Vacina só faz bem

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Publicada em 28/05/2019 às 10:01:00

 

A campanha de vacinação contra 
a gripe promovida pelo Ministé-
rio da Saúde acaba de entrar em sua última semana. Pode parecer notícia ordinária, mas a ocorrência recente de doenças erradicadas há décadas obriga todo mundo, população e gestores públicos, a ficar de sobreaviso. Em matéria de saúde, todo cuidado é pouco. 
A campanha começou no dia 10 de abril e o último balanço do Ministério da Saúde mostra que até o dia 21 de maio 63% do público-alvo havia se vacinado. Devem receber a dose crianças com idade entre 6 meses e menores de 6 anos; mulheres grávidas; puérperas (até 45 dias após o parto); trabalhadores da saúde; povos indígenas; idosos; professores de escolas públicas e privadas; pessoas em condições clínicas especiais; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos cumprindo medidas socioeducativas; funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade.
A ausência de cobertura vacinal traduz perfeitamente o desemparo das políticas públicas de saúde no Brasil dos últimos anos. Neste particular, a maior parte do trabalho já tinha sido realizado em governos passados, responsável pela erradicação do vírus do sarampo e da poliomielite, por exemplo. Mas o ministério da saúde dormiu no ponto e, agora, a população quer ver o Zé Gotinha pelas costas, movidas por receio infundado. Pior para as mais de 800 vítimas derrubadas pelo sarampo, ano passado. 
Vacina só faz bem. Trata-se aqui de uma conquista civilizatória. Infelizmente, a insuficiência de campanhas públicas capazes de informar a população sobre a importância da imunização trouxe velhos fantasmas de volta à ativa. Sarampo, pólio, difteria, tétano e até febre amarela. Embora os livros de história lembrem o esforço de Oswaldo Cruz, médico sanitarista responsável pela campanha de erradicação de endemias, ainda no século XIX, o descuido dos gestores públicos garantiu a sobrevida de uma dor de cabeça secular.

A campanha de vacinação contra  a gripe promovida pelo Ministé- rio da Saúde acaba de entrar em sua última semana. Pode parecer notícia ordinária, mas a ocorrência recente de doenças erradicadas há décadas obriga todo mundo, população e gestores públicos, a ficar de sobreaviso. Em matéria de saúde, todo cuidado é pouco. 
A campanha começou no dia 10 de abril e o último balanço do Ministério da Saúde mostra que até o dia 21 de maio 63% do público-alvo havia se vacinado. Devem receber a dose crianças com idade entre 6 meses e menores de 6 anos; mulheres grávidas; puérperas (até 45 dias após o parto); trabalhadores da saúde; povos indígenas; idosos; professores de escolas públicas e privadas; pessoas em condições clínicas especiais; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos cumprindo medidas socioeducativas; funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade.
A ausência de cobertura vacinal traduz perfeitamente o desemparo das políticas públicas de saúde no Brasil dos últimos anos. Neste particular, a maior parte do trabalho já tinha sido realizado em governos passados, responsável pela erradicação do vírus do sarampo e da poliomielite, por exemplo. Mas o ministério da saúde dormiu no ponto e, agora, a população quer ver o Zé Gotinha pelas costas, movidas por receio infundado. Pior para as mais de 800 vítimas derrubadas pelo sarampo, ano passado. 
Vacina só faz bem. Trata-se aqui de uma conquista civilizatória. Infelizmente, a insuficiência de campanhas públicas capazes de informar a população sobre a importância da imunização trouxe velhos fantasmas de volta à ativa. Sarampo, pólio, difteria, tétano e até febre amarela. Embora os livros de história lembrem o esforço de Oswaldo Cruz, médico sanitarista responsável pela campanha de erradicação de endemias, ainda no século XIX, o descuido dos gestores públicos garantiu a sobrevida de uma dor de cabeça secular.