Moradores protestam contra demora em obras na Euclides

Geral

 

Milton Alves Júnior
Por mais de duas ho-
ras em protesto pela 
paralisação das obras executadas pela Prefeitura de Aracaju, moradores da Avenida Euclides Figueiredo, zona Norte da capital sergipana, decidiram interditar o fluxo de veículos na comunidade. O ato público estava programado desde a semana passada quando a empresa responsável pela obra decidiu suspender as atividades operacionais alegando falta de pagamento por parte do poder executivo municipal. Em contraponto à mobilização, a prefeitura informou que houve um equívoco por parte dos moradores, já que, segundo a PMA, a obra não está parada. O foco do conflito envolve as obras de infraestrutura no Loteamento Moema Mary.
Em nota oficial a administração pública esclareceu que: "os operários estão confeccionando as células da tubulação de drenagem no canteiro de obras. Quando estiverem prontas, eles voltam a escavar para implantá-las. O planejamento da obra é feito para que só faça abertura na avenida no momento de colocar essas células. Outra equipe está trabalhando no trecho da avenida próximo à Rua Benjamim Constant, implantando tubulação de drenagem. A obra não está paralisada, o cronograma está dentro do planejado e a previsão é de que seja concluída até o final do ano." Independentemente da explicação, os moradores articulam uma nova manifestação para a próxima quinta-feira, 30.
Defensor da continuidade dos protestos, o empresário Maicon Ferreira lamentou a situação que se estende ao longo dos últimos cinco anos. Proprietário de um estabelecimento comercial na região do bairro Lamarão, o crítico garante que a população não possui conhecimento real das atribuições administrativa desta obra, e, por esse motivo, optam por não acreditar nas argumentações apresentadas pelo município. Paralelo ao transtorno das vias públicas e redução gradual de clientes, o comerciante destacou o prejuízo que a falta de políticas públicas gera à saúde dos moradores. Maicon Ferreira reclama da proliferação de ratos, baratas e mosquito Aedes Aegpyti, transmissor da Dengue.
 "Rapaz é um problema que parece nunca acabar. Quando a gente acha que a situação vai melhorar, logo depois os trabalhadores todos somem com a informação dando conta que o serviço precisou ser paralisado por falta de pagamento. O que faz a população pensar que a versão da falta de dinheiro é verdadeira, é justamente a falta de conhecimento da obra. Ninguém vem aqui falar nada sobre esse calendário. Enquanto isso a Dengue domina e deixa um monte de gente doente, em cima de uma cama", criticou. A Prefeitura de Aracaju informou que ainda na manhã de ontem enviou uma equipe para dialogar com os moradores sobre o andamento das obras.
Morador da comunidade, Ulisses dos Santos Júnior alega que, em decorrência dos problemas na pavimentação e saneamento básico, o comércio que sempre foi considerado abrangente na zona Norte, começa a perder forças. "Aqui a gente não tem mais emprego. Com esse abandono todo cliente nenhum vem pra cá mais. Sem cliente as lojas não faturam, se não tem faturamento o que sobram são demissões e fim do comércio. Ou as obras fundamentais saem do papel sem interrupções, ou nós permaneceremos ocupando a Avenida para cobrar atenção do prefeito", disse.

Milton Alves Júnior

Por mais de duas ho- ras em protesto pela  paralisação das obras executadas pela Prefeitura de Aracaju, moradores da Avenida Euclides Figueiredo, zona Norte da capital sergipana, decidiram interditar o fluxo de veículos na comunidade. O ato público estava programado desde a semana passada quando a empresa responsável pela obra decidiu suspender as atividades operacionais alegando falta de pagamento por parte do poder executivo municipal. Em contraponto à mobilização, a prefeitura informou que houve um equívoco por parte dos moradores, já que, segundo a PMA, a obra não está parada. O foco do conflito envolve as obras de infraestrutura no Loteamento Moema Mary.
Em nota oficial a administração pública esclareceu que: "os operários estão confeccionando as células da tubulação de drenagem no canteiro de obras. Quando estiverem prontas, eles voltam a escavar para implantá-las. O planejamento da obra é feito para que só faça abertura na avenida no momento de colocar essas células. Outra equipe está trabalhando no trecho da avenida próximo à Rua Benjamim Constant, implantando tubulação de drenagem. A obra não está paralisada, o cronograma está dentro do planejado e a previsão é de que seja concluída até o final do ano." Independentemente da explicação, os moradores articulam uma nova manifestação para a próxima quinta-feira, 30.
Defensor da continuidade dos protestos, o empresário Maicon Ferreira lamentou a situação que se estende ao longo dos últimos cinco anos. Proprietário de um estabelecimento comercial na região do bairro Lamarão, o crítico garante que a população não possui conhecimento real das atribuições administrativa desta obra, e, por esse motivo, optam por não acreditar nas argumentações apresentadas pelo município. Paralelo ao transtorno das vias públicas e redução gradual de clientes, o comerciante destacou o prejuízo que a falta de políticas públicas gera à saúde dos moradores. Maicon Ferreira reclama da proliferação de ratos, baratas e mosquito Aedes Aegpyti, transmissor da Dengue.
 "Rapaz é um problema que parece nunca acabar. Quando a gente acha que a situação vai melhorar, logo depois os trabalhadores todos somem com a informação dando conta que o serviço precisou ser paralisado por falta de pagamento. O que faz a população pensar que a versão da falta de dinheiro é verdadeira, é justamente a falta de conhecimento da obra. Ninguém vem aqui falar nada sobre esse calendário. Enquanto isso a Dengue domina e deixa um monte de gente doente, em cima de uma cama", criticou. A Prefeitura de Aracaju informou que ainda na manhã de ontem enviou uma equipe para dialogar com os moradores sobre o andamento das obras.
Morador da comunidade, Ulisses dos Santos Júnior alega que, em decorrência dos problemas na pavimentação e saneamento básico, o comércio que sempre foi considerado abrangente na zona Norte, começa a perder forças. "Aqui a gente não tem mais emprego. Com esse abandono todo cliente nenhum vem pra cá mais. Sem cliente as lojas não faturam, se não tem faturamento o que sobram são demissões e fim do comércio. Ou as obras fundamentais saem do papel sem interrupções, ou nós permaneceremos ocupando a Avenida para cobrar atenção do prefeito", disse.

 


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