Cenipa divulga laudo sobre o acidente de avião que matou duas pessoas no Bugio

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  • Relatório do Cenipa mostra que piloto que morreu no Bugio não tinha experiência

 

Milton Alves Júnior
Menos de 24 horas 
após a queda do 
monomotor que matou o cantor Gabriel Diniz, o piloto Gabriel Abraão Farias e o co-piloto Linaldo Xavier Rodrigues, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apresentou um laudo técnico relatando as causas de outra tragédia envolvendo acidente aéreo em Sergipe. Trata-se da queda de um ultraleve nas imediações do conjunto Bugio, na zona Oeste de Aracaju, em dezembro de 2018, quando o piloto Israel Fernandes Graça, 56 anos, morreu carbonizado. Segundo a perícia, a queda foi motivada por imperícia do piloto e a realização de manobras sem autorização.
Com o impacto o fogo logo atingiu mais de 90% dos componentes da aeronave, com exceção apenas das asas, que se desprenderam da estrutura do avião após o impacto contra o solo. Inicialmente o incêndio foi combatido por populares que tentaram resgatar o tripulante e buscavam evitar que as chamas atingissem as demais residências. Apesar dos esforços, não foi possível resgatar o Certificado de Autorização de Voo Experimental (Cave) e o Certificado de Marcas Experimental (CME) da aeronave - diferentemente do que ocorreu com a aeronave que transportava Gabriel Diniz. Outras causas também podem ter contribuído para o acidente.
O laudo enalteceu que o Cenipa não descarta falha mecânica ou de montagem do ultraleve, uma vez que o operador, sem auxílio de terceiros e sem qualquer supervisão, providenciou a montagem do equipamento. O grau de destruição e de carbonização da aeronave impediu a realização de testes que identificariam eventual contribuição destes aspectos para o acidente. A aeronave era de Israel Fernandes Graça e a manutenção costumava ser realizada pelo próprio piloto que possuía o Certificado de Piloto de Recreio (CPR) e estava com a habilitação relativa às atividades Aerodesportiva e Experimental Trike (ULTK) válida.
Paralelo às investigações realizadas pelo Cenipa, a direção da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), informou que o piloto possuía um total de 67 horas e cinco minutos de voo, sendo cinco horas e 35 minutos no equipamento envolvido no acidente. O acidente ocorreu minutos após a aeronave ter decolado do aeroclube, localizado no Bairro Santos Dumont. "Tais ações demonstraram que não houve, por parte do piloto, uma análise apropriada em relação ao voo e à sua capacidade de gerenciá-lo, à medida que se expôs deliberadamente a condições inseguras", informou o relatório.

Milton Alves Júnior

Menos de 24 horas  após a queda do  monomotor que matou o cantor Gabriel Diniz, o piloto Gabriel Abraão Farias e o co-piloto Linaldo Xavier Rodrigues, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apresentou um laudo técnico relatando as causas de outra tragédia envolvendo acidente aéreo em Sergipe. Trata-se da queda de um ultraleve nas imediações do conjunto Bugio, na zona Oeste de Aracaju, em dezembro de 2018, quando o piloto Israel Fernandes Graça, 56 anos, morreu carbonizado. Segundo a perícia, a queda foi motivada por imperícia do piloto e a realização de manobras sem autorização.
Com o impacto o fogo logo atingiu mais de 90% dos componentes da aeronave, com exceção apenas das asas, que se desprenderam da estrutura do avião após o impacto contra o solo. Inicialmente o incêndio foi combatido por populares que tentaram resgatar o tripulante e buscavam evitar que as chamas atingissem as demais residências. Apesar dos esforços, não foi possível resgatar o Certificado de Autorização de Voo Experimental (Cave) e o Certificado de Marcas Experimental (CME) da aeronave - diferentemente do que ocorreu com a aeronave que transportava Gabriel Diniz. Outras causas também podem ter contribuído para o acidente.
O laudo enalteceu que o Cenipa não descarta falha mecânica ou de montagem do ultraleve, uma vez que o operador, sem auxílio de terceiros e sem qualquer supervisão, providenciou a montagem do equipamento. O grau de destruição e de carbonização da aeronave impediu a realização de testes que identificariam eventual contribuição destes aspectos para o acidente. A aeronave era de Israel Fernandes Graça e a manutenção costumava ser realizada pelo próprio piloto que possuía o Certificado de Piloto de Recreio (CPR) e estava com a habilitação relativa às atividades Aerodesportiva e Experimental Trike (ULTK) válida.
Paralelo às investigações realizadas pelo Cenipa, a direção da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), informou que o piloto possuía um total de 67 horas e cinco minutos de voo, sendo cinco horas e 35 minutos no equipamento envolvido no acidente. O acidente ocorreu minutos após a aeronave ter decolado do aeroclube, localizado no Bairro Santos Dumont. "Tais ações demonstraram que não houve, por parte do piloto, uma análise apropriada em relação ao voo e à sua capacidade de gerenciá-lo, à medida que se expôs deliberadamente a condições inseguras", informou o relatório.

 


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