que a mobilização será democrática a fim de conquistar o apoio integral da população. "Agora é hora de todo mundo ir pra rua defender a Educação de Sergipe e do Brasil. Precisamos aproveitar o clima de indignação para sair da defensiva e partir para a ofensiva, nas ruas, ganhando as pessoas para o nosso lado", disse.