A fórmula da água

Opinião


 

Infeliz do governante indisposto às 
duras lições ministradas pela voz das 
ruas, pois pode acabar reprovado por toda a população. Mais das vezes, os protestos realizados por determinado segmento social falam apenas por si mesmo. Há casos, entretanto, em que a insatisfação localizada atua como faísca, capaz de incendiar a República. Sem as Jornadas de Junho, por exemplo, dificilmente alguém teria coragem de propor o impedimento da presidente Dilma Rousseff. Como é de conhecimento público, o clima de descontentamento ganhou corpo nas manifestações e o impeachment foi efetivado depois.
O presidente Jair Bolsonaro demonstra mais uma vez que não tem o menor apreço pelas páginas viradas da história. Acuado pelas manifestações de rua promovidas ontem pela comunidade acadêmica, além de escolas públicas e particulares, o capitão preferiu partir para o ataque. Segundo ele, os manifestantes não estavam preocupados com a educação e a ciência. Se arguidos, os baderneiros não saberiam responder nem qual é a fórmula da água.
Ao contrário do que afirma o presidente, em linguagem agressiva, incompatível com o cargo, há razão de sobra para revolta. O corte de 30% anunciado pelo ministro da educação tem o potencial de inviabilizar o ensino de terceiro grau no Brasil. As atividades de pesquisa e extensão são de fato muito dispendiosas. Mas sem investimento expressivo na produção de conhecimento, não há futuro feliz no horizonte do País.
O contexto no qual a revolta popular vem fermentando, a ponto de motivar protestos em 156 cidades nos 26 estados brasileiros, mais o Distrito Federal é muito abrangente. Desde o início do governo Bolsonaro, as universidades são atacadas como redutos militantes a serviço da esquerda. O ministro Weintraub chegou a caracterizar alguns campi como lugar de balbúrdia. A régua ideológica adotada pelo presidente para disciplinar eventuais imposturas é palmatória que não assusta professores, nem estudantes.

Infeliz do governante indisposto às  duras lições ministradas pela voz das  ruas, pois pode acabar reprovado por toda a população. Mais das vezes, os protestos realizados por determinado segmento social falam apenas por si mesmo. Há casos, entretanto, em que a insatisfação localizada atua como faísca, capaz de incendiar a República. Sem as Jornadas de Junho, por exemplo, dificilmente alguém teria coragem de propor o impedimento da presidente Dilma Rousseff. Como é de conhecimento público, o clima de descontentamento ganhou corpo nas manifestações e o impeachment foi efetivado depois.
O presidente Jair Bolsonaro demonstra mais uma vez que não tem o menor apreço pelas páginas viradas da história. Acuado pelas manifestações de rua promovidas ontem pela comunidade acadêmica, além de escolas públicas e particulares, o capitão preferiu partir para o ataque. Segundo ele, os manifestantes não estavam preocupados com a educação e a ciência. Se arguidos, os baderneiros não saberiam responder nem qual é a fórmula da água.
Ao contrário do que afirma o presidente, em linguagem agressiva, incompatível com o cargo, há razão de sobra para revolta. O corte de 30% anunciado pelo ministro da educação tem o potencial de inviabilizar o ensino de terceiro grau no Brasil. As atividades de pesquisa e extensão são de fato muito dispendiosas. Mas sem investimento expressivo na produção de conhecimento, não há futuro feliz no horizonte do País.
O contexto no qual a revolta popular vem fermentando, a ponto de motivar protestos em 156 cidades nos 26 estados brasileiros, mais o Distrito Federal é muito abrangente. Desde o início do governo Bolsonaro, as universidades são atacadas como redutos militantes a serviço da esquerda. O ministro Weintraub chegou a caracterizar alguns campi como lugar de balbúrdia. A régua ideológica adotada pelo presidente para disciplinar eventuais imposturas é palmatória que não assusta professores, nem estudantes.

 


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