Pediatra confirma mortes

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 20/06/2012 às 15:32:00

A presidente da Sociedade Sergipana de Pediatria, Glória Tereza Lopes, revelou ontem que o número de bebês mortos subiu para 14 em apenas 17 dias, o que equivale a quase uma morte por dia, na MNSL.
Ela enfatizou mais uma vez que a preocupação da Sociedade Sergipana de Pediatria e do Conselho Regional de Medicina é quanto ao aumento do número de bebês que estão morrendo na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes. "Falta de ética seria esconder o problema e não lutar para que seja resolvido o quanto antes. Foram registrados 14 óbitos num curto período de 17 dias, quando a média de óbitos por conta da alta complexidade deveria ser de quatro a seis mortes por mês", explicou a médica.
Nos próximos dias, um representante do Conselho Federal de Medicina deve vir a Sergipe, verificar a situação da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes. O convite foi feito pelo presidente do Conselho Regional de Medicina, José Rivaldo, que foi a Brasília oficializar o pedido de visita.

Não há surto - A assessoria de comunicação da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes esclareceu, mais uma vez, que não há surto na maternidade. O único bebê que está internado com infecção por uma bactéria multiresistente, o que pode acontecer em qualquer maternidade, está isolado e recebendo o tratamento adequado. Assegurou ainda que não houve, em nenhum momento, surto de infecção hospitalar.
A Maternidade realiza uma média de 400 partos por mês, sendo a unidade de referência de alto risco para gestantes do Estado de Sergipe. Uma maternidade de alto risco sempre tem indicadores de morbimortalidade superiores às maternidades de risco habitual, esclareece a assessoria. Quanto ao número de óbitos, a maternidade registrou 14 óbitos, até hoje. Desses, sete recém-nascidos tinham menos de um quilo, risco muito alto, e outros sete já nasceram gravemente enfermos.
Para ampliar a assistência nesse setor, a Secretaria de Estado da Saúde está adotando todas as providências, a exemplo da contratação de 20 novos leitos, sendo 10 de UTI Neonatal e 10 de Cuidados Intermediários e a implantação de uma porta de regulação que vai permitir direcionar as gestantes para os leitos específicos, ou seja, de baixo, médio ou alto risco.